QUINTA-FEIRA – 11/FEVEREIRO/201

a_NossaSenhoraDeLourdesNªSª DE LURDES A 11/Fev./1858, a Virgem Maria apareceu pela primeira vez a Bernadette Soubirous: “Em Lurdes, Maria cumpriu a missão de consolar no sofrimento e de reconciliar as almas com Deus e com o próximo.” (S. João-Paulo II).

Mensagem do Papa Francisco para a XXIV Jornada Mundial do Doente

Deuteronómio 30,15-20; Sal 1,1-4.6; Lucas 9,22-25

UM CAMINHO DE VIDA E DE FELICIDADE (Deut.30,15-20). Como o povo hebreu foi chamado a escolher a viida, assim somos convidados a aderir a Cristo. Isto só pode levar-nos à felicidade, porque Jesus, que é a verdade e a vida, nos abre a uma humanidade mais autêntica. Se Ele nos ensina a não ser egocêntricos, é para nos abrir á nossa verdadeira missão, que é dupla: abertura ao mistério de Deus, através da sua Palavra e da oração, e acolhimento dos nossos irmãos. As exigências divinas traçam um caminho de vida. A felicidade –o que é bom para Israel- passa pela escuta activa e pela obediência aos mandamentos divinos. Há que fazer uma escolha entre a vida e a morte: escolha orientada pela fé no “caminho” e a “promessa de vida” de Deus. “Ir pelos caminhos de Deus” é um processo de fidelidade da vontade. Quando esse caminho se torna difícil e o desencorajamento espreita, oremos com STO. Agostinho : “Senhor, não permitas que eu me canse de Te procurar, mas coloca-me no coração, em cada dia, um desejo mais ardente dessa Tua busca.”

“QUEM QUER VIR APÓS MIM?…”(Luc.9,22-25). Todo o cristão tem um único modelo, que é Cristo-Jesus. Mas Ele não anuncia aos discípulos uma vitória triunfal, mas a incompreensão até à rejeição e ao dom da Sua vida por nós, antes de ressuscitar dos mortos. Aqueles que O seguem devem pois esperar que a sua maneira de viver seja criticada e os seus compromissos mal compreendidos ; e, por vezes, colocar-se-ão escolhas radicais, como na Síria, no Iraque na Nigéria e em alguns países da América Latina. A decisão de permanecer fiel a Cristo pode também hoje levar à morte corporal, com a perspectiva duma vida eterna em Deus, suscitada pela ressurreição pascal, coração da nossa fé e da nossa esperança. Mas negar-se a si mesmo não será uma loucura ? Antes de julgar “fora de moda” o “mandamento-chave” do Evangelho tenhamos a coragem de ouvir os nossos desejos mais íntimos, porque se, no mais íntimo do meu “eu”, me repugnar satisfazer os apetites egoístas, então, ao esquecer-me livremente, serei autênticamente eu. Ainda que na cruz quotidiana revelemos com frequência o rosto triste do cristianismo, tal é a dificuldade que temos de associá-la à alegria que os homens esperam. As ciências progridem e vemos quanto é necessário ser radicalmente nós-próprios.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.