SEGUNDA-FEIRA – 8/FEVEREIRO/2016

a_SaoJeronimoEmilianoSÃO JERÓNIMO EMILIANO (1486-1537). Nobre, fez carreira militar, ficou prisioneiro e na prisão entregou-se a Nª Sª. Com 40 anos decidiu abandonar tudo, depois de ter sido curado da peste. “Ouvindo frequentemente a palavra de Deus, começou a refletir sobre a sua ingratidão, lembrando-se das ofensas contra o Senhor. Por isso muitas vezes chorava e se ajoelhava aos pés do crucifixo rogando-lhe que não fosse Seu juiz, mas Seu Salvador”. Foi então que Jerónimo se ordenou e iniciou as actividades em favor dos orfãos, das prostitutas e dos doentes incuráveis. Fundou a “Ordem dos Clérigos Regulares”, a chamada Companhia dos Servos dos Pobres. O Papa Pio XI canonizou-o e proclamou-o, em 1928, “Patrono dos órfãos e da juventude abandonada”.

STA. JOSEFINA BAKHITA (1486-1537). Capturada e vendida por mercadores de escravos negros, Bakhita sofreu humilhações, sofrimento físico, psicológico e moral, até ser resgatada pelo cônsul italiano no Sudão, que acompanhou no seu regresso a Génova. Foi batizada com 21 aos e professou na Ordem de Santa Madalena de Canossa, onde ficou durante mais de 50 anos, até morrer. O papa S. João-Paulo II canonizou-a (2000).

1 Reis 8,1-7.9-13; Sal 131,6-10; Marcos 6, 53-56

“NA ARCA NÃO HAVIA SENÃO AS 2 TÁBUAS DE PEDRA…”(1 Reis 8,1-7.9-13). A Arca, sinal da presença de Deus junto do povo, levada por David para Jerusalém, é agora colocada no coração do santuário do templo de Salomão, chamado Santo dos Santos: desta forma O Senhor permanecerá eternamente no meio dos Seus. Mas a Arca está vazia, pois não se fixa residência a Deus; ela contém apenas as duas tábuas de pedra nas quais Moisés tinha gravado a Lei de Deus. Depressa as tábuas de pedra desaparecerão, mas o que fica na verdade no lugar da presença de Deus, é a Lei que acompanha o Israelita crente e todo o povo em todos os instantes da vida. Uma Lei que recorda sem cessar o essencial : Deus é fiel à Sua aliança, Ele é um Deus-connosco.

A INTERCESSÃO (Marc.6,53-56). A multidão ouvira falar de Jesus: “Ele cura os doentes que tocam a orla do Seu manto”. Mais uma ez, o texto não relata qualquer palavra que Jesus tenha pronunciado. Os doentes são procurados nas casas e transportados até Ele. Muita gente intercede junto de Jesus para que os cure, mostrando assim, concretamente, a solidariedade com os irmãos doentes. Intercedem e empenham-se na sua cura: vão buscá-los onde jazem e levam-nos nos seus catres até Jesus. Tudo se desenrola rapidamente, com urgência. Jesus percorre o país. Ele não fica surdo ao infortúnio. Jesus não Se perturba com a ambiguidade dos pedidos nem quer confissões explícitas de fé, porque a confiança e amor ao próximo que mostram exprime já a fé que têm. Deixa-Se tocar e cura todos os doentes.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.