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PRIMEIRA COMUNHÃO – Reunião com os pais

Algés, 10 de Abril de 2016

Aos pais das crianças que
frequentam o 3.º volume de catequese
(ou superiores)
e se preparam para receber o
Santíssimo Sacramento da Eucaristia
na primeira Comunhão,

A alegria e a paz de Jesus Ressuscitado estejam com todos!

Na felicidade deste tempo pascal em que Jesus se manifesta vivo para sempre aos seus discípulos, vivemos esta grande alegria da primeira Comunhão dos vossos filhos e filhas.

A vosso pedido eles foram baptizados, tornando_se filhos e filhas de Deus, receberam o vosso testemunho de fé e convosco aprenderam as primeiras orações. Com a catequese foram ajudados a crescer na amizade com Jesus e Maria, Sua Mãe Santíssima. Com o sacramento da Reconciliação, receberam a Misericórdia divina.

Nesta preparação mais próxima para o dia da primeira Comunhão (que será nas datas, segundo o calendário paroquial e a subdivisão dos grupos de catequese, já assinaladas) é oportuno realizar um encontro com os pais para uma catequese sobre o Sacramento do Santíssimo de Cristo e a participação dominical na Eucaristia e também para algum aspecto prático conforme já tem sido comunicado (confissão e ensaio no dia anterior ao da primeira Comunhão, às 10h30, na Igreja paroquial; presença no próprio dia às 10h30; cédula da vida cristã).

Pela graça do Senhor, este é um tempo de renovação de vida para todos nós.

Esta reunião com os pais será, se Deus quiser, no Centro Pastoral de Miraflores, no dia 14 de Abril, Quinta-feira (acolhimento às 21h15, oração e encontro às 21h30).

Com uma oração de louvor na alegria pascal,

Pe. António Figueira

 

 

SÁBADO – 11/ABRIL/2015 7ºDIA DA OITAVA DA PÁSCOA

Actos 4, 13-21; Sal 117, 1.14-21; Marcos 16, 9-15

a_AparicaoDeCristoNoCenaculo“NÓS NÃO PODEMOS CALAR…”(Act. 4,13-21). A maior desgraça que pode suceder a um homem é ele querer aprisionar a verdade, pois será uma tentativa inevitavelmente votada ao fracasso já que a verdade acabará sempre por “sair do buraco”. Isto que é válido no domínio natural, é-o mais se a verdade for a Palavra de Deus. Podem pôr-se grilhetas nos homens mas não é possível amarrar O Espírito Santo. Os homens aprisionam-se, mas a mensagem passa através dos muros do cárcere, como o comprovam as cartas de Paulo escritas em cativeiro. Nelas vê-se como o anúncio do Evangelho é fonte de coragem, de paz profunda, de libertação. Tudo isto contrasta com a confusão dos adversários que tomam medidas ridículas pretendendo calar os apóstolos e, por seu intermédio, O Espírito Santo. Aquele que prende a verdade fica prisioneiro dela – quando ela sai para a luz o carcereiro continua no fundo do poço – mas quem a solta libertar-se-á por isso mesmo. Mas há uma forma mais cínica de manter cativa a liberdade, forma que o Evangelho denuncia: não a transmitir por ser muito fraca a convicção que dela temos. De facto, porque será que tantas vezes não se acredita nas testemunhas de Cristo ressuscitado que continuam entre nós? Apenas porque elas não juntam fé viva às palavras? Não!, sobretudo porque não vivem bem o que anunciam e calam o que sabem.

“DEUS E A IGREJA, SÃO UM SÓ…” (Marcos 16,9-15). “Falta de fé”, “dureza de coração”, são críticas mordazes nos lábios de Jesus. O Senhor não culpa os discípulos por não acreditarem n’Ele, mas sim pela sua falta de confiança no testemunho daqueles e daquelas que O tinham “contemplado ressuscitado”. Mais de 2000 anos depois da Páscoa, cada um de nós é colocado contra a parede: é-nos impossível ignorar a longa cadeia de testemunhas que, século após século, foram transmitindo o archote da fé. “Tenho a convicção que Deus e a Igreja são uma unidade”, exclamava Joana d’Arc no decurso do seu processo “e não devemos criar problemas”. O bom senso faz sempre bem!

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 10/ABRIL/2015 6ºDlA DA OlTAVA DA PÁSCOA

Actos 4,1-12; Sal 117,1-2. 4.22-27a; João 21,1-14

O NOME DE JESUS (Actos 4,1-12). Desde o início dos Actos dos Apóstolos, não há outro assunto para além do Nome de Jesus. Esse nome, dado pelo próprio Deus à criança recém-concebida, define-O completamente: Jesus Salvador; é o Nome, é o Seu ser. Não é um nome feito por uma simples associação de sílabas que confira autoridade a uma criança ; não é um nome de família que O associe a uma linhagem. É sim um Nome sob medida que O identifica e com O qual Ele Se identifica : “Deus salva”. Não se chama apenas “Deus salva”, Ele é“O Deus que salva”. Não é possível pronunciar O Seu Nome sem que a Sua salvação desça sobre todos os que O invocam. Este nome é benção, poder e força: ao mencioná-lo apropriamo-nos de tudo isso e transformamo-nos nós mesmos em salvação. Só há outro Nome em todas as línguas, com igual significado: é O Nome dO Pai, que foi dado a Deus e que também diz tudo ; em certo sentido nem sequer é outro nome, é o mesmo.

A EUCARISTIA NO QUOTIDIANO (Jo.21,1-14).“Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão”. Será possível imaginar Deus a preparar uma refeição e a convidar os discípulos para o almoço ? Durante a Sua vida pública, Jesus gostava de sublinhar a importância do serviço : “Quem é o maior : o que está sentado à mesa, ou o que serve? Ora, Eu estou no meio de vós como aquele que serve” (Lucas 22,27). Eis O Primogénito dos mortos, Senhor do céu e da terra, a improvisar um pic-nic numa praia…

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUINTA-FEIRA – 9/ABRIL/2015 5ºDlA DA OlTAVA DA PÁSCOA

Actos 3, 11-26 ; Sal 8, 2a. 5-9 ; Lucas 24, 35-48

“PORQUE VOS ADMIRAIS ? PORQUE ESTAIS PERTURBADOS ?…” (Luc.24,35-48). São sobretudo estas palavras de Pedro à multidão, semelhantes às de Jesus aos discípulos, que nos parecem extraordinánárias e perturbadoras. De facto, como não ficar estupefacto ao ver um enfermo de nascença curado subitamente, a caminhar e a saltar ou, mais ainda, quando um morto, depois de atravessar as paredes, nos aparece vivo numa sala fechada? As palavras de interrogação de Pedro e de Jesus não serão uma reprimenda à nossa falta de fé? Porque a fé na ressurreição deve fazer-nos penetrar sem esforço não apenas no mundo da magia e do maravilhoso – reveladores do desejo de ultrapassagem das limitações, que Jesus veio satisfazer – mas também fazer-nos penetrar no mundo sobrenatural onde, pelo força do amor, na esperança, são
quebrados todos os limites da terra. Estes textos dizem-nos ainda como o amor se manifesta: por uma história santa que é a história de cada um de nós a desenrolar-se sob o olhar dum Deus de misericórdia e perdão. História que vai da morte do pecado à vida da graça, história que se alimenta dO Pão e da Palavra e não se esquiva aO Mistério da Cruz, impregnada pela alegria de crer e pela dimensão missionária. Um amor que se manifesta assim e que aspira a penetrar sempre mais fundo em nós. Toda a terra habitada está iluminada pela luz da Páscoa! Ó morte onde está a tua vitória?

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

QUARTA-FEIRA – 8/ABRIL/2015 4ºDlA DA OlTAVA DA PÁSCOA

Actos 3,1-10; Sal 104, 1-4. 6-9; Lucas 24, 13-35

“VÓS TENDES UM AR TÃO TRISTE !…” (Lucas 24,13-35). Eis uma apóstrofe que pode ser-nos frequente-mente aplicada ! Tristes por causa das nossas esperanças desfeitas e dos planos da nossa vida um a um fracassados. Desilusões afectivas, decepções profissionais, desapontamento eclesial, falhas físicas, preocupações familiares… quem poderá parar esta nossa litania, interminável como um dia de chuva? Apenas uma pessoa é capaz de o fazer : Jesus ressuscitado. Ele caminha ao nosso lado e vamos mais felizes que os discípulos de Emaüs, pois sabemo-lo graças à fé. Se O escutarmos, Ele explicar-nos-á, com o dom silencioso dO Seu Espírito, qual o sentido misterioso do caminho que percorremos e também por onde vão aqueles que amamos e aqueles cuja sorte no mundo nos aperta tantas vezes o coração. Ele mostrar-nos-á que O Mistério pascal não é uma realidade passada mas sim uma passagem permanente da morte à vida.

Ele recordar-nos-á que, se conhecermos a Escritura e partilharmos com Ele o pão, estaremos habilitados a viver, dia após dia, o mistério da morte e da ressurreição. De homens paralisados pelo sofrimento e pe-lo temor, que muitas vezes somos, Ele fará homens de pés e pernas bem firmes capazes de percorrerem o seu próprio caminho, qualquer que ele seja, numa invencível e permanente acção de graças. Senhor! Tudo em mim aspira à vitória da vida sobre a morte. Sózinho não sei confirmá-lo, mas os Teus apóstolos testemunham-no. Quero confessar a Tua ressurreição e viver como um ressuscitado, para deixar que transborde o amor que Tu depositaste em mim.

“Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.