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SEXTA-FEIRA – 13/MARÇO/2015

ACaridadeDivina2º ANIVERSÁRIO DA ELEIÇÃO DO PAPA FRANCISCO.

Oseias 14, 2-10 ; Sal 80, 6c-11ab. 14.17 ; Marcos 12, 28b-34

“EIS O SEGUNDO…” (Marc.12,28b-34). E, todavia, o escriba tinha interrogado Jesus só sobre o 1º mandamento. Mas ainda que Jesus vá além da pergunta, não o faz sem sentido e sem ensinamento. Porque, de facto, a vida cristã por excelência – a característica da “contemplação cristã” – enraíza-se, simultâneamente e de modo inseparável, em Deus contemplado e amado acima de tudo e no quotidiano das nossas vidas, comprometidas solidariamente no grande estaleiro de construção que o mundo é. E é o assumir deste amor único que obriga o coração a uma conversão radical. Apenas a minha conduta com os que ao longo das horas do dia se tornam o meu próximo, nem que seja por um só instante, me pode dizer se a minha oração – quer seja fácil ou árida – é um encontro amoroso de Deus na fé. E se penso ter chegado ao amor perfeito dos irmãos, só o meu desejo e escuta de Deus me podem dizer se se trata de mera Continue a ler SEXTA-FEIRA – 13/MARÇO/2015

Senhor, ensina-nos a rezar – 3 (12/MARÇO)

Santificado seja o vosso nome

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2807- 2815)

2807. A palavra «santificar» deve ser entendida, aqui, antes de mais, não no seu sentido causativo (só Deus santifica, torna santo), mas sobretudo num sentido estimativo: reconhecer como santo, tratar de um modo santo. É assim que, na adoração, esta invocação é por vezes entendida como louvor e acção de graças. Mas esta petição é-nos ensinada por Jesus na forma optativa: um pedido, um desejo, e expectativa na qual Deus e o homem estão empenhados. Desde a primeira petição ao nosso Pai, mergulhamos no mistério íntimo da sua divindade e no drama da salvação da nossa humanidade. Pedir-Lhe que o seu nome seja santificado é envolvermo-nos «no desígnio benevolente que Ele de antemão formou a nosso respeito» (Ef 1, 9), para que «sejamos santos e imaculados diante d’Ele, no amor» (Ef 1, 4).

2808. Nos momentos decisivos da sua economia, Deus revela o seu nome; mas revela-o realizando a sua obra. Ora esta obra só se realiza, para nós e em nós, se o seu nome for santificado por nós e em nós.

2809. A santidade de Deus é o foco inacessível do seu mistério eterno. Ao que dela se manifestou na criação e na história, a Escritura chama Glória, a irradiação da sua majestade. Ao fazer o homem «à sua imagem e semelhança» (Gn 1, 26), Deus «coroa-o de glória», mas, ao pecar, o homem é «privado da glória de Deus». Desde então, Deus vai manifestar a sua santidade revelando e dando o seu nome, para restaurar o homem «à imagem do seu Criador» (Cl 3, 10).

2810. Na promessa feita a Abraão e no juramento que a acompanha, Deus compromete-Se a Si mesmo, mas sem revelar o seu nome. É a Moisés que começa a revelá-Lo, e manifesta-O aos olhos de todo o povo salvando-o dos Egípcios: «revestiu-Se de glória» (Ex15, 1). A partir da Aliança do Sinai, este povo é «seu» e deve ser uma «nação santa» (ou consagrada; em hebreu é a mesma palavra), porque o nome de Deus habita nela.

2811. Ora, apesar da Lei santa que o Deus santo lhe deu e tornou a dar, e muito embora o Senhor, «por respeito pelo seu nome», usasse de paciência, o povo desviou-se do Santo de Israel e «profanou o seu nome entre as nações». Por isso, os justos da Antiga Aliança, os pobres retornados do exílio e os profetas arderam de paixão pelo Nome.

2812. Finalmente, é em Jesus que o nome do Deus santo nos é revelado e dado, na carne, como salvador: revelado pelo que Ele é, pela sua Palavra e pelo seu sacrifício. É o coração da sua oração sacerdotal: «Pai santo, […] por eles Eu me consagro para que também eles sejam consagrados na verdade» (Jo 17, 19). Porque Ele próprio «santifica» o seu nome, é que Jesus nos «manifesta» o nome do Pai. No termo da sua Páscoa é que o Pai Lhe dá então o nome que está acima de todo o nome: Jesus é Senhor para glória de Deus Pai.

2813. Na água do Baptismo, nós fomos «purificados, santificados, justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus» (1 Cor 6, 11). Em toda a nossa vida, o nosso Pai chama-nos «à santidade» (1 Ts 4, 7) e, uma vez que é por Ele que nós estamos em Cristo Jesus, «o qual Se tornou para nós […] santidade» (1 Cor 1, 30), interessa à sua glória e à nossa vida que o seu nome seja santificado em nós e por nós. Tal é a urgência da nossa primeira petição.

«Por quem poderia Deus ser santificado se é Ele próprio quem santifica? Mas porque Ele mesmo disse: “sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 14, 44), nós que fomos santificados no Baptismo, pedimos e rogamos para perseverar no que começámos a ser. E isso nós o pedimos todos os dias. Precisamos de uma santificação quotidiana para que, incorrendo em faltas todos os dias, todos os dias sejamos delas purificados por uma santificação assídua […] Portanto, oramos para que esta santificação permaneça em nós».

2814. Depende inseparavelmente da nossa vida e da nossa oração que o seu nome seja santificado entre as nações:

«Pedimos a Deus que o seu nome seja santificado, porque é pela santidade que Ele salva e santifica toda a criação. […] Este é o nome que dá a salvação ao mundo perdido. Mas nós pedimos que este nome de Deus seja santificado em nós pela nossa actuação. Porque se nós agirmos bem, o nome de Deus é bendito; mas é blasfemado se agirmos mal. Escuta o que diz o Apóstolo: “O nome de Deus é blasfemado entre as nações, por causa de vós” (Rm 2, 24). Nós, portanto, pedimos para merecermos ter nos nossos costumes tanta santidade, quanto é santo o nome de Deus».

«Quando dizemos: “Santificado seja o vosso nome”, pedimos que ele seja santificado em nós que estamos n’Ele, mas também nos outros, por quem a graça de Deus ainda está à espera, para nos conformarmos com o preceito que nos obriga a orar por todos, mesmo pelos nossos inimigos. É por isso que nós não dizemos expressamente: santificado seja o vosso nome “em nós”, porque pedimos que o seja em todos os homens».

2815. Esta petição, que as inclui todas, é atendida pela oração de Cristo, como as restantes seis petições que se seguem. A oração que fazemos ao nosso Pai é nossa, se for rezada «em nome» de Jesus. Na sua oração sacerdotal, Jesus pede: «Pai santo, guarda em teu nome aqueles que Me deste» (Jo 17, 11).

QUINTA-FEIRA – 12/MARÇO/2015

Jeremias 7, 23-28 ; Sal 94, 1-2. 6-9 ; Lucas 11, 14-23

“O RElNO DE DEUS ESTÁ NO MElO DE VÓS…” É um facto sempre actual, O Reino de Deus está aqui, constrói-se no meio de nós, está presente sob os nossos olhos. Mas, tal como os judeus do tempo de Jesus, somos lentos a reconhecê-lo; e eis que o nosso olhar se obscurece ao ponto de chamarmos por vezes obra do diabo ao que tem o selo de Deus. Aliás, Deus só estará ausente das nossas vidas, ausente do nosso mundo, se não O soubermos reconhecer, esperar e procurar; porque preferimos fechar os olhos ou fazer belos discursos para evitar ser “apanhados” por esta exigência da construção dO Reino, pelo Seu acolhimento. Neste homem em desgraça, naquela mulher sem amor, neste adolescente em crise, está O Reino que tenho que construir e o único cimento que servirá para a Sua Continue a ler QUINTA-FEIRA – 12/MARÇO/2015

Senhor, ensina-nos a rezar – 2 (11/MARÇO)

Que estais no Céu

Texto do Catecismo da Igreja Católica (§§ 2794- 2796)

2794. Esta expressão bíblica não significa um lugar («o espaço»), mas um modo de ser; não é o distanciamento de Deus, mas a sua majestade. O nosso Pai não está «algures», está «para além de tudo» o que podemos conceber da sua santidade. E é por ser três vezes santo que Ele está mesmo junto do coração humilde e contrito:

«É com razão que estas palavras: “Pai nosso que estais nos céus” se referem ao coração dos justos, nos quais Deus habita como em seu templo. Por isso, também aquele que ora há-de desejar ver morar em si Aquele a quem invoca». «Os “céus” também poderiam muito bem ser aqueles que trazem em si a imagem do mundo celeste e em quem Deus mora e passeia».

2795. O símbolo dos céus remete-nos para o mistério da Aliança que nós vivemos, quando rezamos ao Pai. Ele está nos céus: é a sua morada. A casa do Pai é, pois, a nossa «pátria». Foi da terra da Aliança que o pecado nos exilou, e é para o Pai, para o céu, que a conversão do coração nos faz voltar. Ora, foi em Cristo que o céu e a terra se reconciliaram, porque o Filho «desceu do céu», sozinho, e para lá nos faz subir juntamente consigo, pela sua cruz, ressurreição e ascensão.

2796. Quando a Igreja reza «Pai nosso que estais nos céus», professa que somos o povo de Deus já sentado nos céus em Cristo Jesus escondidos com Cristo em Deus e que, ao mesmo tempo, «gememos nesta tenda, ansiando por revestir-nos da nossa habitação celeste»(2 Cor 5, 2):

Os cristãos «estão na carne, mas não vivem segundo a carne. Passam a vida na terra, mas são cidadãos do céu».

QUARTA-FEIRA – 11/MARÇO/2015

SaoSofronioDeJerusalemS. SOFRÓNIO DE JERUSALÉM (560-638). De ascendência árabe, era professor de retórica em Damasco. Apaixonado pelo estudo das Escrituras entrou no mosteiro palestiniano de S. Teodósio onde se tornou discípulo e amigo de S. João Mosco. Patriarca de Jerusalém, combateu o monotelismo, heresia que ensinava que Jesus tinha uma única vontade, a divina, excluindo assim a vontade humana na Sua Encarnação. Sofrónio morreu logo depois da conquista de Jerusalém pelo califa Omar I, em 637, mas não antes de ter negociado o reconhecimento das liberdades civis e religiosas dos cristãos em troca de tributos, acordo conhecido como “Acordo de Omar”, que reconhecia o Patriarcado de Jerusalém como a autoridade guardiã dos lugares Santos, das comunidades cristãs, dos mosteiros e dos conventos. O Patriarcado ficava ainda como mediador entre as autoridades cristãs e muçulmanas. Além de escritos dogmáticos, Sofrónio, deixou-nos importantes obras hagiográficas e litúrgicas (primeira versão dos “Impropérios” de Sexta-feira Santa).

Deuteronómio 4, 1. 5-9 ; Sal 147, 12-13. 15-16. 19-20 ; Mateus 5, 17-19 Continue a ler QUARTA-FEIRA – 11/MARÇO/2015