I DOMINGO DA QUARESMA – 9/MARÇO/2014 (Ano A)

I DOMINGO DA QUARESMA – 9/MARÇO/2014

Directo, 11h: Angelus Domini

Directo, 18h: Patriarca de Lisboa, Catequese Quaresmal

SaoDomingosSavioS. DOMINGOS SÁVIO (1842-1857). O Santo que celebramos neste dia teve a sua primeira biografia escrita pelo seu educador e pai espiritual: São João Bosco. Trata-se do pequeno gigante São Domingos Sávio, exemplo para os que querem ser Santos e a toda a juventude. Domingos Sávio nasceu perto de Turim, em Itália, no ano de 1842; estudou na aldeia e mais tarde foi um dos primeiros a ser acolhido por Dom Bosco no seu Oratório. Estes centros de santificação dos jovens eram um lugar nos arredores de Turim onde assistiam os jovens como escola do primeiro grau; orientação profissional; trabalho e tudo proporcionando o crescimento espiritual e a salvação das almas.
São Domingos Sávio era um jovem comum, mas que interiorizou tão bem a espiritualidade salesiana no seu dia a dia que a sua alegria de menino nunca desapareceu, apenas foi purificada de todo e qualquer pecado. O Santo de hoje amava demais a Eucaristia e sua mãe, Nossa Senhora. Um dos lemas por ele vivido era: ” Antes morrer do que pecar !!!”
Domingos Sávio interiormente amadureceu muito com a vida e sofrimentos que enfrentou em segredo, até contrair uma grave doença e com apenas 15 anos entrar para o Céu em 1857.

SantaFranciscaRomana_visaoSTA. FRANCISCA ROMANA (1384-1440). Uma mulher extraordinária cujo exemplo serve de estímulo à nossa caminhada quaresmal.  Viveu uma época de crise na Igreja – transferência forçada do papado de Roma para Avignon (1309-1376) com as lutas subsequentes que levaram ao Grande Cisma do Ocidente (1378-1417).  Nobre e rica, soube soube viver como pobre; casada e boa esposa e mãe, soube encontrar tempo para Deus e os outros. A intensa vida interior dava-lhe grande familiaridade com  sobrenatural: convivia com o seu anjo da guarda. Viveu o carisma da oração contemplativa e da assistência aos mais necessitados e doentes (nomeadamente aos empestados de Roma, na epidemia que lhe  levou 2 filhos). Canonizada pelo Papa Paulo V em 1608, como modelo de filha, esposa, mãe, viúva, religiosa (fundou a associação das “Oblatas Olivetanas”) e de mística.

Génesis 2, 7-9; 3,1-7 ; Sal 50, 3-6a.12-14.17 ; Rom.5,12-19 ; Mateus 4,1-11

SeEsOFilhoDeDeusMudaEstasPedrasCRISTO, NOVO ADÃO (Mateus 4,1-11).  O deserto onde Jesus é levado pelO Espírito evoca a peregrinação de Israel depois da saída do Egipto, mas também o jardim do Éden.  Os pontos comuns fazem frente às faltas e à precaridade, sob todas as suas formas (Deuto 8,1-5), mas também ao “afastamento de Deus”. No capítulo 2 do Génesis, não confia Deus ao homem a Sua Criação,  deixando-a ao seu livre arbítrio ? Não se encontra agora Jesus sózinho no deserto, em oração durante quarenta dias e quarenta noites, depois de ter vivido uma experiência prolongada da proximidade dO Pai no baptismo ? É então que surge Satanás.Tal como no jardim, a tentação é“tornar-se deus”(Gén.3). Ora, ao contrário de Adão, Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem que assumiu até ao fim a nossa condição humana, opta por Se remeter aO Pai em vez de Se deixar dominar pelo demónio e pelas “paixões” que podem surgir por medo de falta de pão, pela atracção do extraordinário e pelo fascínio do poder. O que Cristo experimentou de  maneira pontual aponta para o que Ele teve que viver durante a Sua existência terrestre e para o que nós próprios teremos que enfrentar ao longo dos dias. Talvez possamos interrogar-nos sobre o que fazemos dos medos e das insatisfações ligadas à finitude humana, sobretudo quando os nossos fantasmas de omnipotência querem levar-nos a crer ser possivel remediá-los com meios que, no final, nos deixarão vazios e desamparados. Será que temos o reflexo de voltar-nos para Deus e manter-nos na Sua presença, na “humilde condição” que é a nossa, para lhE pedir que nos “faça conhecer o caminho a seguir”(Prov.2)?  Aliás, não é O próprio Deus que nos falta? Enfim, pensemos servir-nos das “armas de combate espiritual” (Efés.6,10-17).  Um caminho que nos levará a prostrar-nos para adorarmos apenas Deus.

ALGÉS – MIRAFLORES