SEGUNDA-FEIRA – 1/FEVEREIRO/2016

a_SantaBrigidaDaIrlandaSTA BRíGIDA DA IRLANDA(452-525). Filha duma escrava da corte do pai Dubtbach, rei irlandês de Leinster, foi baptizada por S. Patrício, o Apóstolo da Irlanda. Recusou muitos pedidos de casamento, tornando-se monja, no convento de Ciull-Dara que se tornou centro de religiosidade e aprendizagem. Fundou vários mosteiros, entre eles, o de Kildare, um mosteiro duplo: para homens e para mulheres. A sua grande caridade fez a lenda contar que “as vacas do seu mosteiro eram ordenhadas três vezes ao dia para prover o leite para os pobres”. STA. Brígida fundou também uma escola de artes presidida por S. Conleth, em que se executavam trabalhos em metal e iluminuras. Razão porque Kildare foi o berço do magnífico “Livro dos Evangelhos”, ou “Livro de Kildare”, com preciosas iluminuras, infelizmente perdido durante a Reforma Protestante. Portugal tem uma relíquia do crânio de STA. Brígida, na igreja de S. João Baptista do Lumiar, em Lisboa.

2 Samuel 15, 13-14;16, 5-13a ; Sal 3, 2-7; Lucas 5,1-20

COMBATE CONTRA A DÚVIDA (2 Samuel 15,13-14; Sal.3,2-7). “Salmo de David quando fugia do filho Absalão”, diz o versículo 1 (não citado na liturgia). Traição familiar e questões sociais podem juntar-se, total ou parcialmente, e sabemos por experiência como podem ser destabilizadoras. A dúvida insinua-se, o horizonte parece fechado: “Nem Deus o pode salvar !” É então que se trava o combate espiritual pela confiança e contra a desesperança. Combate no qual não estamos sós, porque Deus está connosco revelando-Se “escudo”, “sustentáculo”.

“ELE É DOS NOSSOS…” (Luc.5,1-20). Que estarão aqui a fazer estes porcos, vara de animais impuros que albergam uma “legião” de demónios, nesta história de um exorcismo. Fala-se muito de lenda popular… Mas o texto resiste. A violência terrível e mortal à volta do possesso, excluído da cidade, a automutilar-se errante entre os túmulos, aponta outras formas de violência ; a legião, evocativa do ocupante romano e o poder económico, representado pelos porcos, são outras realidades violentas que temos que aceitar perder para reencontrar a forma de vida salva.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.