Quinta-feira da 24ª semana do Tempo Comum – 17/SETEMBRO/2015

SaoRobertoBelarminoS. Roberto Belarmino, bispo, Doutor da Igreja, +1621: Nasceu no ano de 1542 em Montepulciano, na Toscana. Entrou na Companhia de Jesus em Roma e foi ordenado sacerdote. Sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano. Eleito cardeal e nomeado bispo de Cápua, contribuiu com a sua actividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas. Morreu em Roma no ano 1621.

1 Tim 4,12-16; Sal 111(110),7-8.9.10; Lc 7,36-50.

Comentário do dia
São Romano, o Melodista (?-c. 560), compositor de hinos
Hino 21

«São-lhe perdoados os seus muitos pecados.»

Quando viu as palavras de Cristo espalharem-se por toda a parte como aromas, a pecadora começou a detestar o fedor que saía dos seus próprios actos: «Não fiz caso da misericórdia que Cristo tem para comigo, procurando-me quando por minha culpa me perdi. Porque é a mim que Ele procura em todo o lado; é por mim que janta em casa do fariseu, Ele que dá alimento ao mundo inteiro. Faz da mesa um altar de sacrifício onde Se oferece, perdoando as dívidas aos devedores, para que estes se aproximem com confiança dizendo: “Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras.”» Ali acorreu avidamente e, desprezando as migalhas, tomou o pão; mais faminta que a cananeia (Mc 7,24 ss), saciou a sua alma vazia com igual fé. Não foi um apelo que a remiu, mas o silêncio, pois disse num soluço: «Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras.» Correu até casa do fariseu, precipitando-se na penitência. «Vamos, alma minha», disse, «chegou o momento que tanto pedias! Aquele que purifica está aqui, porque permaneces no abismo das tuas más obras? Vou ao seu encontro, pois foi por mim que Ele veio. Deixo os amigos do passado, porque desejo apaixonadamente Este que aqui está hoje; e, como Ele me ama, dou-Lhe o perfume e as lágrimas que trago. […] O desejo pelo Desejado transfigura-me e eu amo Aquele que me ama da maneira que Ele quer ser amado. Arrependo-me e a seus pés me rojo, como Ele espera; procuro o silêncio e o retiro, como Lhe agrada. Rompo com o passado, renunciando ao abismo das minhas más obras.»

Fonte: evangelhoquotidiano.org

Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum – 16/SETEMBRO/2015

A_SaoCornelioPapaS. Cipriano, bispo, mártir +258: Cipriano nasceu em Cartago cerca do ano 210, de uma família pagã. Tendo‑se convertido à fé e ordenado sacerdote, foi eleito bispo daquela cidade no ano 249. Em tempos muito difíceis, governou sabiamente, com suas obras e escritos, a Igreja que lhe foi confiada. Na perseguição de Valeriano, sofreu primeiramente o exílio e depois o martírio no dia 14 de Setembro do ano 258.

São Cornélio, papa, mártir, +253: Cornélio foi ordenado bispo da Igreja de Roma no ano 251. Teve de combater o cisma dos Novacianos e, com a ajuda de S. Cipriano, conseguiu consolidar a sua autoridade. Foi desterrado pelo imperador Gallo e morreu no exílio, perto de Civitavecchia, no ano 253. O seu corpo foi trasladado para Roma e sepultado no cemitério de Calixto.

Tim 3,14-16; Sal 111(110),1-2.3-4.5-6; Lc 7,31-35. Continue a ler Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum – 16/SETEMBRO/2015

Nossa Senhora das Dores – Memória Obrigatória – Terça-feira 15/9/2015

A_AsSeteDoresDeNossaSenhoraNossa Senhora das Dores: A festa de hoje liga-se a uma antiga tradição cristã. Contam que, na Sexta-feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a encontrar-se com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até ao Calvário a pesada cruz, para aí ser crucificado. Sua Mãe, ao vê-lo tão mal tratado, com a coroa de espinhos, sofre de dor. Perdendo as forças, caiu por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz. Recobrando os sentidos, reuniu todas as suas forças, acompanhou o filho e permaneceu ao pé da Cruz até o fim. Inicialmente, esta festa foi celebrada com o título de “Nossa Senhora da Piedade” e “Compaixão de Nossa Senhora”. Depois, Bento XIII (1724-1730) promulgou a festa com o título de “Nossa Senhora das Dores”. Somos convidados, hoje, a meditar os episódios mais importantes que os Evangelhos nos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus: a profecia do velho Simeão (Lucas 2,33ss.); a fuga para o Egipto (Mateus 2,13ss.); a perda de Jesus aos doze anos, em Jerusalém (Lucas 2,41ss.); o caminho de Jesus para o Calvário (João 19:12ss.); a crucificação (João 19,17ss.); a deposição da cruz e o sepultamento (Lucas 23,50ss.)(www.ecclesia.pt). Continue a ler Nossa Senhora das Dores – Memória Obrigatória – Terça-feira 15/9/2015

Exaltação da Santa Cruz – Festa – 14/SETEMBRO/2015

GlorificacaoDaSantaCruzExaltação da Santa Cruz: A Igreja universal celebra hoje a festa da Exaltação da Santa Cruz. É uma festa que se liga à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma foi construída sobre o Monte do Gólgota; por isso, se chama Basílica do Martyrium ou Ad Crucem. A outra foi construída no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado pelos discípulos e foi ressuscitado pelo poder de Deus; por isto é chamada Basílica Anástasis, ou seja, Basílica da Ressurreição. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio. Segundo contam, o imperador levou a Santa Cruz às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630. A partir daí a Festa da Exaltação da Santa Cruz passou a ser celebrada no Ocidente. Tal festividade lembra aos cristãos o triunfo de Jesus, vencedor da morte e ressuscitado pelo poder de Deus(cf.www.ecclesia.pt).

Num 21,4b-9; Sal 78(77),1-2.34-35.36-37.38; Jo  3,13-17. Continue a ler Exaltação da Santa Cruz – Festa – 14/SETEMBRO/2015

24º Domingo do Tempo Comum – Ano B – 13/SETEMBRO/2015

SaoPedroApostoloVigésimo Quarto Domingo do Tempo Comum: A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum diz-nos que o caminho da realização plena do homem passa pela obediência aos projectos de Deus e pelo dom total da vida aos irmãos. Ao contrário do que o mundo pensa, esse caminho não conduz ao fracasso, mas à vida verdadeira, à realização plena do homem. A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar a Palavra da salvação e que, para cumprir essa missão, enfrenta a perseguição, a tortura, a morte. Contudo, o profeta está consciente de que a sua vida não foi um fracasso: quem confia no Senhor e procura viver na fidelidade ao seu projecto, triunfará sobre a perseguição e a morte. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Jahwéh” a figura de Jesus. No Evangelho, Jesus é apresentado como o Messias libertador, enviado ao mundo pelo Pai para oferecer aos homens o caminho da salvação e da vida plena. Cumprindo o plano do Pai, Jesus mostra aos discípulos que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo, tem de aceitar percorrer um caminho semelhante. A segunda leitura lembra aos crentes que o seguimento de Jesus não se concretiza com belas palavras ou com teorias muito bem elaboradas, mas com gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, de solidariedade para com os irmãos (www.ecclesia.pt). Continue a ler 24º Domingo do Tempo Comum – Ano B – 13/SETEMBRO/2015