9 abr 2017

DOMINGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Beato Guerric de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
Sermão sobre os Ramos

«Bendito o que vem em nome do Senhor»

É sob dois aspetos bem diferentes que a festa de hoje apresenta aos filhos dos homens Aquele que a nossa alma deseja (Is 26,9), «o mais belo dos filhos dos homens» (Sl 44,3). E Ele atrai o nosso olhar sob esses dois aspetos; amamo-Lo sob um e sob o outro, porque num e noutro Ele é o Salvador dos homens. […]

Se considerarmos ao mesmo tempo a procissão de hoje e a Paixão, vemos Jesus, por um lado sublime e glorioso, por outro humilhado e doloroso. Porque na procissão Ele recebe honras reais, e na Paixão vemo-Lo castigado como um malfeitor. Aqui cercam-No a glória e a honra; além «não tem aparência nem beleza» (Is 53,2). Aqui temos a alegria dos homens e o orgulho do povo; além temos «a vergonha dos homens e o desprezo do povo» (Sl 21,7). Aqui aclamam-No dizendo: «Hossana ao Filho de David. Bendito seja o Rei de Israel que vem!» Além vociferam que merece a morte e escarnecem dele porque Se fez Rei de Israel. Aqui correm para Ele com palmas; além flagelam-Lhe o rosto com as mesmas palmas e batem-Lhe na cabeça com uma cana. Aqui cumulam-No de elogios; além afogam-No em injúrias. Aqui disputam-se para Lhe juncar o caminho com as vestes dos outros; além despojam-No das suas próprias vestes. Aqui recebem-No em Jerusalém como Rei justo e como Salvador; além é expulso de Jerusalém como um criminoso e um impostor. Aqui montam-No sobre um burro, rodeado de homenagens; além é pendurado da cruz, rasgado pelos chicotes, trespassado de chagas e abandonado pelos seus. […]

Senhor Jesus, quer o teu rosto apareça glorioso quer humilhado, sempre nele vemos brilhar a sabedoria. Do teu rosto irradia o fulgor da luz eterna (Sb 7,26). Que brilhe sempre sobre nós, Senhor, a luz do teu rosto (Sl 4,7), nas tristezas como nas alegrias. […] Tu és a alegria e a salvação de todos, quer Te vejam montado no burro, quer suspenso do madeiro da cruz.

LEITURAS:

Isaías 50,4-7
Sl 22(21)
Filipenses 2,6-11
Mateus 26,14-75.27,1-66

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO especificação (notas)
09:00 ALGÉS Laudes
09:30 ALGÉS Santa Missa com a bênção dos ramos
10:45 ALGÉS / PARQUE ANJOS Santa Missa Benção dos Ramos, Evangelho, Procissão até à Igreja
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa Com a bênção dos Ramos
12:15 MIRAFLORES Santa Missa Com a bênção dos Ramos
15:00 ALGÉS Celebração penitencial e confissões individuais
18:00 MIRAFLORES Santa Missa Com a bênção dos Ramos
19:00 ALGÉS Santa Missa Com a bênção dos Ramos

03 Abr 2017

Quar_Seg_2a_S5_la_prima_pietraSEGUNDA FEIRA DA V SEMANA DA QUARESMA

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

Santo Agostinho (354-430)
Tratado sobre S. João

«Justiça e misericórdia»

Os fariseus disseram uns aos outros a propósito de Jesus: «Ele tem fama de ser verdadeiro, e respira ternura; é no campo da justiça que temos de O atacar. Vamos trazer-Lhe uma mulher apanhada em flagrante delito de adultério e recordar-Lhe o que a Lei ordena sobre essa matéria».

Que responde o Senhor Jesus? Que responde a Verdade? Que responde a Sabedoria? Que responde a própria Justiça assim posta em causa? Jesus não diz: «Que ela não seja lapidada», porque não quer opor-Se à Lei. Contudo, também não diz: «Que seja lapidada», porque não veio para perder o que tinha encontrado, mas para procurar o que estava perdido. Que responde então? Vede como Ele estava cheio ao mesmo tempo de justiça, de ternura e de verdade: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». Resposta de sabedoria, que os faz entrar em si mesmos! As suas manobras eram exteriores, mas não olhavam para o fundo do seu próprio coração. Viam a adúltera, mas não se observavam a si mesmos. […]

Esta é a voz da justiça: que a culpada seja punida, mas não por culpados; que a Lei seja executada, mas não por quem viola a Lei. […] Feridos por esta justiça como pelo ferro de uma lança, eles entraram em si mesmos e, descobrindo-se pecadores, «foram saindo um após outro».

LEITURAS:

Dan 13,1-9.15-17.19-30.33-62
Sl 23 (22)
Jo 8,1-11

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO especificação (notas)
09:00 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
09:30 CRUZ QUEBRADA Confissões
09:30 CRUZ QUEBRADA Assistência e actividades do Centro Social Paroquial
15:00 SALÃO PAROQUIAL Convívio terceira idade (pr. combatentes 139)
17:30 MIRAFLORES Confissões
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:30 ALGÉS Confissões
19:00 ALGÉS Santa Missa

2 abr 2017

QuarA5-w2V DOMINGO DA QUARESMA

in evangelhoquotidiano.org

Comentário do dia

São João Damasceno (c. 675-749)
Matinas do sábado de Lázaro

«E Jesus chorou. Diziam então os judeus: “Vede como era seu amigo”»

Porque eras Deus verdadeiro, Tu conhecias, Senhor, o sono de Lázaro e preveniste os teus discípulos. […] Mas na tua carne – Tu que não tens limites – vens até Betânia. Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias. […] Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, eu Te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por Ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.

Chorando sobre o teu amigo, na tua compaixão puseste fim às lágrimas de Marta; pela tua Paixão voluntária, secaste todas as lágrimas do rosto do teu povo (Is 25,8). «Bendito sejas, Deus de nossos pais!» (Esd 7,27). Guardião da vida, chamaste um morto como se ele dormisse. Com uma palavra, rasgaste o ventre dos infernos e ressuscitaste aquele que começou a cantar: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!» A mim, estrangulado pelas amarras dos meus pecados, ergue-me também e eu cantarei: «Bendito sejas, Deus dos nossos pais!» […]

Em reconhecimento, Maria traz-Te, Senhor, um vaso de mirra que estaria preparado para seu irmão (Jo 12,3) e canta-Te por todos os séculos. Como mortal, invocas o Pai; como Deus, despertas Lázaro. Por isso nós Te cantamos, ó Cristo, pelos séculos dos séculos. […] Tu despertas Lázaro, morto há quatro dias; fá-lo erguer-se do túmulo, designando-o assim como testemunha verídica da tua ressurreição ao terceiro dia. Tu andas, falas, choras, meu Salvador, mostrando a tua natureza humana; mas, ao despertares Lázaro, revelas a tua natureza divina. De maneira indizível, Senhor, meu Salvador, de acordo com as tuas duas naturezas e de forma soberana, Tu operaste a minha salvação.

LEITURAS:

Ez 37,12-14
Sl
130 (129)
Rom 8,8-11
Jo 11,1-45

ESTE DIA:

HORA E LOCAL ACÇÃO especificação (notas)
09:00 ALGÉS Laudes
09:30 LOCAL Santa Missa
09:45 ALGÉS Catequese com os catecúmenos
11:00 ALGÉS Santa Missa terceiro Escrutínio
11:00 MIRAFLORES Catequese
12:15 CRUZ QUEBRADA Santa Missa
12:15 MIRAFLORES Santa Missa
13:30 MIRAFLORES Almoço primeiro Domingo
15:30 MIRAFLORES Preparação para os Baptismos até às 18:00 (pais e padrinhos)
16:30 ALGÉS Catequese de adultos (preparação para o sacramento da Confirmação e/ou Primeira Comunhão)
18:00 MIRAFLORES Santa Missa
18:00 ALGÉS Catequese com os Catecúmenos adultos
19:00 ALGÉS Santa Missa terceiro Escrutínio

O sofrimento, um mistério que interpela o Homem

CONVITE

Encontros «Porque o Verbo Se fez carne».

Um tempo de beleza, de escuta, de contemplação, de testemunho, de oração. Na Imagem do Pai em Cristo Jesus se encontra a verdade do Homem.

Quarta-feira, 29 março 2017

Às 9 da noite, para que todos possam vir.

Pe. António Figueira

25 mar 2017

50X70-BEATO-ANGELICO-ANUNCIAZIONE-50702SOLENIDADE DA ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

do Ofício:

SEGUNDA LEITURA

Das Cartas de São Leão Magno, papa
(Epist. 28 a Flaviano, 3-4: PL 54, 763-767)  (Sec. V)

O mistério da nossa reconciliação

   A humildade foi assumida pela majestade, a fraqueza pela força, a mortalidade pela eternidade. Para saldar a dívida da nossa condição humana, a natureza impassível uniu-se à nossa natureza passível, a fim de que, como convinha para nosso remédio, o único mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, pudesse ser submetido à morte como homem e dela estivesse imune como Deus.
Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na sua humanidade. Por «nossa humanidade» queremos dizer a natureza que o Criador desde o início formou em nós e que Ele assumiu para a renovar.
Mas daquelas coisas que o Enganador trouxe e o homem enganado aceitou, não há nenhum vestígio no Salvador; nem pelo facto de se ter irmanado na comunhão da fragilidade humana Se tornou participante dos nossos delitos.
Assumiu a forma de servo sem mancha de pecado, elevando a humanidade, não diminuindo a divindade: porque aquele aniquilamento pelo qual o Invisível se fez visível, e o Criador
e Senhor de todas as coisas quis ser um dos mortais, foi uma condescendência da sua misericórdia, não foi uma quebra no seu poder. Por isso Aquele que, na sua condição divina, fez o homem, assumindo a condição de servo fez-Se homem.
Entra portanto o Filho de Deus na baixeza deste mundo, descendo do trono celeste, mas sem deixar a glória do Pai; é gerado e nasce, de modo totalmente novo.
De modo novo, porque, sendo invisível em Si mesmo, torna-Se visível na nossa natureza; sendo incompreensível, quer ser compreendido; existindo antes do tempo, começa a viver no tempo; o Senhor do Universo toma a condição de servo, obscurecendo a imensidão da sua majestade; o Deus impassível não desdenha ser um homem passível, o imortal submete-Se às leis da morte.
Aquele que é Deus verdadeiro é também verdadeiro homem; e não há ficção alguma nesta unidade, porque n’Ele é perfeita respectivamente a humildade do homem e a grandeza de Deus.
Nem Deus sofre mudança com esta condescendência da sua misericórdia, nem o homem é destruído com a elevação a tão alta dignidade. Cada natureza realiza, em comunhão com a outra, aquilo que lhe é próprio: o Verbo realiza o que é próprio do Verbo, e a carne realiza o que é próprio da carne.
A natureza divina resplandece nos milagres, a humana sucumbe nos sofrimentos. E assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória paterna, assim também a carne não perde a natureza do género humano.
É um só e o mesmo – não nos cansaremos de repeti-lo – verdadeiro Filho de Deus e verdadeiro Filho do homem.
É Deus, porque no princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus; é homem, porque o Verbo Se fez carne e habitou entre nós.