NOSSA SENHORA DE LURDES . No dia 11 de Fevereiro de 1858, a Virgem Maria apareceu pela primeira vez a S.TA Bernadette Soubirous, na gruta de Massabielle, em França. “Em Lurdes, escreveu o papa S.João-Paulo ll, Maria cumpriu uma missão de alívio ao sofrimento”. Ao invocar a Imaculada Mãe de Deus, como ela se definiu a S.TA
Bernadette, os cristãos vêem em Maria a imagem da Igreja futura. Hoje é a Jornada Mundial do Doente, criada por S.João-Paulo ll em 1992.
Génesis 2, 4b-9. 15-17 ; Sal 103, 1-2a. 27-28. 29bc-30; Marcos 7,14-23
À PROCURA A PAZ INTERlOR (Génesis 2,4b-9.15-17). O segundo relato da Criação coloca-nos num ambiente bem diferente do primeiro. Notemos a pertença do homem ao mundo da matéria e do espírito. Este dado põe em evidência uma dualidade constitutiva, com tudo o que isso pode implicar de conflito e dificuldade. Muitos autores espirituais, fortalecidos na sua experiência e no testemunho bíblico, viram na unificação destas duas componentes a primeira tarefa assinalada por Deus ao homem. Passa por aí a nossa paz interior, que nos permitirá estabelecer relações fecundas e harmoniosas com os outros e com o cosmos.
“É DO INTERIOR DO CORAÇÃO DO HOMEM…”(Mar.7,14-23). Como devia ser bela a árvore do conhecimento do bem e do mal (Gén.2,9), mas não o seriam também, igualmente, as outras árvores do Éden com os seus frutos saborosos? Não comer os frutos da árvore do conhecimento, e apenas dessa árvore (Génesis 2,17), significa pôr-nos numa atitude de escuta, de “assentimento” da Palavra, de obediência : é aceitar o nosso estatuto de criaturas. Ao contrário, comer daquele fruto, é não saber o que é o bem e o que é o mal; é, sobretudo, decidir o que é o bem e o que é o mal na vertigem duma liberdade que se ilude a si mesma; será também fazer sair do interior do nosso coração esses pensamentos perversos de que nos fala Jesus e que tornam o homem impuro, incapaz de dar qualquer fruto de vida.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.