TERÇA-FEIRA – 15/DEZEMBRO/2015

Sofonias 3,1-2.9-13; Sal 33,2-3. 6-7. 17-19. 23; Mateus 21, 28-32A

LlBERDADE DE QUEM SE SABE AMADO ( Sof. 3,1-2.6-7.17-19.23). Sofonias anuncia um dia de graça, dia da misericórdia de Deus: “Naquele dia, não te envergonharás dos pecados que cometeste contra Mim…” ( Sof.3,11a ). Mas este dia não despontará em nós semuma transformação interior, sem purificação. O que implica aceitar mos a “poda” que Deus faz em nós com a Sua Palavra (Jo. 15,1-8 ),a pobreza que Ele escava nos corações através dos acontecimentos e de um melhor conhecimento de nós mesmos.A pequenez e a pobreza não são apreciadas no mundo globalizado, afastado de Cristo, mas, como sugere a Escritura, são elas quenos abrem o caminho para uma relação mais íntima com Deus. O que está em causa é o acesso à liberdade daqueles que se sabemamados gratuitamente. Ora, é este amor que se revela na Encarnação dO Verbo que vamos celebrar.

CRER NA (Sua) PALAVRA . ( Sof. 21,28-32) . Em Portugal chamamos de “fala barato” quem diz muito mas pouco ou nada faz. STO. Agostinho escreveu : “Vivei no vosso coração o que os vossos lábios proferem”.Mas a parábola dos dois irmãos vai mais longe : ela ensina-nos muito acerca da misericórdia. Quaisquer que sejam as nossasacções passadas, Deus não regeita um coração “contrito e arrependido” (Sal.50). O Reino de Deus abre-se àqueles que se conver-tem verdadeiramente. Na parábola, o filho que cumpriu a vontade do pai, foi o que se arrependeu e obedeceu. Esta conversão éum corte na vida de quem se converte, e separa distintivamente um “antes” de um “depois”, na esperança das Bem-aventuranças.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.