QUARTA-FEIRA – 15/JUNHO/2016

15Jun_SantaMariaMicaelaSTO. LANDELIN (625-86). Um arruaceiro tocado pela graça! Quando se converteu fundou os Ermitérios de Lobbes, d’Aulne e de Crespin (próximo de Valenciennes), que se tornaram mais tarde importantes centros monásticos.

STA. MARIA MICAELA DO SSMO. SACRAMENTO (1809-65) . Natural de Madrid sobressaiu na piedade eucarística e na caridade para com os pobres e conventos necessitados. Numa visita, em 1844, ao hospital de S.João de Deus, impressionada com a miséria moral e espiritual da juventude feminina, criou com mais sete senhoras um colégio feminino, inspirador do Instituto que fundou em 1856, das “Religiosas Adoradoras, Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade”. Maria Micaela do SSMO. Sacramento

2 Reis 2, 1. 6-14 ; Sal 30, 20. 21. 24 ; Mateus 6, 1-6. 16-18

“ELIAS SUBIU AO CÉU… ” (2 R. 2,1.6-14) . Esta cena espectacular influenciou o relato da Ascensão de Jesus nos Actos, que retoma as mesmas palavras do texto grego: “Ele foi arrebatado ao céu”. Elias não é o único personagem da Escritura a não conhecer a morte ; já do patriarca Henoc se diz que “desapareceu porque Deus o tinha arrebatado” (Gén.5,24) . Nos relatos antigos surge a ideia de que, para o homem a viver em perfeita sintonia com Deus, há uma forma de vida que ultrapassa a morte, na proximidade inaudita d’Ele. Dito de outra maneira, a convicção íntima dos que acreditam na fidelidade dO Deus da promessa faz-lhes descobrir que a vitória da morte não pode deixar de ser sómente aparente e provisória. Deus nunca abandona os seus fieis. NO SEGREDO ( Mateus 6,1-6.16-18) . Jesus refere-se às “obras” tradicionais da religião: a esmola, a oração e o jejum. E convida-nos a um progresso indefinido: que vai do parecer ao ser. Ao pedir que façamos as nossas acções “no segredo” não quer significar apenas a necessidade de descrição ou de nos escondermos ao fazê-las. De facto corremos o risco de, mesmo então, tentar conservar alguma pequena glória íntima, como título de natureza suplementar que nos valorize aos próprios olhos. Não devemos nem medir a nossa generosidade, nem buscar glória junto dos outros, nem procurar em nós sinais de êxito espiritual. Para nós terá de ser tudo gratuitidade, pois é O próprio Deus que Se encarrega de tudo o que nos é necessário ou supérfulo: Ele dá a semente e faz crescer os nossos frutos, Ele é um Deus que gosta de cumular de bens aqueles que dão com alegria. A ideia que Jesus nos quer transmitir é a de que as obras devem vir do fundo do nosso coração – preenchido com o amor de Deus e dos homens – e que elas terão que ser esquecidas no exacto momento em que forem feitas – mesmo que tenham custado muito – a fim de dar lugar aos outros, sem os expôr ou entesourar. O essencial do trabalho espiritual e da reconversão do nosso coração far-se-á então “no segredo”, onde só penetra o olhar de Deus. Assim, O Evangelho apresenta-Se numa mensagem de leveza, pois trata-se de de reencontrar a esbelteza da alma. Desta forma, entraremos mais facilmente no segredo de Deus. E, se estamos “no segredo” com O Pai, porquê preocupar-nos com o quer que seja ou quem quer que seja?

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.