SEGUNDA-FEIRA – 27/JUNHO/2016

a_SaoCiriloDeAlexandriaS. CIRILO DE ALEXANDRIA (370-444). Bispo de Alexandria, presidiu ao Concílio de Éfeso (431) que definiu a maternidade de Maria, derrotando Nestório que punha em dúvida essa maternidade divina de Nossa Senhora. Durante o Concílio pronunciou o célebre “Sermão em louvor à Mãe de Deus” que marca o início do florescimento dos hinos em honra à Virgem Maria. O Papa Pio Xll, por ocasião do décimo quinto centenário da sua piedosíssima morte, escreveu na Carta Encíclia “Orientalis Ecclesiae: “Brilham de fato nele, dum modo todo particular, aqueles 3 dotes de alma que tanto ilustraram também os outros padres do oriente: exímia santidade de vida, em que resplandece nomeadamente a devoção à excelsa Mãe de Deus ; doutrina admirável, pela qual – no papado de Leão Xlll – a Sagrada Congregação dos Ritos (decreto de 8/Jul./1882), o proclamou Doutor da Igreja universal; um cuidado ativo com que rebateu, de peito destemido, os assaltos dos hereges, armou, defendeu e, generosamente, onde quer que lhe foi possível, propagou a fé católica.”

Amós 2, 6-10. 13-16; Sal 49, 16bc-23 ; Mateus 8, 18-22

“SEGUIR-TE-EI…” (Mat. 8,18-22) . Dois casos completamente diferentes: um doutor da lei que se oferece espontâneamente – de forma um pouco irreflectida – para seguir Jesus “para onde quer que Ele vá”. E, logo a seguir, outro homem – que Jesus chamava para discípulo – recusa obedecer-lhE, por uma razão aliás bem razoável: pretende ir sepultar seu pai. Ora, Jesus aparentemente quer desencorajar o primeiro, respondendo-lhe: “Tu não sabes o que te espera!”, mas, com o segundo, insiste com uma violência que nos surpreende: “Deixa que os mortos sepultem os seus mortos! ” Talvez que para podermos dizer com verdade:“Mestre, eu seguir-Te-ei para onde quer que fores”, seja necessário obedecer à ordem de Jesus e “partir para a outra margem”. Essa “outra margem” é o lugar interior do nosso coração, da nossa alma onde Ele nos convida a dar-lhE o primeiro lugar. Temos de facto tendência para fazer “primeiro” isto ou aquilo, antes de escolher reunir-nos a Ele ! Seguir Jesus por toda a parte nada tem de incompativel com uma classificação na ordem das nossas prioridades: nós desejamos colocar Cristo antes de tudo o que fazemos. Que a Sua graça nos permita efectivamente fazê-lo! A lição mais evidente a retirar desta aproximação das duas personagens, será a de que Jesus mantém total liberdade relativamente à lógica que age por comparações. Ele olha cada ser humano em si mesmo e por si mesmo, e trata-o de forma estritamente própria. Eis uma lição tremendamente necessária, para nós que passamos o tempo a comparar-nos uns aos outros…

Selecção e síntese: Jorge Perloiro