Todos os artigos de paroquiacruzquebrada

DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR – 8/MAIO/2016

a_AscensaoDIA MUNDIAL DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Actos 1,1-11 ; Sal 46, 2-3. 6-9 ; Efésios 1,17-23 ; Lucas 24, 46-53

“ ELEVOU-SE AO CÉU À VISTA DELES… ” ( Act. 1,1-11) . No relato da Ascensão nos Actos dos Apóstolos, tal como em diversas passagens do Novo Testamento, há um certo desfasamento entre a atitude dos discípulos e os ensinamentos de Cristo. Cristo entrou noutra dimensão da existência, numa existência gloriosa à qual estamos prometidos. Dessa existência inacessível aos sentidos, só é possível falar por imagens. A imagem do céu, ou seja, daquilo que nos ultrapassa infinitamente. A imagem de homens vestidos de branco, resplandecentes(anjos), descidos ao nosso mundo manchado pelo pecado, a recordar-nos que continua a existir – que é possível – a inocência total para se poder ver O Deus da absoluta pureza. Neste relato é evidente a dissintonia entre a atitude dos discípulos e o ensino de Cristo. Até no momento da separação, quando Jesus dá as últimas instruções, os Apóstolos insistem em pôr a questão da instauração duma realeza em Israel. Ainda que isto nos cause alguma perplexidade, a Igreja quis conservar estas dissintonias e manter o conjunto integral das Escrituras que recebeu. Desde o ínício do chamamento por Jesus nas margens do lago até ao dia da Ascensão, os discípulos só muito parcialmente entenderam a missão que lhes era confiada e tiveram muita dificuldade para pôr em marcha o evangelho que deviam anunciar. Mas, quer na traição de Pedro, quer na disputa violenta entre Pedro e Paulo, quer na oposição de Paulo e Tiago, estas dissintonias foram conservadas, transmitidas e meditadas ao longo dos séculos pela Igreja. Em vez de as apagar piedosamente para – numa apresentação mais suave – se salvaguardar a novidade evangélica, os cristãos entenderam que as tensões internas das Escrituras, testemunham ainda com maior realismo, a força divina que não tem a sua origem em nós. Somos testemunhas dO Ressuscitado até nestes desvios e tensões. Só O Espírito Santo pode renovar a vida e inscrever decisivamente na história O Evangelho da misericórdia.

“ERGUENDO AS MÃOS, ELE ABENÇOOU-OS… ” ( Luc. 24,46-53) . No evangelho de Lucas, a última vez que os discípulos vêem Jesus vivo é quando Ele é entregue aos judeus. É no Livro dos Actos que, simbólicamente, Lucas fala dos 40 dias antes da Ascensão. Mas na tarde da ressurreição, Jesus aparece aos discípulos e diz-lhes: “Vós sois as testemunhas destas coisas…” Tinham arrancado Jesus à Sua missão. Hoje, é Ele a enviar-nos a proclamar a Sua ressurreição a todas as nações. Sem que haja sombra de tristeza no adeus. Jesus é arrebatado ao céu, abençoando os discípulos, e estes regressam a Jerusalém cheios de alegria. E mantinham-se no Templo bendizendo a Deus.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

1º SÁBADO – 7/MAIO/2016

Actos 18, 23-28 ; Sal 46, 2-3. 8-10 ; João 16, 23b-28

“ DEUS É O REI DE TODA A TERRA ! ” ( Sal. 46,2-3.8-10) . Este Salmo leva-nos a considerar o dom da ciência que através do mundo, da natureza e da graça nos faz perceber e contemplar a infinita sabedoria de Deus, a Sua omnipotência e bondade e natureza íntima. Deste dom, diz S.João da Cruz : “É um dom contemplativo cujo olhar penetra, como o dom do entendimento e o da sabedoria, no próprio mistério de Deus”. Mediante tal dom percebemos os com toda a clareza que – a criação inteira, o movimento da terra e dos astros, as acções rectas das criaturas e tudo quanto há de positivo no curso da história – tudo veio de Deus e para Deus se ordena. É uma disposição sobrenatural pela qual participamos da ciência de Deus, descobrimos as relações que existem entre todas as coisas criadas e o Seu Criador, e em que medida e sentido elas estão ao serviço do fim último do homem.

“SE PEDIRDES ALGUMA COlSA EM MEU NOME… ” ( Jo. 16,23b.28) . Orar e amar, eis o programa de vida do discípulos de Jesus: fundamento da vida cristã, da vida em Cristo, da vida de Cristo em nós. Orar por ser amado, orar para amar, orar porque se ama. É a “fé-adesão” a Cristo que suscita nos discípulos este impulso do coração para O Senhor Jesus e para O Seu Pai, no Seu sopro santo que se chama “oração”: “O Pai ama-vos porque vós Me amais”. É dO próprio Cristo-Jesus que nos vem este dinamismo inerente ao acto de orar, porque Ele é a autêntica vida dO Amor de Deus na nossa carne. Assim orar e amar não são duas coisas distintas, mas um único movimento, uma mesma realidade: orar é um acto de amor do qual a fé em Cristo nos torna capazes, amar e orar equivale à própria respiração de Cristo em nós, ao orar colocamo-nos precisamente no centro da vida Trinitária. Que a nossa oração seja autêntica respiração da alma, a fim de se poder transformar em amor para com O nosso Mestre e nosso Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. Deixemo-nos invadir pelo amor divino, encarnado e comunicado em Cristo, e tornar-nos-emos seres de pura oração!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

1ª SEXTA-FEIRA – 6/MAIO/2016

S. FRANCISCO DE LAVAL (1623-1708) . “Ele dá tudo e vive em pobreza”, dizia STA Maria da Encarnação de Monsenhor Laval, nobre françês que foi o primeiro bispo do Quebec (Canadá). Foi canonizado pelo papa Francisco em 2014.

Actos 18, 9-18 ; Sal 46, 2-7 ; João 16, 20-23a

“A VOSSA TRlSTEZA MUDAR-SE-Á EM ALEGRlA… ” ( Jo. 16,20-23a) . Promessa de mudança para os tempos difíceis que se aproximam. A morte de Cristo traz alegria ao mundo, na lógica dos descuidados e indolentes que se alegram por ninguém lhes julgar os actos. Mas a ressurreição de Cristo e a Sua vinda gloriosa irão trazer bem maior alegria aos que acreditam n’Ele, ao passo que aqueles que estão apenas virados para si próprios mergulharão no triste absurdo de uma noite sem fim. Dir-se-á – como afirmam grande número de contemporâneos nossos – que “a ressurreição de Jesus e a Sua vinda gloriosa não são credíveis!” Mas a Ressurreição não corresponde à simples revivescência na materialidade da carne, o que, efectivamente, não seria credível. Os apóstolos tiveram uma particular experiência da ressurreição de Jesus e transmitiram-nos essa enorme certeza. A nossa alegria é a alegria da fé, na realidade da ressurreição, até que chegue a sua plena realização no fim dos tempos. Esta alegria da fé – transbordante de vitalidade – nada nem ninguém no-la poderá arrebatar.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

1ª QUINTA-FEIRA – 5/MAIO/2016

ROGAÇÕES. Preces públicas da Igreja pelas sementeiras, animais, frutos da terra, etc, em acção de graças por tudo o que acontece.

Actos 18,1-8 ; Sal 97,1-4 ; João 16,16-20

A TRISTEZA TRANSFORMAR-SE-Á EM ALEGRIA ( Jo. 16,16-20) . O Senhor promete aos discípulos que, passado pouco tempo, estará com eles para sempre: “Daqui a pouco não Me vereis, mais um pouco e tornareis a ver-Me”. O Senhor cumpriu a promessa nos dias que permaneceu connosco após a Ressurreição, mas a Sua Presença não termina quando sobe no corpo glorioso para O Pai. Aliás, pela Sua Paixão e Morte irá prepara-nos um lugar na casa dO Pai, onde há muitas moradas. “Voltarei e tomar-vos-ei coMigo, para que onde Eu estou, estejais vós também”. O pensamento do céu ajuda-nos a superar os momentos difíceis. É muito agradável a Deus que fomentemos esta esperança teologal – que está unida à fé e ao amor – e que muitas vezes nos será especialmente necessária. Na hora da tentação pensemos no amor que nos espera no Céu. Fomentemos em nós a virtude teologal da esperança. A meditação sobre o Céu deve estimular-me a ser mais generoso na luta diária, pois a esperança do prémio conforta a alma para se empreenderem boas obras. O pensamento desse encontro definitivo do amor a que sou chamado ajudar-me-á a estar mais vigilante nas minhas tarefas realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas, antes de partir para O Pai.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUARTA-FEIRA – 4/MAIO/2016

a_SantosJoao-Roberto-CcsS. JOÃO, AGOSTINHO, ROBERTO e CC. (1535). João Houghton, Roberto Lawrence e Agostinho Webster, priores das cartuxas de Londres, Bellavale e Haxholmie, e Ricardo Reynold, da ordem de STA. Brígida, e outros, enforcados e esquartejados no patíbulo de Tyburn por recusarem aprovar o “Acto de Supremacia”, que aceitava Henrique VIII como chefe da Igreja na Inglaterra.

BTA. MARIA LEÓNIA PARADIS (1840-1912) . Para “servir Cristo na pessoa do padre”, esta natural do Quebec (Canadá) fundou a Congregação das “Irmãzinhas da Sagrada Família”, para assistirem os sacerdotes no seu ministério.

Actos 17,15. 22–18, 1 ; Sal 148, 1-2. 11-14 ; João 16,12-15

“E, SE POSSíVEL, O ENCONTREM… ” ( Act. 17,15.22–18,1) . Várias traduções dizem: “e, tateando, O Continue a ler QUARTA-FEIRA – 4/MAIO/2016