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QUARTA-FEIRA – 30/DEZEMBRO/2015

a_AProfetizaAnaRecebeJesus1 João 2,12-17; Sal 95,7-10; Lucas 2,36-40

“A GRAÇA DE DEUS ESTAVA N’ELE…” (Luc.2,36-40).Na última sexta-feira celebrámos com alegria o nascimento dO Nosso Salvador. Que ela perdure para além da oitava do Natal e se prolongue por toda a vida. Para isso, decalquemos a nossa acção do comportamento da profetiza Ana. Pouco sabemos de Ana, ícone da presença junto dO Senhor. Se escrutinarmos o texto de Lucas, veremos que depois da sua viúvez na flor da idade, ela recebeu sem dúvida reconforto na oração. Sua oração tornou-se, com certeza, permanente intercessão pelos que, como ela, passaram pelo crisol das privações. Senão porque proclamaria ela “os louvores de Deus” a todos os que esperavam “a libertação de Jerusalém”? Como deveria ser grande e comunicativo o seu entusiasmo à vista dO Filho dO Seu Senhor! De facto, Ana é uma figura da Igreja que testemunha Cristo: ela “não se afastava dO Templo”, ela “servia Deus dia e noite”, ela proclamava os louvores e “falava do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém”. Juntemos a nossa voz à voz de Ana! Louvar, celebrar e servir são os três pilares da vida cristã que nos ajudam, sem dúvida, a ter bons propósitos para o novo ano.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 29/DEZEMBRO/2015

a_AApresentacaoNoTemplo1 João 2,3-11; Sal 95,1-3.5b-6; Lucas 2,22-35

CAMINHAR NA LUZ, COMO JESUS (1 Jo.2,3-11). A tradição judaica chama “Halakhá” ao conjunto de leis e regras que organizam a vida diária e a tornam recta diante de Deus. Ora este termo vem do verbo “marchar”. Os autores gregos do Novo Testamento não hesitaram em traduzi-lo pelo verbo bem concreto: peripatein, “caminhar, passear-se” (que permitiu chamar “peripatéticos” aos discípulos de Aristóteles). João convida os cristãos a uma regra de vida. Mas regra que já não é a Lei ou a tradição mas modo como Jesus agiu e falou, viveu e foi morto.

“AGORA, Ó SENHOR…” (Luc.2,22-35). Simeão é o ícone da expectativa, de uma santa paciência. Há muito tempo que ele aguarda a Consolação de Israel. À vista de Jesus, nO qual reconhece O Messias, solta uma exclamação que lhe sai do mais profundo da alma. Simeão, piedoso velho do tempo de Jerusalém, é o primeiro judeu a acreditar na divindade de Jesus: até os pais estão espantados. Podemos compreendê-los: “a apresentação dO Senhor” era só um dever de culto a cumprir. A consagração desta criança prevista pela lei, reveste-se com o testemunho de Simeão, que “viu a salvação”, duma outra envergadura,. Jesus é mais do que um profeta, Ele é a Salvação, e O Seu nome (Deus-salva) aponta já essa identidade salvadora. Se a Igreja canta em cada noite o cântico de Simeão é para dar testemunho da fé neste mistério : porque “os nossos olhos viram a Salvação”, podemos “repousar em paz”.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 28/DEZEMBRO/2015

a_OMassacreDosInocentesSANTOS INOCENTES. A festa dos Santos Inocentes, memória dos bébés de Belém e arredores com menos de dois anos de idade, mortas por ordem de Herodes após o nascimento de Jesus, confronta-nos com o mistério do sofrimento das crianças. Uma boa ocasião para orar pelas jovens vítimas da injustiça, da miséria, da guerras, das doenças, das catástrofes naturais, e dos sofrimentos causados pelos adultos predadores… Em todas elas, Cristo está presente, sofre e acompanha-nos. E, apesar da certeza da fé não suprimir o lancinante problema do mal, esta todavia deve orientar o nosso olhar para Jesus – O Inocente por excelência – procurando ver n’Êle uma “abertura” que nos leve a comprometer mais nas situações onde devemos fazê-lo.

1 João 1,5-2,2; Sal 123,2-5.7b-8; Mateus 2,13-18

UM DEFENSOR (1 Jo.1,5-2,2). A 1ª epístola de João convida-nos a reconhecer os pecados e a abrir-nos ao perdão de Deus e à Sua purificação. Nela, diz-nos João, se pecarmos teremos “um defensor diante dO Pai, Jesus Cristo, O Justo”. O defensor – “paraklêtos”, termo que em grego Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 28/DEZEMBRO/2015

DOMINGO DA “SAGRADA FAMÍLIA” – 27/DEZEMBRO/2015

a_JesusEntreOsDoutoresCONFIANTES EM DEUS. Eles são ameaçados, estão nos caminhos, têm medo, fogem para um país estrangeiro. Quem são estes homens, mulheres e crianças, que deixaram os seus países a fugirem da guerra, procurando refúgio longe da sua terra ? Partiram durante a noite, para salvar as mulheres e crianças do perigo da morte. Voltemo-nos para o ano que termina e para o êxodo dos nossos irmãos iraquianos e sírios. Lemos nos seus olhos o desespero dos refugiados que não sabem quantos dias, meses, anos, durará o seu exílio. Teria José perdido a confiança nos dias de exílio? Teria ele sentido o desencorajamento? Não o sabemos, só podemos imaginar. Mas o que relata a Escritura, é que Maria e Jesus se apoiavam em José e que juntos enfrentaram as dificuldades vividas em terra estranha, com o casal, unido na confiança de que Deus estava com eles, a cuidar dO Menino. Diriamos hoje que eles sairam mais fortalecidos da provação e reforçados no seu amor. Sem dúvida a família que os 3 constituiam bebia na “ternura e na bondade, na humildade, a na mansidão e na paciência” para viverem em paz e em acção de graças. Celebrar a Sagrada Família, em especial neste fim de ano sinodal sobre a família e à luz do Jubileu da misericórdia que se inicia, é orar para que todas as famílas em sofrimento sejam possuídas pela confiança de que Deus não as abandona nos caminhos sinuosos da vida. Deus não desiste de chamar as famílias destroçadas para as guiar no amor e na esperança.

1 Samuel 20-22.24-28; Sal 83,2-3.5-6.9-10 ; 1 João 3,1-2.21-24 ; Lucas 2,41-52

CONFIANTES EM DEUS (Lucas 2,41-42). Jesus tem 12 anos e atingiu maioridade religiosa. O enquadramento do relato é a peregrinação anual Continue a ler DOMINGO DA “SAGRADA FAMÍLIA” – 27/DEZEMBRO/2015

Intenções do Santo Padre – Janeiro de 2016

SaoPauloTextos: Apostolado da Oração
Intenções de cada dia: Calendário de Janeiro 2016

Universal: Promover o diálogo inter-religioso
Para que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça.
Pela Evangelização: Superar as divisões entre cristãos
Para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos.

Em união com o Santo Padre

Oferecimento do dia: Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do Santo Padre para este mês:

Intenção Universal: Para que o diálogo sincero entre homens e mulheres de diferentes religiões produza frutos de paz e de justiça.

Intenção pela Evangelização: Para que, através do diálogo e da caridade fraterna, com a graça do Espírito Santo, sejam superadas as divisões entre os cristãos.

Eucaristia: Em reparação por todas as palavras e actos que impedem o diálogo e dividem as pessoas por causa da religião.

Não rivais, sim irmãos

A propósito da intenção universal para este mês, diz o Papa Francisco: «Devemos ver em cada homem e em cada mulher, também naqueles que não pertencem à nossa tradição religiosa, não rivais, e menos ainda inimidos, mas sim irmãos e irmãs. Quem está seguro das suas convicções não tem necessidade de se impor, de forçar o outro: sabe que a verdade tem a sua própria força de irradiação […]; dependemos uns dos outros, estamos confiados ao cuidado uns pelos outros. Toda a tradição religiosa, desde dentro, deveria conseguir dar razão à existência do outro».