SEXTA-FEIRA – 8/JANEIRO/2016

S. PEDRO TOMÁS (1305-1366) . Carmelita, teólogo, Arcebispo e Patriarca, defensor do dogma da “Imaculada Conceição”. Morreu por feridas sofridas em Alexandria.

1 João 5,5-13; Sal 147,12-15.10-20; Lucas 5, 12-16

Há um traço comum aos evangelhos da semana : a notoriedade crescente de Jesus. São assim os textos da Epifania : Jesus dá-se a conhecer, fala-se d’Ele, as multidões comovem-se. São tempos de entusiasmo e de admiração, fundados na pureza consistente do ensino de Jesus e no poder insólito dos Seus milagres. Mas quando esta notoriedade começa a ligar-se ao nome do Jovem taumaturgo, este afasta-Se : “Ele retirava-Se para lugares desertos, e orava”. Jesus assume por inteiro as Suas responsabilidades e vêmo-lO curar o leproso que lhE pede para o purificar. Ele não foge da multidão de doentes e pecadores que O Pai lhE tinha confiado, mas permanece soberanamente livre em relação a todas as formas de solicitação. Só contava a vontade de Quem O enviara. Possamos nós também viver esta dupla disponibilidade relativamente a Deus e aos homens. E se, para não nos esgotarmos, nos faltar simplesmente orar? O leproso ao aperceber-se de Jesus, prosta-se diante d’Ele sem pedir nada e entrega-se à boa von-
tade d’Aquele que pode tudo. Hoje somos nós também a dizer : “Faça-se a Tua vontade”. Será que vemos que este pedido do Pai-Nosso retoma a atitude do leproso ? A liturgia dominical exprime-se da mesma forma ao solicitar assim o nosso acordo: “Para que possamos obter o que Tu prometes, faz-nos amar os Teus mandamentos”. S.Francisco de Sales tira uma conclusão para nossa meditação: “Se quiser ser santo só segundo a minha vontade, nunca o serei ; é-me necessário sê-lo segundo a vontade de Deus”.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.