X DOMINGO DO TEMPO COMUM – 5/JUNHO/2016

05JUN_RessurreicaoFilhoViuvaNaimBTA. MARGARIDA LÚCIA SZEWCZYK (1828-1905). Religiosa polaca, fundadora da “Congregação das Filhas da Virgem das Dores” ao serviço dos pobres, dos velhos e dos doentes. (1577-1640) Beatificada em 2013 no santuário da Divina Misericórdia de Lagiewniki, em Cracóvia.

1 Reis 17,17-24; Sal 29, 2. 4-6.11.12a.13b; Gálatas 1,11-19; Lucas 7,11-17

TEMPO DE COMPAIXÃO (Luc. 7,11-17). Voltámos aos domingos do Tempo Comum que longe de serem dias de rotina, permitem ao mistério da morte e ressurreição de Cristo inscrever-se no tempo e, à história da Salvação, ritmar as nossas vidas. Deus apresenta-Se no ordinário da existência e cada um dos domingos é “um dia de festa primordial” (Sacrosanctum Concilium § 106). Cada domingo é dia de encontro de Deus e de acolhimento do inesperado do Seu Evangelho. Porque esta Boa Nova não é invenção humana. Paulo lembra-nos que não estamos na origem de tudo. Deus não é fruto da imaginação humana. Os homens em busca de um Salvador nunca teriam podido imaginá-lO tão vulnerável ao sofrimento humano, tão atento no mais profundo de Si-mesmo às nossas dores. Como o Samaritano do qual Lucas, alguns capítulos mais à frente, descreverá na atitude compadecida, ou como o pai misericordioso quando acolhe o filho, Jesus “compadeceu-Se” perante o sofrimento de uma mulher, de uma viúva, de uma mãe que chorava a morte do filho único. Jesus foi literalmente “movido no mais íntimo das Suas entranhas”. Ninguém inventava isto! Ainda que, apesar de tanto progresso, o mal, o sofrimento e a morte perdurem e não deixem de questionar o ser humano sobre o sentido da existência, “Deus não cessa de revelar com paciência que Ele é, primeiro e sobretudo, um Deus cujo coração bate com os pobres” – escreveu o cardeal Kasper -, “um Deus vulneravel ao sofrimento da Sua Criação inteira, à escuta dos seus gritos, movido por nós e connosco”. Sim! Nenhum homem poderia ter inventado isto. Somos convidados a reconhecer na Páscoa de Cristo e no regresso à vida deste jovem, a manifestação do amor de Deus. Este texto incita-nos a não escondermos os lugares da nossa vulnerabilidade e a não negarmos o nosso sofrimento em nome duma pseudo-perspectiva de fé. Não nos desencorajemos se os nossos primeiros passos forem titubeantes, lembremo-nos que Deus nos acompanha em todas as nossas peregrinações.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

1º SÁBADO – 4/JUNHO/2016 – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

JUN-04_ImaculadoCoracaoDeMariaMaria é a co-redentora do género humano : com Jesus-Cristo subiu ao calvário e continuou na terra para ajudar os outros filhos a completar a obra redentora de Cristo. A vidente Lúcia transcreve as suas palavras, em Tuy: “Jesus quer (…) estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. Ora, criar no mundo a devoção ao Coração Imaculado de Maria significa levar as pessoas a uma plena consagração de conversão, de doação, de íntima estima, de veneração e de amor.

Isaías 61,9-11; 1 Samuel 2, 1.4-8; Lucas 2,41-51

CONTRA A DÚVIDA, A ESCUTA INTERIOR (Lucas 2,41-51). Durante Continue a ler 1º SÁBADO – 4/JUNHO/2016 – IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

SEXTA-FEIRA – 3/JUNHO/2016 – SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

JUN-03_CoracaoDeJesusA festa de hoje tem um nome que pode parecer estranho ou piedoso demais. Será uma pena que este vocábulo – um tanto fora de moda – nos afaste da contemplação das suas riquezas. Porque O coração trespassado no Gólgota é o coração dum homem na sua plenitude: O de Jesus de Nazaré, que quis receber de Sua mãe um coração de carne e sangue, capaz de sentir, de compadecer-Se, de abrir-Se. Este Coração aberto é também o coração de um condenado. O de um crucificado que acarretou com todos os pecados do mundo que deu tudo, até O Seu coração transpassado, donde manam a água dos nossos batismos e o sangue das nossas eucaristias. Este coração que permanece aberto é O Coração de Deus. “Ébrios de alegria, entoai um cântico : vós bebereis nas fontes da Salvação”.

Ezequiel 34, 11-16; Sal 22, 1-6; Romanos 5, 5b-11; Lucas 15, 3-7

“FOMOS JUSTlFlCADOS PELO SANGUE DE CRlSTO… ” ( Romanos Continue a ler SEXTA-FEIRA – 3/JUNHO/2016 – SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

1ª QUINTA-FEIRA – 2/JUNHO/2016

JUN-02_MartirioDeSantaBlandinaS. POTINO, BLANDINA e 46 COMPANHEIROS (100-65). Cristãos de Lião e de Viena, mártires no tempo do imperador Marco Aurélio. O verdadeiro sacríficio não é o de um animal ou duma soma de dinheiro oferecido a Deus, mas o de cada um de nós, nas diferentes relações, que tece no quotidiano. Este dom de si “gota-a-gota”, pode levar-nos a um testemunho sangrento. Ao celebrar os primeiros mártires cristãos S. Potino, STA. Blandina e Companheiros, não esqueçamos todos os irmãos e irmãs perseguidos em nome de Cristo.

2 Timóteo 2,8-15; Sal 24,4-5ab. 8-10.14; Marcos12, 28b-34

O AMOR PARA ALÉM DOS SACRlFíClOS E DAS OFERENDAS (Marc. Continue a ler 1ª QUINTA-FEIRA – 2/JUNHO/2016