Primeira confissão

A PRIMEIRA CONFISSÃO

  1. Introdução
  2. A fé na qual fomos baptizados: «a fé na qual fomos baptizados»
  3. A celebração penitencial
  4. Pedir perdão não é o mesmo que pedir desculpa
  5. Pais que transmitiram a fé aos seus filhos
  6. Mensagem aos pais
  7. Cinco pontos para uma boa confissão
  8. Exame de consciência
  9. Acto de contrição

1. INTRODUÇÃO

As crianças do 3.º volume que se preparam para receber a Primeira Comunhão têm a sua primeira confissão no primeiro ou num dos primeiros Domingos da Quaresma (nos últimos anos às 16:00, na Igreja Paroquial).

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2. A FÉ NA QUAL FOMOS BAPTIZADOS: «CREIO NA REMISSÃO DOS PECADOS»

. Artigos do Catecismo da Igreja Católica (compêndio).

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3. A CELEBRAÇÃO PENITENCIAL

. Do Ritual Romano, a celebração penitencial para as crianças, com a confissão e absolvição individual.

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4. PEDIR PERDÃO NÃO É O MESMO QUE PEDIR DESCULPA

«Pedir perdão é uma outra coisa; é diferente de pedir desculpa. Eu falhei? Olha, desculpa-me, falhei? Eu pequei! Não tem nada a ver uma coisa com a outra.  O pecado não é um simples falhanço. O pecado é idolatria, é adorar o ídolo, o ídolo do orgulho, da vaidade, do dinheiro, de mim mesmo, do bem-estar? Temos tantos ídolos. Por isto Azarias não pede desculpa: pede perdão.
Jesus ensina-nos a rezar assim ao Pai: “”Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.  Se eu não sou capaz de perdoar, não sou capaz de pedir perdão. “Mas, Padre, eu confesso-me, eu vou à confissão…”. “E o que é que fazes antes de confessar-te”. “Bem, penso nas coisas más que fiz…”. “Está bem”. “Depois peço perdão ao Senhor e prometo não voltar a fazer o mesmo…”. “Bem. E depois vais até junto do sacerdote? Mas antes falta-te uma coisa: perdoaste aqueles que te fizeram mal?
É isto que Jesus nos ensina sobre o perdão. Primeiro: pedir perdão não é um simples pedido de desculpa; é ter consciência do pecado, da idolatria que pratiquei, das tantas idolatrias. Segundo: Deus perdoa sempre, sempre. Mas na condição de que eu perdoe. Se eu não perdoar, em certo sentido fecho a porta ao perdão de Deus. “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”» (Papa Francisco, Homilia na Casa de Santa Marta, 10/3/2015).

A notícia completa:
http://w2.vatican.va/content/francesco/it/cotidie/2015/documents/papa-francesco-cotidie_20150310_porta-aperta.html

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5. PAIS QUE TRANSMITIRAM A FÉ AOS SEUS FILHOS

. O exemplo de Margarida, mãe de São João Bosco:

https://cristoreidealges.files.wordpress.com/2013/02/primeira-comunhao-preparacao-pais.pdf

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6. MENSAGEM AOS PAIS

Aos pais das crianças que se preparam para receber a Primeira Comunhão,

(em geral, frequentam o terceiro volume da Catequese)
(não as que frequentam o segundo volume)
(de volumes superiores ao terceiro e que não receberam a primeira Comunhão)

Aproxima-se a data festiva da Primeira Confissão dos vossos filhos.

Meditemos nestas palavras da homilia do Papa Francisco, no Domingo da Misericórdia (7.4.2013):

«Sempre me causa grande impressão a leitura da parábola do Pai misericordioso; impressiona-me pela grande esperança que sempre me dá. Pensai naquele filho mais novo, que estava na casa do Pai, era amado; e todavia pretende a sua parte de herança; abandona a casa, gasta tudo, chega ao nível mais baixo, mais distante do Pai; e, quando tocou o fundo, sente saudades do calor da casa paterna e regressa. E o Pai? Teria ele esquecido o filho? Não, nunca! Está lá, avista-o ao longe, tinha esperado por ele todos os dias, todos os momentos: sempre esteve no seu coração como filho, apesar de o ter deixado e malbaratado todo o património, isto é, a sua liberdade; com paciência e amor, com esperança e misericórdia, o Pai não tinha cessado um instante sequer de pensar nele, e logo que o vê, ainda longe, corre ao seu encontro e abraça-o com ternura – a ternura de Deus -, sem uma palavra de censura: voltou! Isto é a alegria do pai; naquele abraço ao filho, está toda esta alegria: voltou! Deus sempre espera por nós, não se cansa. Jesus mostra-nos esta paciência misericordiosa de Deus, para sempre reencontrarmos confiança, esperança! Um grande teólogo alemão Romano Guardini dizia que Deus responde à nossa fraqueza com a sua paciência e isto é o motivo da nossa confiança, da nossa esperança (cf. Glabenserkenntnis, Wurzburg 1949, p. 28). É uma espécie de diálogo entre a nossa fraqueza e a paciência de Deus – um diálogo, que, se entrarmos nele, nos dá esperança.»

Os pais são convidados não só a acompanhar os filhos na sua primeira Confissão, mas a procurar eles próprios o sacramento da reconciliação com Deus Pai e a preparar os seus filhos nos dias anteriores à celebração do Sacramento. Por isso lhes indicamos o exemplo, entre muitos, de Margarida, Mãe de São João Bosco:

https://cristoreidealges.files.wordpress.com/2013/02/primeira-comunhao-preparacao-pais.pdf

E também uma síntese da doutrina da Igreja sobre este belo Sacramento:

https://cristoreidealges.files.wordpress.com/2014/02/sacramento-da-penitencia-compendio-do-catecismo.pdf

Nossa Senhora nos ajude a evitar a fealdade do pecado e a deixar-nos atrair pela beleza da virtude.

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7. CINCO PONTOS PARA UMA BOA CONFISSÃO

  1. º Exame de consciência (pensar seriamente diante de Deus sobre como foram os nossos pesnamentos, palavras, actos e omissões – o bem que devíamos ter feito e não fizemos).
  2. º Contrição ou arrependimento (ter pena e dor de ter ofendido a Deus).
  3. º Propósito de ementa (fazer o propósito de evitar o pecado; a promessa de escolher sempre o caminho do amor de Deus e do próximo)
  4. º Confissão ou acusação (dizer com toda a sinceridade os pecados ao confessor. O Sacerdote está no lugar de Jesus. E jamais poderá falar sobre aquilo que alguém lhe contou na Confissão).
  5. º Reparação ou penitência (cumprir o que o confessor indicar: a oração ou a boa obra que manda fazer para reparar o mal cometido).

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8. EXAME DE CONSCIÊNCIA.

N.B.: Ensinar que a primeira coisa a dizer ao confessor é quando se confessou pela última vez

1. NA MINHA RELAÇÃO COM DEUS (PRIMEIROS TRÊS MANDAMENTOS)

  • Rezei todos os dias (de manhã e à noite) pelo menos as orações da manhã e da noite?
  • Fui à Missa todos os Domingos e nas festas de preceito (Natal, primeiro dia do ano, Páscoa, 1 de Novembro, 8 de Dezembro, 15 de Agosto)? Fui à Missa também durante as férias (de verão e outras)?
  • Durante a Missa estive atento? Ou estive a falar, a rir ou distraído? Perturbei alguém ou estive a mastigar pastilha elástica na Igreja?
  • Na Missa fiquei de joelhos pelo menos durante a Consagração e após a Comunhão?
  • Fiz a genuflexão a Jesus Eucaristia quando entrei na Igreja, quando saí e quando passei à frente do Sacrário?
  • Tive respeito pelo lugar sagrado (a Igreja)? Ou estive a jogar fazendo ruído à frente da Igreja?
  • Disse todos os meus pecados ao confessor? Ou escondi algum pecado com medo de que se zangasse, me repreendesse ou então por vergonha?
  • Disse em vão o nome de Deus, de Nossa Senhora ou disse sem respeito o nome dos santos?
  • Quando estou a falar disse o nome de Deus ou de Nossa Senhora sem ser necessário ou apropriado (frases do tipo: Meu Deus! Minha nossa Senhora!, etc.)?
  • Contei anedotas sobre Jesus, Nossa Senhora ou os Santos?
  • Fui sempre à catequese? Estive atento ou estive a falar, a perturbar e a rir?
  • Faltei ao respeito para com o meu catequista ou para com os sacerdotes?
  • Pus os meus divertimentos ou os jogos antes de Deus (por exemplo, em vez de ir à Missa, ir jogar futebol; em vez de ir à catequese, ocupar o tempo com outras coisas, quando podia organizar-me melhor)?

2. NA MINHA RELAÇÃO COM O PRÓXIMO E COMIGO MESMO (DO IV AO X MANDAMENTOS)

  • Obedeci sempre aos meus pais?
  • Faltei ao respeito para com os meus pais? Dirigi-lhes palavras feias ou respondi mal, mesmo só com o pensamento?
  • Dei algum desgosto aos meus pais? Disse-lhes sempre a verdade?
  • Estudei sempre, muito e bem? Ou estudei pouco, o mínimo e indispensável? Como tenho andado na escola e nos estudos?
  • Faltei ao respeito para com os professores? Respondi-lhes mal? Falei mal deles? Gozei deles?
  • Disse palavrões ou palavras feias?
  • Disse mentiras?
  • Gozei dos meus amigos?
  • Roubei alguma coisa a alguém (mesmo alguns cêntimos aos meus pais, algum pequeno artigo numa loja, alguma coisa na escola)?
  • Andei com más companhias ou amigos que não devo?
  • Na televisão ou no computador vi só espectáculos que eram próprios? Ou vi filmes com cenas demasiado violentas, imagens feias e impróprias, palavrões e vulgaridades?
  • Vesti-me de forma simples como quem é baptizado ou quis imitar modas que não agradam a Nossa Senhora (A Beata Jacinta: «Certas modas que serão inventadas irão ofender muito Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem seguir essas modas»).
  • Tive inveja? Cobicei as coisas alheias?

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9. ACTO DE CONTRIÇÃO

. Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amen.

ou então

.  Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração de todos meus pecados e os detesto, porque pecando, não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas principalmente porque Vos ofendi, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso, proponho firmemente, com a ajuda da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecado. Senhor, tende piedade de mim e perdoai-me.

ou ainda

. Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também por perdido o céu e merecido o inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amen.

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