SÁBADO – 27/JUNHO/2015

Génesis 18,1-15; Lucas 1,46-50.53-54; Mateus 8,5-17

“NÃO ESQUEÇAIS A HOSPITALIDADE…” O cap.18 do Génesis alimentou a fé de gerações de crentes. Como também o testemunha o cap. 13 da Epístola aos Hebreus, ao evocar Abraão: “Perseverai no amor fraterno. Não esqueçais a hospitalidade, pois graças a ela, alguns sem o saber acolheram anjos”. O cumprimento, na hospitalidade oferecida nO mandamento dO Amor, prepara-nos para o reencontro com Deus. Assim aconteceu, diz S.Gregório Magno, aos discípulos de Emaüs, cujos olhos só se abriram quando puseram em prática a palavra de Cristo e O pressionaram a partilhar da sua refeição.

“DIZ SÓ UMA PALAVRA…” (Mat.7,21-29). Senhor, permite que Te acolha tal como sou, que acolha os que me cercam tal como eles são. Todos estamos doentes e necessitamos da Tua ajuda para carregar os nossos males e coragem para caminhar.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 26/JUNHO/2015

A_JoseMariaEscrivaS. JOSE MARIA ESCRIVÁ (1902-75). Fundador da Prelatura pessoal “Opus Dei”, colocou a presença de Deus “no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos (…) convertendo todas as circuns tâncias da vida em ocasião para O amar e servir”. O papa S.João-Paulo ll canonizou-o em Roma, em 2002.

Génesis 17, 1. 9-10.15-22; Sal 127, 1-5; Mateus 8, 1-4

CULTlVAR A MEMÓRlA DE DEUS (Gén.7,1.9-10.15-22). Que significa caminhar na presença de Deus? Não será cultivar o que os Antigos chamavam a “ memória” de Deus, ou seja a consciência da Sua presença? Para alcançar este fim, a Bíblia propõe-nos muitos meios: a observância da Aliança e, aqui, a circuncisão, a leitura e a repetição dos versículos da Escritura, a oração pessoal e comunitária vivida regularmente, sem esquecer a luta contra o endurecimento do coração e o arrefecimento do fervor. O que obriga a não nos aproveitarmos da tibieza que, inevitavelmente, há-de acabrunhar-nos em certos momentos. “Estou crucificado com Cristo e (…) já não sou eu que vive, mas Cristo que vive em mim”. Continue a ler SEXTA-FEIRA – 26/JUNHO/2015

QUINTA-FEIRA – 25/JUNHO/2015

A_SaoGuilhermeDeVercelliS. GUILHERME DE VERCELLI (1085-1142). Nascido em Itália, ficou orfão e com 15 anos peregrinou, a pé e descalço, a Santiago de Compostela. Regressado a Itália vendeu os bens e retitou-se como eremita para um monte que se passou a chamar Monte-Vérgine por nele se ter construido uma igreja dedicada à Virgem. Ali afuiam muitos sacerdotes e assim nasceu a “Congregação dos Eremitas do Monte-Vérgine”.

Génesis 16, 1-12. 15-16 ; Sal 105, 1-5 ; Mateus 7, 21-29

“TALVEZ, POR ELA, EU CONSIGA TER FILHOS…” (Gén.16,1-12.15-16). Era juridicamente admissível em alguns países do Oriente antigo que a mulher estéril pudesse propor ao marido uma serva, mãe de substituição, para lhe assegurar uma descendência. Barriga de aluguer? É preciso não nos precipitarmos a confundir os séculos… De qualquer Continue a ler QUINTA-FEIRA – 25/JUNHO/2015

QUARTA-FEIRA – 24/JUNHO/2015

A_OSeuNomeEJoaoNASCIMENTO DE S. JOÃO BAPTISTA. Quantas surpresas em torno de João ! Filho daquela “a quem chamavam estéril”, ele não recebe o nome do pai e a mão dO Senhor está sobre ele.

Isaías 49,1-6; Sal 138, 1-3. 13-15 ; Actos 13, 22-26 ; Lucas 1, 57-66. 80

“ELE FIXOU O MEU NOME…” (ls.49,1-6). Vários textos bíblicos meditam sobre o “nome”: O Senhor mudou o nome de Abrão em Abraão, o de Jacob em lsrael. Ao Seu povo, tal como aos profetas, Ele diz: “Eu chamei-te pelo teu nome”. Dar um nome, conhecer o nome de alguém, é estabelecer com ele uma relação de intimidade, reconhecer-lhe uma dignidade e uma vocação únicas ; o nome diz da pessoa o que só Deus pode saber. Ora há aqui que notar que o verbo utilisado se liga à memória: “Ele fixou o meu nome”. A memória de Deus é uma maneira de falar da Sua Continue a ler QUARTA-FEIRA – 24/JUNHO/2015

TERÇA-FEIRA – 23/JUNHO/2015

A_SaoJoseCafassoS. JOSÉ CAFASSO (1811-60). Professor de teologia moral em Turim. Padre que visitava os presos e assistia os condenados á morte. Foi director espiritual de S. João Bosco, cuja obra encorajava. Canonizado em 1947.

Missa da féria: Génesis 13, 2. 5-18 ; Sal 14, 2-4ab. 5 ; Mateus 7, 6.12-14
Vigília de S.João : Jereremias1, 4-10; Sal 70,1-6. 15. 17; 1 Pedro1,8-12; Lucas 1, 5-17

DOIS IRMÃOS… (Génesis 13,2.5-18). Abraão e Lot são dois irmãos, cuja relação est á ameaçada pela riqueza. Ligando esta leitura à do Cap . 4 do Génesis e ao binómio Caím/Abel, podemos meditar em duas formas de nos situarmos nesta relação familiar, cuja complexidade a Bíblia não ignora (Jacob e Esaú, José e os irmãos…). A cena é fácil de visualizar: dum lado terras férteis, do outro a aridez do deserto; Lot sedentário e instalado, Abraão, nómada sempre em marcha. Dum lado, a inca pacidade de diálogo que leva à morte, do outro, a capacidade de Abraão para vencer pela palavra as armadilhas duma surda violência. Uma palavra que dá o próprio lugar totalmente ao outro e se salda, para Abraão, no reencontro de Deus. Saibamos também fazer a diferença entre instabilidade e busca, entre adormecimento preguiçoso e repouso que restabelece. Continue a ler TERÇA-FEIRA – 23/JUNHO/2015