QUINTA-FEIRA – 19/NOVEMBRO/2015

A-SaoRafaelKalinowskySTA. INÊS DE ASSIS (1197-1253). Irmã de Sta Clara. O próprio S. Francisco orientou ambas no caminho dO Senhor. Foi ele que as levou, na companhia dos Frei Bernardo e Felipe, para o pequeno e pobre mosteiro que reconstruíra alguns anos antes: o convento de S. Damião.

S. RAFAEL KALINOWSKI (1835-1907). Carmelita, antigo arquitecto militar, restaurador da Ordem dos Carmelitas descalços na Polónia.

1 Macabeus 2,15-29; Sal 49,1-2.5-6.14-15; Lucas 19,41-44

OS QUE CHORAM MAS SABEM CONSOLAR (Luc.19,41-44). Não revelarão as lágrimas de Jesus sobre Jerusalém uma característica fundamental do coração de Deus? Um Deus que não é indiferente às nossas escolhas pela vida ou pela morte; um Deus que Se deixa afectar pela nossa miséria e pelos sofrimentos que nos “atingem”; um Deus que não Se resigna a perder-nos. Vamos reler, a esta luz, o episódio de Lázaro (Jo.11) e o do Getsémani na carta aos Hebreus(5,7). Este rosto de Deus não é novo na Bíblia. Basta-nos
recordar o Livro de Oseias (750 anos a.C.) : Deus revela-Se um Pai que trata o Seu povo “como um bébé que se aperta contra a face” – (Os.11,4). Jesus pode consolar-nos exactamente porque Ele mesmo também conheceu o sofrimento. Este evangelho das lágrimas de Jesus constitui um apelo para mudar o nosso olhar sobre Deus, sobre nós-mesmos e sobre a existência, porque só assim será possível entrarmos na bem-aventurança prometida àqueles que choram mas também sabem consolar.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.