SEGUNDA-FEIRA SANTA – 21/MARÇO/2016

a_JesusComMartaEMariaIsaías 42, 1-7; Sal 26, 1-3. 13-14 ; João 12, 1-11

“A MIM, NÃO ME TEREIS SEMPRE… ” ( Jo. 12,1-11). Algo inaudito sucedera: a ressurreição de Lázaro. Os inimigos de Jesus agitam-se, conspiram. Dentro de alguns dias será a Páscoa; para Jesus é a hora anunciada e aguardada. Perante a gravidade desta hora, Ele vai procurar de novo o apoio dos Seus amigos de Betânia, come, e até deixa que Maria lhE banhe os pés com um precioso per fume. Com a aproximação dramática dos acontecimentos capitais da Paixão isto pode parecer irrisório. Ora, é extraordinário – ou, ousemos dizê-lo, é “divino” – : neste homem Jesus, que não levanta o tom de voz, é toda a ternura de Deus que se manifesta. Ele aceita o dom generoso, sinal do grande amor desta mulher. Até ao fim Ele estará junto dos pequenos, dos fracos, e por isso é O Servo. À aclamação das multidões do domingo de Ramos, sucede pois o gesto de Maria, derramando perfume nos pés de Jesus, expressão da ternura e do reconhecimento, do serviço e da adoração. Ímpeto de amor do coração de uma mulher que ultrapassa todos os olhares e conveniências porque se sabe salva. Não diz nada, mas age. Jesus acolheu feliz esta manifestação de amor. No início da semana em que o silêncio vai cobrir a terra, em que ficaremos sem voz perante a vida que Cristo dá, procuremos, num gesto espontâneo de reconhecimento, manter-nos próximos d’Ele.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

DOMlNGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR – 20/MARÇO/2016

a_EntradaDeJesusEmJerusalemIsaías 50,4-7; Sal 21,8-9.17-20.23-24; Filipenses 2,6-11; Lucas 22,14–23, 56

RECONFORTAR QUEM JÁ NÃO PODE MAIS – ( Is. 50,4c). Ao entrever a Paixão, Isaías põe na boca dO Servo das dores, palavras espantosas: “Para eu saber dar palavras de alento aos desanimados”. São palavras sem dúvida inesperadas pois sabemos como a nossa tendência natural será sempre – quando em sofrimento – dobrar-nos sobre nós mesmos, transformando-nos no centro do mundo. Quem, a não ser alguém que nunca tenha sofrido dolorosamente, ousará dizer a um homem em sofrimento que já não consegue aguentar mais: “Tu és um egoísta, só pensas em ti!” Os discípulos de Cristo não podem ficar por aqui. Mas, esta anomalia do Servo – relativamente às tendências naturais – é reveladora d’O Mistério de amor de um Deus que encarna para ser Redentor. A profecia de Isaías: “Deixei-me instruir pelo sofrimento para reconfortar quem já não pode mais”, refere-se aos sofrimentos da humanidade, desde as origens até ao final dos tempos. O reconforto anunciado não é mera palavra de encorajamento, é a Páscoa : a vida divina e eterna. Continue a ler DOMlNGO DE RAMOS NA PAIXÃO DO SENHOR – 20/MARÇO/2016

SÁBADO – 19/MARÇO/2016

a_SaoJoseS. JOSÉ, ESPOSO DE MARIA. “Homem justo” (Mat.1,19), esposo da Virgem Maria, cuidou de Jesus como um pai. Guardião da Sagrada Família, continua hoje a proteger a Igreja universal de que é STO. Padroeiro.

2 Samuel 7,4-5a.12-14a.16; Sal 88,2-5.27.29; Roman. 4,13.16-18.22; Mateus 1,16.18-21.24a

“…E ELE SERÁ PARA MIM UM FlLHO…” (2 Sam.7,14a). Nas Escrituras judaicas, Deus é diversas vezes apresentado como Pai. Podemos reter dois locais importantes : a metáfora paternal do profeta Oseias a celebrar o amor de Deus pelo Seu Povo infiel (“do Egipto chamei o meu filho”, Os.11,2), e no texto de hoje, onde Deus faz aliança com David e promete adoptar-lhe um descendente como Filho. Jesus, não Se situará nem na metáfora, nem na reivindicação de um poder dinástico. A Sua filiação tem uma proximidade inaudita que Ele manifestará num rosto de Deus Pai sem precedentes, inimaginável. Continue a ler SÁBADO – 19/MARÇO/2016

SEXTA-FEIRA – 18/MARÇO/2016

a_SaoCiriloDeJerusalemS. CIRILO DE JERUSALÉM (~315-). Em 345 foi ordenado sacerdote por Máximo II, bispo de Jerusalém, a quem sucedeu depois da sua morte ou deposição pelos eusebianos. Nas suas Catequeses Mistagógicas, Cirilo de Jerusalém explica os rituais cristãos do Baptismo, da Confirmação, e da celebração Eucarística. Nelas acedemos ao anúncio da fé na Igreja primitiva e às manifestações de culto dessa fé. Cirilo buscava no Antigo Testamento os anúncios e prefigurações do Novo, em oposição aos judeus, e demonstra a unidade de ambos, o que também era negado pelos gnósticos. Combateu os hereges, cujas obras diz ter lido: “Estas coisas estão nos livros dos maniqueus, eu li-as, porque não acreditava nos que me falavam delas; e examinei -as cuidadosamente para segurança vossa e ruína dos outros”. É Doutor da Igreja.

Jeremias 20,10-13; Sal 17,2-7; João 10,31-42

OS ACTOS E AS PALAVRAS (Jo.10,32-42). Jesus está em perigo. Acusado de blasfémia, arrisca-Se a ser de repente preso e lapidado. Sob esta ameaça, retira-Se para o deserto, para passar despercebido. A Sua hora ainda não chegou : as acções que realiza não são compreendidas, os Seus sinais são mal interpretados. Os Continue a ler SEXTA-FEIRA – 18/MARÇO/2016

QUINTA-FEIRA – 17/MARÇO/2016

a_SaoPatricioDaIrlandaS. PATRíCIO DA IRLANDA (390-461). Gaulês de nascimento, semeou o Evangelho na Irlanda, fundando igrejas e mosteiros, convertendo à fé cristã reis e druídas, bardos e camponeses. É o Padroeiro da Irlanda.

Génesis 17,3-9; Sal 104, 4-9; João 8,51-59

“O HOMEM PÕE E DEUS DlSPÕE…”(Jo.8,51-59). Deus prometera enviar O Messias para salvar O Seu Povo. Abraão teve fé na promessa e alegrou-se. Os seus descendentes, herdeiros das promessas, estariam, em princípio, melhor preparados para acolherem O Messias. Jesus veio e propõe a vida eterna aos que crerem. Mas O Povo Eleito já não conhecia O Pai nem as Suas promessas e não consegue ver em Jesus O Messias. Considera-O apenas “um possesso” que pretendia ser maior que Abraão! Uma vez mais devemos ter em conta a pergunta que os judeus fazem a Jesus: “Quem pretendes Tu ser?”. Não é esta a pergunta que fazemos na comunhão de Continue a ler QUINTA-FEIRA – 17/MARÇO/2016