Carta do Senhor Patriarca aos diocesanos sobre o processo de avaliação do Sínodo Diocesano 2016

Carta sobre o processo de avaliação do Sínodo Diocesano 2016

Aos caríssimos sacerdotes, diáconos, consagrados e fiéis leigos do Patriarcado de Lisboa, sobre a avaliação do Sínodo Diocesano:

Desejo-vos a todos um Tempo Pascal muito preenchido pela presença do Ressuscitado nas vossas vidas, comunidades e famílias. Presença que nos certifica da sua vitória sobre a morte e tudo o mais que nos entristece e definha, como a pandemia, que havemos de superar também, com responsabilidade e determinação.
O Tempo Pascal no Patriarcado será particularmente dedicado à avaliação do Sínodo Diocesano, realidade por nós vivida desde 2014. Um caminho relativamente longo, que empreendemos para pôr em prática o grande programa pastoral proposto à Igreja pelo Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), de 24 de novembro de 2013.
No número 25 da exortação, o Papa esclareceu bem o seu objetivo: «Aquilo que pretendo deixar expresso aqui, possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por usar os meios necessários para avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma simples “administração”. Constituamo-nos em “estado permanente de missão”, em todas as regiões da terra».
No número 31, acrescentou o Papa: «Na sua missão de promover uma comunhão dinâmica, aberta e missionária, deverá [o bispo diocesano] procurar o amadurecimento dos organismos de participação propostos pelo Código de Direito Canónico e de outras formas de diálogo pastoral […]. Mas o objetivo destes processos participativos não há de ser principalmente a organização eclesial, mas o sonho missionário de chegar a todos».

Foi para concretizar esta indicação papal que, ouvido o Conselho Presbiteral, lancei a 22 de janeiro de 2014, Solenidade de São Vicente, Padroeiro do Patriarcado, o nosso Sínodo Diocesano. Seguiram-se cinco etapas de PREPARAÇÃO, em que centenas de grupos sinodais, envolvendo cerca de vinte mil diocesanos, estudaram os cinco capítulos da exortação apostólica e enviaram conclusões para o secretariado entretanto constituído. Com base nessas conclusões, seguiu-se a REALIZAÇÃO ou CELEBRAÇÃO, em novembro/dezembro de 2016, da assembleia sinodal, da qual saiu a Constituição Sinodal de Lisboa. Essa assembleia coincidiu com o tricentenário da qualificação “patriarcal” de Lisboa. Podeis ver na Vida Católica, órgão oficial do Patriarcado (quarta série, número 13, dezembro de 2017), muito do que se fez e propôs nessas duas fases do Sínodo.
De então para cá, dedicámos quatro anos à RECEÇÃO sistemática da Constituição Sinodal de Lisboa, em torno de quatro números axiais, escolhidos pelas vigararias: Número 38: Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a fé. Número 46: Viver a liturgia como lugar de encontro (com Deus e a comunidade). Número 53: Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias sociais e geográficas. E também o Número 60, transversal a todos os outros: Fazer da Igreja uma rede de relações fraternas, na corresponsabilidade comunitária.
Foram muitas as iniciativas para a respetiva concretização, provindas dos Departamentos diocesanos ou organizadas vicarial e localmente. Lembro, por exemplo, quanto se fez em relação à Palavra de Deus e às condições para a sua proveitosa leitura, meditação e transmissão comunitária. O mesmo em relação à Liturgia, sobretudo com as ações de formação feitas pelo respetivo Departamento nas dezoito vigararias. Também o que se tem feito no campo sociocaritativo, em especial com as “semanas vicariais da caridade”, tudo a partilhar no Congresso de maio próximo. E sem esquecer o incremento das instâncias de corresponsabilidade comunitária, como os conselhos pastorais e económicos das paróquias, com a colaboração da vigararia geral.

É sobre este caminho de sete anos que faremos agora a necessária AVALIAÇÃO. O Secretariado do Sínodo Diocesano, junta a esta carta as indicações necessárias para que tudo se faça com boa cadência, participação e resultado. Dessa avaliação sobressairá o que melhor resultou e mais precisa de ser continuado, para que a nossa Igreja de Lisboa cresça em louvor, caridade e missão. A assembleia final de avaliação acontecerá a 18 e 19 de junho. Mas será fruto do que fizermos até lá. Conto muito com a colaboração de todos e de cada um!

Na Páscoa da Ressurreição do Senhor!

Lisboa, 4 de abril de 2021

+ Manuel, Cardeal-Patriarca

Intenções, ofertas, contributo paroquial

LINK DIRECTO:

http://ofertas.patriarcado-lisboa.pt/index.php?open=500977500

Caríssimos paroquianos, saudações e paz para cada um e para as famílias.

Respondendo a várias perguntas, que muito agradeço, procurei reunir, de forma sintética, em uma única imagem a informação essencial acerca das intenções, as ofertas e o contributo paroquial.

Vivamos este tempo em oração, comunhão, missão e caridade.

Com uma oração

AVE MARIA

pe antónio figueira

Este Sábado, 15 maio 2021, às 21h00 na vizinha Paróquia da Cruz Quebrada

Este ano, devido às circunstâncias de todos conhecidas, não será possível realizar a tradicional procissão, mas não deixaríamos de ter um sinal de esperança e conforto.
Nossa Senhora vem visitar-nos junto das nossas casas, nas nossas ruas e está perto das nossas famílias.
Preparemos também de forma visível a sua passagem como sinal de alegria e gratidão.
Estejamos em oração como a Igreja que «orava a Deus instantemente» (Act 12,5).
Ensinemos as crianças a conhecer a nossa Mãe do Céu.

Quem desejar, pode enviar imagens do seu telefone em directo para a sala zoom 930 6724 1080, sabendo que se está a transmitir também em directo no canal youtube.

Ave Maria
Pe. António Figueira

Tel 214116767 ou 914788831 mail cartorioalges@gmail.com