TERÇA-FEIRA – 1/DEZEMBRO/2015

EdmundCampionSTOS. EDMUND CAMPION SJ (1540-81) e ROBERT SOUTHWELL SJ (1561-95) e 26 CC. Dez
santos e dezoito beatos, todos jesuítas da Inglaterra e do País de Gales, que ali foram martirizados entre 1573 e 1679, num tempo de feroz perseguição à lgreja católica. Como a pena de morte não se justificaria apenas por serem sacerdotes católicos, foram acusados de conspiração e de exortar os estrangeiros a invadirem o país da rainha Isabel I. Elevados ao altar pelo papa S.Paulo Vl, em 1970, incluindo-os nos 40 mártires de Inglaterra.

Isaías 11,1-10; Sal 71,2.7-8.12-13. 17; Lucas 10,21-24

“FELlZES OS OLHOS QUE VÊEM O QUE VÓS VEDES!…”(Luc.10,21-24). Ao desejar o que Deus quer, estamos a querer o nosso maior bem. E Deus quer que contemplemos O Seu Filho, que Se fez homem. Convida-nos a uma contemplação que se inicia neste mundo e apenas terminará no céu, onde veremos Deus face a face, sem necessidade de palavras mergulhadas no tempo, “intermédias”, falsificadoras da realidade. É preciso que a nossa contemplação de Deus seja tão natural como a Continue a ler TERÇA-FEIRA – 1/DEZEMBRO/2015

SEGUNDA-FEIRA – 30/NOVEMBRO/2015

SantoAndreSTO. ANDRÉ (séc. I). Pescador como o seu irmão Simão-Pedro, foi o primeiro discípulo a ser chamado por Jesus. Após O Pentecostes partiu para evangelizar a Grécia e a Ásia Menor. Aprisionado em Patras, morreu mártir numa cruz em forma de “X”, elemento importante nas construções, a que os arquitectos e engenheiros chamam hoje “cruz de STO. André”.

Romanos 10, 9-18 ; Sal 18A, 2-5 ; Mateus 4, 18-22

“ELES SEGUIRAM-NO…” (Mateus 4,18-22). “Largando logo as redes, eles seguiram-nO…” “Seguiram”, palavra grega que em português deu acólitos. No judaísmo do 1º séc., a palavra seguir designava correntemente o respeito, a obediência e os numerosos serviços que os discípulos dos rabis deviam aos seus mestres. Mas ao aplicar a palavra a Jesus e aos discípulos, Mateus muda-lhe o sentido: já não é o Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 30/NOVEMBRO/2015

I DOMINGO DO ADVENTO 2015-2016 – 29/ NOVEMBRO/2015

S. GREGÓRIO, o TAUMATURGO (268). Nascido numa família pagã nobre do Mar Negro, os estudos para a advocacia fizeram-no encontrar Orígenes (ensinava Teologia na mesma cidade) e o bom exemplo deste mestre levou-o à conversão e ao baptismo. Regressado à sua cidade natal de Neocesareia do Ponto, foi eleito bispo. Homem de fé extraordinária, operava autênticos milagres. Ninguém via nunca no seu comportamento o menor sinal de cólera; as suas respostas eram simples: “sim”,“sim” ou “não”,“não”, como manda o o evangelho ; sua piedade era tão admirável que ao rezar parecia estar a ver o invisível.

S. TIAGO DE SAROUG (451-521). Bispo de Batnan, na Síria, é um grande escritor e poeta da Igreja cristã Síria-Ocidental. Das 760 homilias que compôs apenas um terço chegou até nós, onde ele canta a beleza do agir de Deus na história, simbólicamente reflectida no Seu olhar misericordioso, revelado no rosto de Jesus-Cristo.

Jer. 33,14-16; Sal 24,4-5.8-10.14 ; 1 Tessal. 3,12–4,2 ; Lucas 21,25-28.34-36

“LEVANTAI A CABEÇA !…” (Lucas 21,25-28.34-36). Mesmo que na vida haja dias em que tudo vai bem, todos já experimentámos a travessia do deserto em dias de tempestade quando é necessário aprender a levantar-nos e a reencontrar o norte. O futuro, subitamente, torna-se uma fonte de angústia e de perguntas. É então muito grande a tentação de procurar sinais para compreender, interpretar ou acolher o que acontece e cai sobre nós. Quem é que nunca procurou sinais antes de arriscar um passo ou de comprometer a própria vida? Em todos os tempos, o homem procurou sinais. São numerosos os que, ainda hoje estão à espreita de sinais para terem a certeza de que o tempo vai melhorar, que a doença se afasta ou que a paz está próxima. Sabemos como para nós próprios, para os nossos próximos ou para povos inteiros, são importantes estes sinais e como eles nos ajudam a suportar, a esperar, a viver. Sinais que nos convidam a levantar a cabeça! Começa hoje o tempo do Advento e os textos da liturgia assemelham-se, estranhamente, a palavras para tempos de crise, a raios de sol no coração da tempestade ou, muito simplesmente, a palavras que dão esperança: um mundo que desaparece e outro que vem. O Advento conduz-nos ao Natal, mas este tempo litúrgico não é apenas um tempo que nos prepara para celebrar um aniversário. É um tempo em que precisamos conjugar o passado, o presente e o futuro: Cristo nasceu, Cristo está aqui, Cristo regressará! Deus fez-Se homem. É tempo para levantar a cabeça e descobrir na nossa vida, e à nossa volta, sinais da vinda dO Reino de Deus.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SÁBADO – 28/NOVEMBRO/2015

A_MedalhaMilagrosaSTA. CATARINA LABOURÉ (1809-76). Carmelita, “santa do silêncio”, vidente de Nª Sª que lhe deu, em 1830, ainda noviça, a medalha hoje conhecida por Medalha Milagrosa. “A Medalha é um catecismo ao alcance de todos, é um meio audiovisual antecipado… desde que seja distribuída, não como talismã, mas com fé e amor…”

Daniel 7,15-27; Daniel 3,82-87; Lucas 21,34-36

VOLTEMOS SEM CESSAR A CRlSTO (Dan.7,15-27). Daniel, em linguagem codificada, decifra aos contemporâneos a visão que ontem se leu. O ímpio rei Antíoco IV continuava a oprimir Israel e a tentar destruir os fundamentos da Aliança, mas o seu tempo estava contado. Perante as desordens fundamentalistas do nosso tempo, não estará aqui uma mensagem que também nos diz respeito e nos ajuda a manter a fé e a esperança? O nosso desespero e renúncia à luta não darão a vitória a todos esses causadores de desgraças?

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEXTA-FEIRA – 27/NOVEMBRO/2015

A_FranciscoFasaniS. FRANCISCO FASANI (1681-1742) Franciscano, modelo perfeito de sacerdote e de pastor de almas, defensor dos pobres. Superior do convento de Lucera. “Ele fez do amor, ensinado por Cristo, o critério basilar do seu pensamento e acção”, disse S.João-Paulo ll na canonização, em 1986.

Daniel 7,2-14; Daniel 3,75-81; Lucas 21,29-33

CRISTO PRECISA DE NÓS (Dan.7,2-14). Entramos hoje na 2ª parte, a maior do Livro de Daniel, cujo estilo é mais simbólico e difícil. Apresenta “O Filho do homem”, figura messiânica que anuncia Jesus, no Seu combate vitorioso contra todas as formas de desumanidade, as quais, na visão de Daniel estão simbolizadas pelas “feras” que emergem do mar. Mas apesar da vitória dO “Filho do homem” estar garantida nem por isso ela requer menos a nossa cooperação. Então, procuremos nos diferentes lugares em que estivermos, aplicar-nos no respeito e a fazer respeitar os mais desfavorecidos, aqueles irmãos sem-voz, com os quais Jesus se identifica (Mateus 25, 31-46).

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.