Eucaristia

Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos e os imperfeitos para chegarem à perfeição (S. Francisco de Sales).

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA

1. A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. É com alegria que ela experimenta, de diversas maneiras, a realização incessante desta promessa: «Eu estarei sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20); mas, na sagrada Eucaristia, pela transusbstanciação do pão e do vinho no corpo e no sangue do Senhor, goza desta presença com uma intensidade sem par. Desde o Pentecostes, quando a Igreja, povo da nova aliança, iniciou a sua peregrinação para a pátria celeste, este sacramento divino foi ritmando os seus dias, enchendo-os de consoladora esperança.

O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é « fonte e centro de toda a vida cristã». Com efeito, «na santíssima Eucaristia, está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo». Por isso, o olhar da Igreja volta-se continuamente para o seu Senhor, presente no sacramento do Altar, onde descobre a plena manifestação do seu imenso amor.

JOÃO PAULO II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, 17.4.2003, n. 1.

SAGRADA COMUNHÃO E CULTO DO MISTÉRIO EUCARÍSTICO FORA DA MISSA

1. A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã, tanto para a Igreja universal como para as comunidades locais da mesma Igreja. Com efeito, «os outros sacramentos, como todos os ministérios eclesiásticos e as obras de apostolado, estão ligados à santíssima Eucaristia e a ela se ordenam. Efectivamente, na santíssima Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja, que é o próprio Cristo, nossa Páscoa e pão vivo, que, pela sua carne vivificada e vivificadora sob a acção do Espírito Santo, dá a vida aos homens, os quais são assim convidados e levados a oferecerem-se juntamente com Ele, a si mesmos, os seus trabalhos e toda a criação».

2. Além disso, «a celebração da Eucaristia no sacrifício da Missa é verdadeiramente a origem e o fim do culto que à mesma Eucaristia se presta fora da Missa». De facto, Cristo nosso Senhor, que «é imolado no sacrifício da Missa quando começa a estar presente sacramentalmente como alimento espiritual dos fiéis sob as espécies do pão e do vinho», também, «depois de oferecido o sacrifício, enquanto se conserva a Eucaristia nas igrejas ou oratórios, é verdadeiro Emanuel, isto é, «Deus connosco». Com efeito, de dia e de noite Ele está no meio de nós e habita em nós «cheio de graça e de verdade».

3. A ninguém, portanto, é permitido duvidar «que todos os cristãos devem prestar com veneração a este santíssimo Sacramento o culto de latria que é devido ao verdadeiro Deus, segundo o costume desde sempre recebido na Igreja Católica. pois não deve ser menos adorado pelo facto de o Senhor Jesus Cristo o ter instituído com o fim de ser comido».

Ritual Romano, Sagrada Comunhão e Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa, nn. 1-3.

ENCONTRA

  • aqui, o Sacramento da Eucaristia no Catecismo da Igreja Católica, 1322-1419.
  • aqui, a Introdução Geral do Missal Romano (IGMR)
  • aqui, o Ritual Romano. Sagrada Comunhão e Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa (texto autêntico).
  • aqui, uma reflexão sobre catequese e Eucaristia: celebração da Missa com crianças.

PRIMEIRA COMUNHÃO

ALGÉS – MIRAFLORES