TERÇA-FEIRA – 28/JUNHO/2016

a_JesusNaBarcaSTO. IRENEU (202). Discípulo de S. Policarpo, foi o 2º bispo de Lyon, após S. Potin. Os seus escritos põem-no como primeiro dos grandes teólogos do Ocidente.

STO. ARGIMIR (856). Antigo alto funcionário do rei mouro (censor) renunciou às funções e fez-se monge. Durante as perseguições dos anos 850, no reinado de Mohamed II, já avançado em idade, perseverou na fé recusando renegar Cristo. Foi colocado no cadafalso e decapitado com um golpe de espada.

Féria: Amós 3, 1-8; 11-12 ; Sal 5, 5-8; Mateus 8, 23-27
Vig. S.PEDRO e S.PAULO Act. 3,1-10; Sal 18A, 2-5; Gál.1,11-20; Jo.21,15-19

“MAS ELE DORMIA…” (Mateus 8,23-27). Jesus dormia efectivamente. Como, aliás, O vemos também alegrar-Se, chorar, ter sede… Lealdade dO Filho de Deus encarnado, que partilha em tudo a condição humana. No íntimo da Sua humanidade revela-se a grandeza da Sua divindade. Primeiro através deste sono sossegado admirável em pleno mar encapelado, realmente abandonado à Sua confiança na proximidade dO Pai ; porque quem assim dorme na barca sabe que nada O pode arrancar das mãos dO Pai. Nas tempestades das nossas vidas e sob o peso das nossas cruzes esconde-Se um Deus que Se deixa tocar pela nossa fé. Será que temos a coragem de lhE confiar a nossa vida ? Acusamos muitas vezes Deus de não escutar as nossas orações, de não as atender, apesar de nelas pôrmos toda a nossa fé e o nosso coração. Este sono de Cristo na barca no mar agitado da Galileia assusta-nos sem que ousemos confessá-lo! Acabamos por lhE dizer com os discípulos: não vês que estamos perdidos, como podes dormir ? Enquanto o medo nos agita, a fé diminue, porque a fé é uma confiança radical. Peçamos aO Senhor que a nossa fé se sobreponha ao medo. Não digamos nessas situações: “agora já nada mais me resta do que acreditar !”, mas sim “é necessário que eu comece a crer”.

Selecção e síntese: Jorge Perloiro.