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21a SEMANA DO TEMPO COMUM 2015 (ANO B) XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/AGOSTO/2015

STA. ROSA DE LIMA (1586-1617). Oração, caridade e austeridade: 3 palavras que resumem vida desta Peruviana, terciária dominicana e primeira santa das Américas, canonizada pelo papa Clemente X, em 1671. Padroeira da América, Filipinas e Índias Orientais.

Josué 24, 1-2a. 15-18b ; Sal 33, 2-3.16-23 ; Efésios 5, 21-32 ; João 6, 60-69

“ESCOLHEI A QUEM DESEJAIS SERVIR…” ( Josué 24,1-2a. 15-18b) . Depois da morte de Moisés, foi Josué que dirigiu a entrada dos filhos de Israel na Terra Prometida. Mas a região era habitada pelos Cananeus e Filisteus que praticavam outras religiões: isto significava que a fidelidade ao Deus de seus pais iria ser posta a uma rude prova. Josué tinha pois a pesada tarefa de lhes recordar os compromissos assumidos no Sinai. Em cada etapa de avanço do povo, repetia-lhes o projecto de Deus: “Recordai-vos das palavras que vos disse Moisés, o servo dO Senhor : O Senhor vosso Deus concede-vos descanso; Ele deu-vos este país” (Josué 1,13). Assim, no final da sua vida, teve a preocupação de mais uma vez selar solenemente a união das tribos em torno da Aliança: “Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém”. E, ali, os filhos de Israel prometeram ser fiéis aO Senhor: “Mais vale morrermos do que abandonar O Senhor para servir outros deuses!” Por Deus Se ter revelado como Seu libertador e protector ao longo do percurso da liberdade, o Povo de Israel pôde ousar ter confiança no futuro: “É O Senhor nosso Deus que nos fez sair, a nós e a nossos pais, da casa de escravidão na terra do Egipto, é Ele que operou sob os nossos olhos todos estes grandes prodígios e nos protegeu ao longo do caminho que temos percorrido”.

UMA ESCOLHA PESSOAL (Jo. 6,60-69). Quem exagera ? Jesus com “estas palavras insuportáveis”? Ou os discípulos que tinham comido pão até à saciedade alguns dias antes? A comunidade que pôs por escrito a passagem proposta no evangelho de hoje testemunha uma experiência de fé significativa. Primeiro descobre que permanecer fiel a Cristo é uma graça. Na longa caminhada com O Mestre, as razões para O deixar têm sido numerosas. Quantas vezes os discípulos se afastaram iludidos de que podiam manter-se fiéis nas provações apenas com a sua vontade ? Até ao dia em que sentiram na própria carne que “é O Espírito que faz viver”. A partir daí, o seu anúncio é sem ambiguidade : ninguém pode vir a Cristo se isso não lhe for concedido pelO Pai. A seguir, depois da manhã da Páscoa, a comunidade cristã compreendeu que Cristo é O único Salvador. Durante muito tempo, essa salvação ficara obscura. Para alguns, ela viria numa restauração política, para outros, após um profeta que curaria as doenças e daria de comer ás multidões… Até ao dia em que a comunidade se apercebeu que as palavras de Jesus eram espírito e eram vida. Logo depois, centrada em Cristo, ela reconheceu que Ele tinha palavras de vida eterna. Finalmente, a 1a geração de cristãos constatou que a escolha para seguir Cristo pertence a cada um. Trata-se duma decisão pessoal, duma adesão livre e sem reservas. Partir ou ficar. Acolher o dom dO Pai ou batalhar com as po bres mãos. Viver… ou morrer. Para despertar a nossa atenção e o nosso amor, aprendamos a subir até à fonte, contemplando O Senhor ao longo de todo o Seu percurso terrestre. Ele é O Verbo feito carne, que Se dá em alimento. Porque, como escreveu Maurice Zundel: “A Eucaristia (…) é essa oferenda infinitamente real de uma Presença universal, que só pode juntar -Se a nós se nos tornarmos nós mesmos universais (…) A Eucaristia pressupõe que estejamos preparados para todos os despojamentos, para todas as humilhações, para todos os perdões que preparam o nosso reencontro com O Homem-Deus.”

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro

Sábado da XX Semana – TC – Ano impar 22/AGOSTO/2015

Beata_Vergine_Maria_Regina_AJNOSSA SENHORA, RAINHA: A festa de hoje foi instituída por Pio XII, em 1955. Antecedida pela festa da Assunção de Nossa Senhora, celebramos hoje aquela que é a Mãe de Jesus, Cabeça da Igreja, e nossa Mãe. Pio XII assim fala de Nossa Senhora Rainha: “Procurem, pois, acercar-se agora com maior confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono de graça e de misericórdia da Rainha e Mãe Nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto … Há, em muitos países da terra, pessoas injustamente perseguidas por causa da sua profissão cristã, e privadas dos direitos humanos e divinos da liberdade … A estes filhos atormentados e inocentes, volva os seus olhos misericordiosos, cuja luz serena as tempestades e dissipa as nuvens, a poderosa Senhora das coisas e dos tempos, que sabe aplacar as violências com o seu pé virginal; e à todos conceda que em breve possam gozar da merecida liberdade … Todo aquele, pois, que honra a Senhora dos celestes e dos mortais, invoque-a como Rainha sempre presente, Medianeira de paz”.

Rute 2,1-3.8-11.4,13-17;  Sal 128(127),1-2.3.4.5;  Mt 23,1-12.

Comentário do dia
São Bento (480-547), monge, co-padroeiro da Europa Continue a ler Sábado da XX Semana – TC – Ano impar 22/AGOSTO/2015

Sexta-feira da XX Semana – TC – Ano impar 21/AGOSTO/2015

San_Pio_X-Giuseppe_Sarto-ANSÃO PIO X, Papa, +1914: Pio X, nasceu no dia 2 de Junho do ano 1835, em Riese, no Treviso, norte da Itália. Foi baptizado no dia seguinte com o nome de José Melchior. Sua mãe, Margarida Sanson, ficou viúva com dez filhos para criar. Foi ordenado sacerdote aos 23 anos de idade, tendo sido capelão em Tombolo; por outros nove anos, pároco em Salzano; mais nove anos cónego e diretor espiritual em Treviso; nove anos Bispo de Mântua e outros nove anos cardeal-patriarca de Veneza; por último foi Papa durante onze anos (de 1903 a 1914). Seu pontificado foi excepcionalmente fecundo pela organização interna da Igreja. Pouco inclinado às finezas diplomáticas, não cuidou das relações da Igreja com o poder político. Sua divisa era “Restaurar tudo em Cristo” . Promoveu a renovação litúrgica, reformando a música sacra, propôs aos fieis a comunhão frequente, favoreceu a organização da Cúria e a fundação de um Instituto Bíblico em Roma.

 Rute 1,1.3-6.14b-16.22;  Sal 146(145),5-6.7.8-9a.9bc-10;  Mt 22,34-40.

Comentário do dia
São Basílio (c. 330-379), monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja Continue a ler Sexta-feira da XX Semana – TC – Ano impar 21/AGOSTO/2015

Quinta-feira da XX Semana – TC – Ano impar 20/AGOSTO/2015

San_Bernardo_di_Chiaravalle_ANS. BERNARDO DE CLARAVAL, abade, Doutor da Igreja, +1153: São Bernardo nasceu no Castelo de Fontaine, próximo de Dijon na França no ano de 1090, o terceiro de seis irmãos. Tescelino, pai de Bernardo, ficou consternado quando, ainda muito jovem, ele decidiu tornar-se monge no convento cistercienses, fundado por São Roberto, em 1098: um após outro, os filhos abandonavam o conforto do castelo para seguir Bernardo: Guido, o primogênito, deixou até a esposa, que também se fez monja; Nissardo, o mais novo, também optou por abandonar os prazeres do mundo, seguido pela única irmã, Umbelina e pelo tio Gaudry, que despiu a pesada armadura para vestir o hábito branco; também Tescelino entrou no mosteiro onde estava praticamente toda a família. Um êxodo tão completo como este nunca se verificou em toda história da Igreja. Por terem muitos outros jovens desejado tornar-se cistercienses, foi necessário fundar outros mosteiros. São Bernardo, então, deixou Citeaux, abraçando uma pesada cruz de madeira e seguido de doze religiosos que cantavam hinos e louvores ao Senhor. Experientes trabalhadores, como todos os beneditinos, os monges logo levantaram um novo mosteiro, dando-lhe o nome de Claraval. A antiga regra beneditina era aí observada com todo rigor: oração e trabalho, sob a obediência absoluta ao abade. São Bernardo sempre preferiu os caminhos do coração: “Amemos – ele dizia a seus monges – e seremos amados. Naqueles que amamos encontraremos repouso, e o mesmo repouso oferecemos a todos os que amamos. Amar em Deus é ter caridade; procurar ser amado por Deus é servir a Continue a ler Quinta-feira da XX Semana – TC – Ano impar 20/AGOSTO/2015

Semana XX do tempo comum – Quarta-feira – 19/AGOSTO/2015

Semana XX do tempo comum – Quarta-feira – 19/AGOSTO/2015

San_Giovanni_Eudes_DS. JOÃO EUDES, presbítero, +1680: São João Eudes, nasceu em Ri, perto de Argentan, na França, no ano de 1601. Ingressou na Congregação do Oratório, fundada por Bérulle, e ordenado sacerdote, dedicou-se à pregação entre o povo. Dois anos se passaram, estourando a epidemia da peste na Normandia e João foi para lá prestar assistência aos doentes. Nunca temeu ser contaminado. Quando o mal parecia debelado, João contraiu-o, mas superou a crise. Restabelecendo-se, retomou suas missões entre o povo. Era um grande pregador, eficaz e seguido.
O Século XVII foi marcado pelo jansenismo, quietismo, filosofismo; é o século da desconfiança, do esquecimento e do desprezo no que se refere à espiritualidade cristã, mas também é o século de grande renovação da piedade e da devoção realizada por homens como Bérulle, Condren, Olier, Vicente de Paulo, Grignon de Montfort e João Eudes. No ano de 1643, João Eudes fundou a Congregação de Jesus e Maria, cuja finalidade principal era a preparação espiritual dos candidatos ao sacerdócio e a pregação das missões ao povo. Paralelamente a esta, surgiu a congregação feminina chamada Refúgio de Nossa Senhora da Caridade, da qual no século XIX derivou a Congregação do Bom Pastor. São Pio X definiu São João Eudes pai, doutor e apóstolo da devoção aos sacratíssimos corações de Jesus e de Maria. A influência deste santo foi grande não só em seu país, renovando a velha Normandia, pobre de vida cristã, como também em todo o mundo cristão. São João Eudes morreu em Caen no dia 19 de agosto do ano 1680, com setenta e nove anos de idade. Foi canonizado no ano de 1925.

Juízes  9,6-15; Sal  21(20),2-3.4-5.6-7; Mt 20,1-16a. Continue a ler Semana XX do tempo comum – Quarta-feira – 19/AGOSTO/2015