SEGUNDA-FEIRA – 17/NOVEMBRO/2014

SantaIsabelDaHungriaSTA. ISABEL DA HUNGRIA (1207-1231). Isabel fez um casamento de estado aos 14 anos com Ludwig IV, mais velho 7 anos. Do casamento feliz e exemplar de sete anos, nasceram 3 filhos. Durante esse período, com o apoio do marido, mandou construir um hospital, visitava os en-carcerados e dava diariamente esmola a centenas de pobres. Após a morte do marido, viúva aos 21 anos, Isabel deixou a corte e professou na Ordem Terceira de S.Francisco, sendo das primeiras terciárias da Alemanha. No verão de 1228, edificou um hospital em Marburg e, ali, dedicou-se a tratar os doentes, especialmente os leprosos, impondo-se muitas mortificações.

SaoGregorioDeToursS. GREGÓRIO DE TOURS (538-94). Viveu na época merovíngia, tempo de agitação política e matanças. Bispo de Tours, impõs-se pelas suas virtudes e coragem. Escreveu sobre a vida dos santos e uma “História dos Francos”, sendo considerado o pai da história de França.

Apocalipse 1,1-4; 2,1-5a; Sal 1,1-4.6; Lucas 18, 35-43

REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO (Apoc.1,1-4; 2,1-5a). O termo “apocalipse” significa “revelação”. Mas o seu complemento é ambíguo: Jesus Cristo é o sujeito que revela o futuro ao profeta João, ou será Ele mesmo o futuro revelado? A abertura do texto apresenta uma admirável sucessão: Deus confiara a revelação a Jesus Cristo e Ele fê-la conhecer ao Seu servo João, por intermédio de um anjo. João, testemunha da palavra de Deus e do testemunho dO próprio Jesus Cristo (“tudo o que ele viu”). O que João viu e lhe permite saber o que deve vir, foi a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Isso permite-lhe desvendar aos homens que irão atravessar igual Páscoa, num caminho de sofrimento e de morte, mas que a omnipotência dO Espírito, já em acção, virá renovar a sua vida. “O tempo está próximo”. Qual é a proximidade a que o Apocalipse se refere? É a do “kairos”: a vinda gloriosa de Cristo e o fim da ordem das coisas tal como presentemente as vivemos. Desde a Encarnação e a Redenção, nós vivemos no tempo-tempo, “chronos”, que cada dia nos aproxima do tempo-acontecimento, “kairos”, sobre o qual não sabemos nem o dia nem a hora. Confessemos que é uma ignorância nada confortável. Mas ela é a chave da vigilância cristã: nós somos os atentos vigilantes, na expectativa da vitória final de Cristo.

SenhorTemPiedadeDeMim“…AO OUVIR A MULTIDÃO PASSAR…” (Lucas 18,35-43). A deficiência deste cego é dramática : apenas o ouvido lhe permite aperceber-se que, à sua frente, está a passar uma multidão. Ele é o sinal da nossa condição na terra : vivemos sob o regime da fé e não vemos a Deus. Mas ouvimos Cristo, a Palavra, e tudo é possível. Na súplica do cego, nós escutamos o grito da humanidade:“Tem piedade de mim!” Este grito dos homens, Deus escuta-o. Ele escuta-o de tal maneira, que enviou O Seu Filho para restituir a vista aos cegos. Ele está diante de nós para nos curar. A primeira realidade sobre a qual se abriram os olhos do cego foi a pessoa de Jesus que vinha curá-lo e o olhava. Para nos conduzir até à visão de Deus, Jesus está ali e fita-nos. Ele abre-nos os olhos.

“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris. Selecção e Síntese: Jorge Perloiro.