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SEGUNDA-FEIRA – 8/JUNHO/2015
S.JACQUES BERTHIEU (1838-1896). Missionário jesuíta, natural de Auvergne. Sofreu o martírio em Madagascar na rebelião de 1896, após 20 anos dum apostolado realizado com um “coração grande e generoso”. Foi canonizado pelo papa Bento XVl, em 2012.
BTA. MARIA DO DIVINO CORAÇÃO (1863-99). Devota do Sagrado Coração de Jesus. Alemã de nascimento e portuguesa de coração. Oremos e sacrifiquemo-nos pelos sacerdotes, imitando a Irmã Maria, para que vivam com fidelidade a sua vocação e missão apostólica. Cabe-lhe o grande mérito de ter inspirado a fundação do Pontifício Colégio Português de Roma, onde se têm formado muitas gerações de sacerdotes, desde há mais de cem anos.
2 Coríntios 1,1-7 ; Sal 33,2-9 ; Mateus 5,1-12 Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 8/JUNHO/2015
DOMINGO DO SANTíSSlMO CORPO E SANGUE DE CRlSTO – 7/JUNHO/2015
BTA. MARIA-TERESA DE SOUBIRAN (1834-89). “Piedade, Meu Deus, tem piedade de mim! Em Ti eu procuro refúgio, um refúgio à sombra das Tuas asas” (Salmo 57,1): é a súplica do salmista que Maria-Teresa deveria ter pronunciado muitas vezes nas suas orações. Nascida em Castelnaudary, ela tinha, após muitas dificuldades e renúncias, fundado uma Congregação religiosa colocada sob a protecção de Maria Auxiliadora. Na segunda metade do séc. XIX, muitos jovens rurais chegavam à cidade para trabalhar nas fábricas e oficinas. Isolados, desenraízados, ficavam expostos a numerosos perigos. Teresa de Soubiran pretendia ajudá-los acolhendo-os em lares animados pela ternura das suas religiosas. Várias destas “casas de família” nasceram com sucesso, primeiro em Toulouse, depois em Amiens, Lião, Bourges, Paris, Angers… A acção apostólica das “lrmãs de Maria Auxiliadora” alimentava-se numa vida espiritual intensa, baseada na tradição ignaciana e na adoração eucarística. A sua superiora e fundadora, estranha a toda a duplicidade, não deu conta da maquinação tramada pela ambiciosa assistente madre Maria-Francisca. Em Fev. 1874, esta intriguista acusou-a de levar a congregação à ruína com o seu orgulho e má gestão. A Madre Maria-Teresa de Soubiran foi forçada a demitir-se e a abandonar a obra que tinha fundado! “Abandonada por todos !”, “regeitada sem asilo”, que lhe restava num tão grande revés ? “Só me restava Deus, só Ele me consolava na maré de amargura em que todo o meu ser parecia estar submerso…” Após vários meses de angústia e incerteza, Maria-Teresa foi recebida no mosteiro Eudista de “Nª Senhora da Caridade”, em Paris. Esquecida e ignorada, ela viveu os últimos 15 anos da sua vida numa humildade extrema e num abandono sempre mais confiante no amor de Cristo. Dois anos depois da sua morte foi re-habilitada pela sua congregação.
Êxodo 24,3-8 ; Sal 115,12-18 ; Hebreus 9,11-15 ; Marcos 12-16. 22-26 Continue a ler DOMINGO DO SANTíSSlMO CORPO E SANGUE DE CRlSTO – 7/JUNHO/2015
Folha Informativa, 7/JUNHO/2015
Palavra do Papa Francisco, Meditações, notícias, leituras da semana, oração, vida paroquial.
- Domingo, 07 — FI_208_UnidadePastoral — FI_208_Alges
SÁBADO – 6/JUNHO/2015
S. MARCELINO CHAMPAGNAT (1789-1840). A ignorância religiosa dos jovens, fê-lo fundar os “Irmãos Maristas”. Canonizado em 1999.
Tobias 12, 1. 5-15. 20 ; Cântico Tobias 13, 2. 6-8 ; Marcos 12, 35-37
“TUDO O QUE TlNHA…” (Marc.12,38-44). A viúva lançou no tesouro do Templo tudo o que tinha para viver, em grego, todo o “bios”. Esta palavra designa a vida no sentido mais concreto do termo “bio-”, e por extensão o que permite viver : os recursos, os bens. Aqui os 2 significados confundem-se porque ao dar todos os seus bens, por mais pequenos que fossem, foi a própria vida que a mulher arriscou. Para além dO Templo – instituição religiosa e pesada máquina económica – deu tudo para o serviço de Deus e partilhou com os outros o pouco que tinha. Ora, é ao confrontar-Se com o sistema dO Templo que Jesus arrisca também a vida e a perderá. A pobre viúva que Ele admira, faz aquilo que Ele igualmente fará : dar a Sua vida sem nada reter, pois para Deus só o amor conta. Nós não temos que convencer os outros da qualidade da nossa vida espiritual. Uma relação autêntica com Deus acomoda-se mal aos falsos semblantes, às aparências. Ao procurar iludir os irmãos e irmãs em humanidade ficaremos na ilusão daquilo que somos. Não se consegue enganar Deus: Deus sonda os corações e conhece melhor que nós próprios aquilo que somos. Ele aguarda a verdade do nosso coração. O sacrifício que agrada a Deus é “um coração contricto e um espírito humilhado”, recorda o Salmo 50. Estejamos com Deus no ser e não no parecer ! Nós somos e valemos muito mais do que “cadáveres adiados” cheios de vento.
A pessoa consistente volta para Deus a sua vida tal como ela é, e não como a sonha.
Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.
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