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QUARTA-FEIRA – 8/JUNHO/2016

JUN-08_BeataMariaDoDivinoCoracaoBTA. MARIA DO DIVINO CORAÇÃO (1863-99). Alemã, fundadora da “Congregação de N.S. da Caridade do Bom Pastor” no Porto, imolou-se em vida pelos pecadores, pelos sacerdotes, pela Igreja, e por Portugal. “Muitas vezes na minha doença, quando tinha desejo de morrer, Jesus dizia-me duma imagem de N. SR. dos Passos: “Então, queres que Eu leve sózinho a Cruz de Portugal?”. Morreu em 1899, três dias antes da Consagração do Mundo ao Sagrado Coração de Jesus que Jesus lhe pedira para transmitir ao Papa Leão XIII e que este, por fim, realizou em 11.06.1899 , classificando-a anos mais tarde, como “o acto mais grandioso do meu Pontificado”. Está sepultada em Ermesinde, na Igreja do SAGRADO Coração de Jesus.

BEATO TIAGO BERTHIEU (1838-96). Padre jesuíta francês martirizado pelos rebeldes malgaches por recusar apostatar em Madagascar. Foi fuzilado e o corpo atirado ao rio. O Papa Bento XVI canonizou-o em Outubro de 2012 .

Reis 18,20-39; Sal 15,1-2a. 4.5.8.11; Mateus 5,17-19

ABOLIR OU COMPLETAR? (Mateus 5,17-19) . Desta vez, Jesus já não nos fala, como até aqui, no Seu tom mais geral de ensino : apresenta-nos o próprio coração do Seu projecto: “Eu vim para…” Ora, isto é precisamente aquilo que alguém pode dar de mais importante, de mais pessoal e de mais íntimo. Será pois integrados neste modelo que dever emos procurar escutá-lO. Jesus fala-nos da “Lei e dos Profetas”, sendo este um “campo de trabalho” de onde Ele jamais Se deixará desviar nem um pouco. Aliás, continua o Seu discurso com uma declaração geral, à qual os verbos, sem qualquer complemento, dão uma amplitude e uma força incomparáveis: “Eu não vim abolir, mas completar”. Esta é, sem dúvida, a definição mais geral e mais acutilante que jamais foi dada do Seu papel histórico. Ela deveria servir-nos de modelo e bitola – guardadas as devidas proporções – para avaliar os nossos pequenos empreendimentos. Sobretudo se alguma vez nos competir a temível responsabilidade de apreciar mos a acção da Igreja.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 7/JUNHO/2016

JUN-07_BeataAnaDeSaoBartolomeuBTA. ANA DE S. BARTOLOMEU (1549-1626). Primeiro foi secretária de STA. Teresa d’Ávila e trabalhou depois na implantação dos carmelos reformados em França e na Flandres. Foi beatificada em 1917 pelo papa Bento XV.

1 Reis 17, 7-16 ; Sal 4, 2-5. 7-8 ; Mateus 5,13-16

“AOS OLHOS DOS HOMENS… ” ( Mat. 5,13-16) . Será que devemos – ou podemos mesmo legitimamente desejar – “brilhar diante dos homens”? A reacção virtuosa, ou apenas honesta, será responder mos com indignação: “Claro que não!” Como compreender então que Jesus faça disto um mandamento? Muito simplesmente lendo o texto até ao fim.., pois nele se precisa – apesar de quase sempre ser citado truncado – : “Eis como a vossa luz deve brilhar aos olhos dos homens: de forma que, ao ver as vossas boas obras, prestem glória ao vosso Pai dO Céu” (Mat.5,16). Não há aqui nenhum encorajamento à vaidade; é só um aviso severo a advertir-nos: “Não vos enganeis nas intenções!”, e que nos coloca uma questão nada inocente: “Quando agis qual é o vosso desejo mais profundo? A vossa glória ou a glória de Deus?” Não se segue Cristo por Si-mesmo. Quer se trate do sal ou da luz, estes dois elementos não se destinam a si-mesmos: não se salga o sal nem se ilumina a luz. É grande a tentação de praticar a própria religião apenas por si mesma, numa sociedade tão individualista. O Evangelho convida-nos a ultrapassar esta visão restritiva. Somos nós que salgamos e iluminamos o mundo. Antes mesmo da Paixão, Jesus dá aos discípulos esta orientação essencial : não se segue Cristo apenas por Si-mesmo. Porque Ele vem para todos os homens, cada um de nós é chamado também a destinar-se a todos. Esta orientação faz-nos participar na própria missão de Jesus. Sejamos, tal como E le, para os outros. É isto que salga e ilumina! “Tornai-vos naquilo que sois…!” Nós somos sal, então salguemos a terra , nós somos luz, então brilhemos!

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

Sacramento da Confirmação – última comunicação

Algés, 27 de Fevereiro de 2017

(em previsão) Na sequência das comunicações anteriores, vimos confirmar e actualizar o correspondente a estas semana de preparação imediata.

1. Sacramento da Reconciliação (Algés, 14 de Abril, 16:00)

Confirma-se que no Sábado, na Igreja paroquial, às 16:00h é celebrado o Sacramento da Reconciliação, seguindo-se o ensaio com todos.

NOTA: este último encontro antes da celebração do Crisma comporta a marcação de lugares na Igreja, não só para os candidatos ao Sacramento da Confirmação, mas também para os seus padrinhos / ou madrinhas, que devem estar presentes.

2. Vela do Baptismo

Embora não se encontre no ritual do Sacramento da Confirmação qualquer referência à vela do Baptismo, a mesma tem vindo a ser usada nas celebrações da Paróquia. Por isso lembramos aos que vão receber o Sacramento que a tragam consigo no Domingo.

3. Jantar de partilha e convívio após a celebração

Como em anos anteriores o espaço do Centro Pastoral de Miraflores estará aberto para um jantar de partilha e convívio após a celebração.

As famílias que desejem participar façam a inscrição até sexta-feira no acolhimento paroquial em Algés, indicando o número de convidados (para efeitos e organização de espaços e mesas).

Por sua vez ao longo da tarde de Domingo dia 15 as famílias entreguem em Miraflores o que tiverem preparado para partilhar no almoço (haja o cuidado de identificar os recipientes para que nada se perca).

5. Pontualidade e colaboração

Pedimos mais uma vez a colaboração de cada família nestes aspectos:

a) A documentação necessária (cf. as comunicações anteriores). Agradecemos a todos os que já o fizeram, permitindo assim que esta fase já esteja bastante adiantada.

https://cristoreidealges.wordpress.com/2015/04/13/sacramento-da-confirmacao-crisma/

b) Que se encontrem para a celebração prontos para começar meia hora antes, ou seja às 18h30, na Igreja Paroquial.

Nossa Senhora, a cheia de Graça nos guie e proteja.

Com uma oração,
P. António Figueira

SEGUNDA-FEIRA – 6/JUNHO/2016

JUN-06_SaoMarcelinoChampagnatS. MARCELINO CHAMPAGNAT (1789-1840) . A 28Out./1816 – há quase 200 anos – o P. Champagnat foi chamado à cabeceira dum adolescente de 17 anos que morria de tuberculose. O prior de LaValla, cerca de Saint-Chamond descobriu que o rapaz se extinguia sem nunca ter ouvido falar de Deus e ficou perturbado. Todo o passado lhe veio à memória: a sua infância sem instrução; a passagem providencial na quinta familiar dum sacer dote que o tinha incitado a estudar; as dificuldades encontradas no pequeno seminário de Vérrières e no grande seminário de Lion, para vencer as numerosas lacunas; a ordenação em 1816 e, por fim, os votos feitos em NaSa de Fourvière, com alguns amigos, para fundar uma “Sociedade de Maria” que recristianizasse a França. Champagnat compreendeu, então, que chegara o momento de meter mãos à obra que trazia no coração. Em 2/Jan/1817, o P. Champagnat reuniu-se num pardieiro com 2 jovens voluntários interessados na sua idéia. Nascia o Instituto dos “Irmãozinhos de Maria” (Irmãos Maristas), nome que muito amava porque resumia 3 das suas prioridades: a humildade, a vida fraterna e a devoção à Virgem. Livre da sua tarefa de vigário em 1824, Marcelino Champagnat pôde ocupar-se da formação pedagógica e espiritual dos seus irmãos, abrir as 1.as escolas, iniciar a construção da casa de Na Senhora do Ermitério… Em 1836, fez os votos religiosos na Sociedade de Maria dirigida pelo amigo Jean-Claude Colin, mas, gasto pelo apostolado, entregou a alma a Deus 4 anos depois. Apesar do cepticismo e hostilidade de alguns, o Instituto cresceu graças à fé e confiança transmitida pelo P. Champagnat que costumava perguntar : “Será possível falhar quando se tem o bom Deus por si, e se faz a Sua obra?”

1 Reis 17,1-6 ; Sal 120,1-8 ; Mateus 5,1-12

“FELIZES…! ” (Mat. 5,1-12) . Poucos homens estão habituados a ouvir-se dizer que são felizes. Talvez até não gostem nada de o fazer. Todavia, isso é algo que Jesus jamais aceitou calar. Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 6/JUNHO/2016

X DOMINGO DO TEMPO COMUM – 5/JUNHO/2016

05JUN_RessurreicaoFilhoViuvaNaimBTA. MARGARIDA LÚCIA SZEWCZYK (1828-1905). Religiosa polaca, fundadora da “Congregação das Filhas da Virgem das Dores” ao serviço dos pobres, dos velhos e dos doentes. (1577-1640) Beatificada em 2013 no santuário da Divina Misericórdia de Lagiewniki, em Cracóvia.

1 Reis 17,17-24; Sal 29, 2. 4-6.11.12a.13b; Gálatas 1,11-19; Lucas 7,11-17

TEMPO DE COMPAIXÃO (Luc. 7,11-17). Voltámos aos domingos do Tempo Comum que longe de serem dias de rotina, permitem ao mistério da morte e ressurreição de Cristo inscrever-se no tempo e, à história da Salvação, ritmar as nossas vidas. Deus apresenta-Se no ordinário da existência e cada um dos domingos é “um dia de festa primordial” (Sacrosanctum Concilium § 106). Cada domingo é dia de encontro de Deus e de acolhimento do inesperado do Seu Evangelho. Porque esta Boa Nova não é invenção humana. Paulo lembra-nos que não estamos na origem de tudo. Deus não é fruto da imaginação humana. Os homens em busca de um Salvador nunca teriam podido imaginá-lO tão vulnerável ao sofrimento humano, tão atento no mais profundo de Si-mesmo às nossas dores. Como o Samaritano do qual Lucas, alguns capítulos mais à frente, descreverá na atitude compadecida, ou como o pai misericordioso quando acolhe o filho, Jesus “compadeceu-Se” perante o sofrimento de uma mulher, de uma viúva, de uma mãe que chorava a morte do filho único. Jesus foi literalmente “movido no mais íntimo das Suas entranhas”. Ninguém inventava isto! Ainda que, apesar de tanto progresso, o mal, o sofrimento e a morte perdurem e não deixem de questionar o ser humano sobre o sentido da existência, “Deus não cessa de revelar com paciência que Ele é, primeiro e sobretudo, um Deus cujo coração bate com os pobres” – escreveu o cardeal Kasper -, “um Deus vulneravel ao sofrimento da Sua Criação inteira, à escuta dos seus gritos, movido por nós e connosco”. Sim! Nenhum homem poderia ter inventado isto. Somos convidados a reconhecer na Páscoa de Cristo e no regresso à vida deste jovem, a manifestação do amor de Deus. Este texto incita-nos a não escondermos os lugares da nossa vulnerabilidade e a não negarmos o nosso sofrimento em nome duma pseudo-perspectiva de fé. Não nos desencorajemos se os nossos primeiros passos forem titubeantes, lembremo-nos que Deus nos acompanha em todas as nossas peregrinações.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.