XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 26/JUNHO/2016

a_SaoJoseMariaEscrivaS. JOSEMARIA ESCRlVÁ DE BALEGUER (1902-1975) . Sacerdote espanhol (Aragão), fundador dO “Opus Dei” que propõe a todos os leigos a santidade através do seu trabalho ordinário, apoiados em normas de vida (eucaristia diária, confissão frequente, presença de Deus) que os tornam activos-contemplativos no mundo. Fundou a “Sociedade Sacerdotal da STA. Cruz” para ajudar também os sacerdotes. O papa S. João-Paulo Il canonizou-o em 2002, referindo que “S. Josemaria se conta entre as grandes testemunhas do cristianismo”.

1 Reis 19,16b. 19-21 ; Sal 15,1-2a. 5. 7-11 ; Gálatas 5,1. 13-18 ; Lucas 9, 51-62

“COM CORAGEM…” ( Lucas 9,51-62) . Jesus, “tomou, determinado, o caminho de Jerusalém”. O texto grego transpôs à letra a locução hebraica que significa ter Jesus, na partida para Jerusalém, “endurecido o Seu rosto”, expressão que – de forma bem gráfica – transmite a tremenda luta que travava no Seu íntimo para não fraquejar. Agradeçamos a Jesus ter assim procedido, pois esta Sua atitude é para nós deveras encorajadora, especialmente quando -em tantas circunstâncias similares – somos tentados a recusar assumir as dificuldades, como as nossas fraquezas ou as nossas faltas. “Então, tu segues-Me ?” As coisas são ditas por Jesus sem delongas ! Não é nada confortável caminhar a seguir Cristo. No caminho que sobe para Jerusalém o apelo para O seguir torna-se mais exigente : “O Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”. Viver e anunciar o Evangelho nunca foi repousante. Nem ontem, nem hoje ! São muitos os mártires da fé no decurso da história, linchados a golpes de espada, de fogo ou de palavras, no fim do mundo ou à nossa porta, e por vezes até nas nossas comunidades. Esta caminhada para Jerusalém, a exemplo da lenta subida de Jesus para O Gólgota, continua todavia a despertar as vocações de homens e mulheres que esctam o apelo dO Evangelho e empenham n’Ele a sua vida. Jesus não obriga ninguém a segui-lO. A Sua vida, dada até à Cruz, a Sua morte e resurreição gravam de forma indelével na nossa humanidade o amor de Deus, desse Deus de que a misericórdia é O Nome. Jesus não obriga ninguém a segui-lO. Os Seus actos e palavras fazem germinar, nascer e crescer a liberdade duma resposta do homem ao apelo de Deus: “Eu seguir-te-ei para onde fores”. O apelo de Jesus não permite respostas indolentes de águas mornas ou temerárias, tipo paixão súbita. “Cristo libertou-nos”, escreve Paulo aos Gálatas. Não pode existir um genuíno apelo para seguir Cristo sem um profundo apelo à liberdade, não à liberdade de fazer aquilo que nos apetece, mas a liberdade de revestir-nos com os sinais dO Reino que vem, liberdade de partir e anunciar O Reino de Deus, liberdade para deixar-nos conduzir pelO Espírito como o apóstolo Paulo nos convida. Então…? Preparados para O seguir?

Selecção e síntese: Jorge Perloiro.