SEXTA-FEIRA – 13/NOVEMBRO/2015

a_SantoEstanislauKotskaSTO. ESTANISLAU KOSTKA (1550-68). No verão de 1567 um  jovem caminha na estrada de Viena a Augsbourg. Pela modéstia do seu traje poderia ser considerado um peregrino ou mesmo um mendigo. Erro! Trata-se de Estanislau Kostka,  filho de uma nobre influente família polaca. Estudante há 3 anos no colégio jesuíta de Viena, ele tinha manifestado várias vezes o desejo de entrar na Companhia de Jesus.    Porém o seu pai mostrara-se ferozmente hostil a este projeto e o Provincial da Áustria que receava desagradar ao poderoso senador Kostka, recusara recebê-lo no noviciado. Desolado, o  jovem não ficara menos determinado. Não o querem na Áustria? Ele irá para outro país, e deixa Viena disfarçado para ir ao encontro do provincial alemão, Pedro Canísio. Este último depressa se convence da autenticidade da vocação do jovem e envia-o  para Roma. No final duma esgotante viagem de mais de 1000 km percorridos a pé, Estanislau chega à Cidade Eterna três meses depois. A sua humildade, mansidão e coragem impressionam Francisco de Borgia, superior geral dos jesuítas, que logo o admite no noviciado. A alegria de Estanislau é profunda. Só as cartas de intimidação do seu pai ainda o magoam: “Eu choro por ver que meus pais não entendem o dom de Deus”, fá-lo dizer STA. Teresa do Menino Jesus na peça de teatro que lhe dedica (1897). O noviciado de Estanislau foi breve, mas ardente. Em poucos meses, graças à pureza da sua alma ele ganhou a confiança de todos os corações. Morreu em 15/Agosto/1568, dia da Assunção, depois duma curta doença. A sua reputação difundiu-se rapidamente na Itália, Polónia e em toda a Europa. Canonizado em 1726 por Bento XIII, S. Estanislau Kostka tornou-se o patrono dos noviços, encorajando-os a perserverar, apesar das dificuldades. Porque, como lhe recordava STO. Afonso de Liguori, “há duas graças bem diferentes: a graça da vocação e a graça da perseverança na vocação”.

Sabedoria 13,1-9; Sal 18, 2-5; Lucas 17,26-37

CRISTO, REMÉDIO PARA A CRISE DE SENTIDO (Lucas 17,26-37).  A falta de sentido continua a ser um dos sofrimentos mais agudos. No trabalho, na família, na sociedade, na doença, o homem procura sempre uma explicação.  Jesus ensina-nos hoje que não são os acontecimentos, e ainda menos os dramas, que dão sentido à vida, mas sim a presença dO Filho no meio de nós. A Sua presença e palavra estão vivas, mesmo onde os acontecimentos parecem evidenciar a ausência de Deus. Ousemos preencher a nossa vida com a Sua presença, ousemos ler os acontecimentos dos nossos corpos, relações e mundo, por Ele, com Ele e n’Ele. Ele dá-nos um horizonte de confiança, de consolação e de paz.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama,  Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.