Sobre a recordação fotográfica

Natureza da celebração litúrgica

A recordação fotográfica de um momento litúrgico, devido à natureza de uma e outra coisa, que são estranhas entre si, requer cuidados particulares.

Cada família indica à pessoa assistente, nomeada para o efeito, o nome que propõe para fotografar o momento da sagrada Comunhão. Tal indicação é feita com antecedência (até à véspera da primeira Comunhão) de modo a que aquele que fotografa receba um cartão identificativo que lhe permita ser reconhecido junto da equipa de organização e, vive-versa, a coordenação possa elaborar uma pequena lista das pessoas que fotografam (uma por cada criança ou para várias crianças).

Espaços sagrados

Embora toda o edifício das Igrejas seja um lugar sagrado a partir do momento em que foi dedicada para o culto, na prática tem vindo a admitir-se que alguns espaços no seu interior sejam usados para outros fins, de transmissão radiofónica e televisiva ou de fotografia de certos momentos da celebração litúrgica. Estas acções são feitas pelos dignos profissionais respeitando dois elementos litúrgicos estruturantes: a participação dos fiéis (não cortando espaço visual) e a sacralidade do presbitério (onde se encontra o altar) e da fonte baptismal.

Não seria necessário referir que nestes lugares, exclusivos para o culto, não se permite a presença ou circulação de pessoas que não sejam os ministros sagrados ou os fiéis que segundo as disposições da Igreja exercem algum ofício litúrgico, participam de algum sacramento, fazem a sua profissão religiosa ou recebem alguma bênção ou missão. Muito menos são lugares de arrumação ou apoio de objectos estranhos à celebração.

Equipa de coordenação

Na Igreja Paroquial de Algés, a movimentação das pessoas que vão fotografar realiza-se, sem rumor, do lado oposto à fonte baptismal, com a ajuda dos elementos de identificação já referidos e de uma equipa nomeada pelo Pároco para o efeito.

A esta mesma equipa se deve a colaboração de todos quanto à veneração dos lugares sagrados (o presbitério, a fonte baptismal).

Após a celebração da Sagrada Eucaristia

A experiência diz-nos que o modo de estar na Igreja nos momentos seguintes à bênção final no dia da primeira Comunhão, de modo algum foram adequados à sacralidade do lugar e à beleza da fé na presença Eucarística. Quer estando com a família no corpo da Igreja, quer na intenção de fazer alguma fotografia, mantenhamos o recolhimento próprio de quem vive na paz de Jesus e não escandalizemos as crianças que fizeram a primeira Comunhão da sua vida.