SEXTA-FEIRA – 18/DEZEMBRO/2015

OSonhoDeJoseEXPECTAÇÃO DE NOSSA SENHORA

Jeremias 23, 5-8; Sal 71,2.12-13. 18-19; Mateus 1,18-24

“JÁ NÃO SE DIRÁ… ” (Jerem. 23,5-8). Jeremias evoca o Êxodo já vivido e o novo Êxodo aguardado : “Já não se dirá… mas…” Porque Deus não cessa de fazer maravilhas na liberação do Seu povo dos jugos que o oprimem (interiores e exteriores). Como significar melhor que a“ternura dO Senhor não acaba”; que “ela se renova cada manhã ; pois é grande a Sua fidelidade”?(Lamentações 3,22-23) . E a história da salvação não terminou ali.Ela prosseguiu com a vinda de Cristo à nossa carne e continua ainda com o trabalho secreto dO Espírito nos nossos corações. Tantas graças para fortificarem a nossa fé e alimentarem a nossa esperança.

“ELE FEZ O QUE O ANJO LHE TINHA DITO…” (Mat. 1,18-24). Segundo a tradição, José é um homem marcado pela ternura e pela mansidão. Aquele junto do qual O Senhor cresceu, mostrou ser um verdadeiro pai ao acolher plenamente o dom de Deus. José esteve sempre submetido à vontade de Deus, aceitando pacificamente o lugar que lhe competia. Haverá no mundo humildade maior? Ele lembra-nos muito a propósito que ser pai, é acolher o dom de Deus, que é O único a dar a fecundidade.S.José é para nós um modelo de obediência e de castidade.A castidade não diz respeito sómente às pessoas consagradas: há uma castidade no matrimónio,porque ela consiste em ter relações justas e equilibradas. Oremos por todos os que exercem uma paternidade, biológica ou espiritual: que S. José lhes sirva de exemplo e de intercessor.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.