SEGUNDA-FEIRA – 22/JUNHO/2015

A_SaoTomasMoreS. PAULINO DE NOLA (353-431). Natural de Bordéus, duma família romana nobre, foi governador da Campânia, casou com uma mulher cristã e viveram como casal modelo, ensinados por S. Martinho de Tours e STO. Ambrósio. Depois de perderem o filho único, venderam os bens e consagraram-se a Deus. Eleito bispo de Nola, este santo foi um dos últimos poetas latinos: “Preparei uma lâmpada para Cristo”.

S. JOÃO FlSCHER, e S. TOMÁS MORE. Respectivamente bispo de Rochester e Chanceler de Inglaterra, recusaram, por fidelidade a Roma, o juramento da supremacia do rei Henrique Vlll e foram decapitados em 1535. Ambos canonizados em 1935.

Génesis 12, 1-9 ; Sal 32, 12-13. 18-20. 22 ; Mateus 7,1-5

“DEIXA A TUA TERRA…” (Génesis 12,1-9). Deus fala a Abraão e manda-o partir. Para um nómada, partir, deixar o lugar onde está instalado, é a ordem natural das coisas. Mas esta partida tem dimensão fundacional : antes de mais, é uma rotura. Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 22/JUNHO/2015

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 21/JUNHO/2015

A_SaoLuisGonzagaS. LUíS GONZAGA (1568-91). Nascido numa família nobre, a mãe consagrou-o a NªSª, entrou antes dos 18 anos na Companhia de Jesus. Morreu com 23 anos ao serviço dos empestados na cidade de Roma. Precursor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus. O papa Pio XI proclamou-o “Protector da juventude”.

Job 38,1. 8-11; Sal 106, 23-26. 28-31; 2 Cor.5,14-17 ; Marcos 4, 35-41

NO MEIO DA TEMPESTADE (Job 38,1.8-11). Hoje a tempestade está em toda a parte, nos elementos, mas sobretudo na cabeça de Job. acabrunhado pela sucessão de tantas desgraças, Job, tristíssimo, à beira da revolta, admite que só não encontra resposta para as perguntas que o assaltam: porquê o sofrimento, porquê a mim?; eu, que não pequei, por quem ou porquê terei que pagar? Aqui chegado, decide-se pedir ao próprio Deus resposta: “Oxalá haja alguém que me escute. Eis a minha última palavra. Que O Todo-poderoso me responda” (Job 31,35). Deus não resist e ao apelo de Job e faz-lhe um longo discurso que começa assim: “Do meio da tempestade, O Senhor disse a Job”. Mas, para nossa grande surpresa, Deus nada diz acerca daquilo que afecta Job e – aparentemente Continue a ler XII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 21/JUNHO/2015

SÁBADO – 20/JUNHO/2015

2 Coríntios 12,1-10 ; Sal 33, 8-137 ; Mateus 6, 24-34

“NINGUÉM PODE SERVIR A DOIS SENHORES…” (Mateus 6,24-34). É inútil inquietar-nos, porque Deus está presente e cuida de nós. Inquietemo-nos, sim, pela justiça que Deus reclama, inquietemo-nos por ter uma existência plenamente “ajustada” ao Seu querer, inquietemo-nos por uma vida que responda às iniciativas de s alvação que Ele toma por cada um. Imaginar as coisas, é uma forma de as possuir e de as guardara apenas para si. O cuidado pelo futuro imaginado perturba-nos por esquecer mos que Deus pode, que Deus sabe, que Deus vê, que Deus ama. S. João da Cruz relaciona a “noite da imaginação e da memória” com a esperança. Estão aí uma purificação e uma ascése nas quais não pensamos o suficiente, mesmo quando procuramos lealmente O Reino de Deus. Numa sociedade hiperconsumista como a nossa, as palavras de Jesus despertam-nos. De quê e de quem somos escravos? É verdade que o dinheiro, as estruturas financeiras, dão segurança. Mas farão elas o pleno de uma vida? Ao ensinar-nos a viver da providência, Jesus não nos torna doces sonhadores pois nos convida a um novo olhar sobre a nossa vida e a nossa sociedade. Convida-nos a contemplar o dom. Deus dá-Se, Ele dá-nos a criação e a vida gratuitamente. Sim, é pelo dom que a vida se transmite.
Como O Pai, também nós, nas relações familiares, económicas, políticas, somos chamados a dar, porque dar é “procurar O Reino de Deus” para ser prefeitos como O Pai.

Meditações Bíblicas”, Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA -FEIRA – 19/JUNHO/2015

2 Coríntios 11,18. 21b-30 ; Sal 33, 2-7 ; Mateus 6, 19-23

“POIS, ONDE ESTIVER O TEU TESOURO, Aí ESTARÁ TAMBÉM O TEU CORAÇÃO…” (Mat.6,19-23). Acumular, entesourar são sintomas do medo de algo nos faltar, de uma inquietação pelo futuro. Agir assim, é desconhecer a que ponto Deus cuida de nós, e é de alguma forma causar-lhE afronta: “Eu prefiro ocupar- me da minha pequenina pessoa em vez de deixar Deus cuidar de mim”. Ora, tudo o que guardamos é perecível por natureza. Somos ávidos mas só acumulamos coisas perecíveis. Não será Deus o único “bem” do cristão? Não vemos que a nossa felicidade está em Deus, porque temos o olhar alterado. O Evangelho convida-nos a responder à pergunta: onde está o teu tesouro? Qual é o lugar de onde retiras os recursos necessários para avançar cada dia? É tentador fazer coisas materiais durante toda a vida. Todavia, elas são perecíveis. O tesouro, é o nosso encontro com Cristo; é Ele quem dá um novo horizonte à nossa vida. Este tesouro dá-nos um encontro imperecível que “nem traças nem vermes devoram”. Cristo ilumina as nossas vidas, afasta as trevas para nós podermos ver “os ladrões que nos enganam”. Não deixemos roubar o nosso verdadeiro tesouro: Cristo! “Em Ti está a fonte da vida, pela Tua luz nós vemos a luz” (Sal.35, 10).

Meditações Bíblicas”, Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.