QUARTA-FEIRA – 26/AGOSTO/2015

STOS. LIBERATO, BONIFÁCIO e COMPANHEIROS (484) . Martirizados pelos vândalos arianos, em Cartago, na Tunísia.

STA TERESA JORNET (1843-97). Catalã fundadora das “Irmãzinhas dos velhos abandonados”. O papa Paulo Vl canonizou-a em 1974.

1 Tessalonicenses 2, 9-13; Sal 138, 7-12; Mateus 23, 27-32

UMA RELAÇÃO DE PARENTESCO (1 Tessalonicenses 2,9-13). Para falar das suas relações com a comunidade de Tessalónica, Paulo utiliza imagens de parentesco: mãe e pai. Imagens erradas dirão alguns, capazes de promover atitudes infantis desdenharão outros. Mas apesar das ambiguidades inerentes a esta ou a qualquer linguagem religiosa, procuremos reter delas o essencial: trata-se duma relação que gera a vida de fé, a qual não se confunde nem com uma relação hierárquica, nem com uma de ensino puro e simples. Ela é uma relação difícil mas fecunda que só pode enraízar-se através de oração fervorosa.

“NO INTERIOR VÓS ESTAIS CHEIOS DE HIPOCRISIA E MALÍClA… ” ( Mat. 23,27-32) . A dolorosa constatação de Jesus, ontem iniciada e que hoje prossegue, constitui ainda um apelo à conversão. Os antigos profetas tinham usado uma linguagem assim severa e Jesus fala aqui como profeta, em nome de Deus que se fizera ouvir por intermédio de Moisés: “Sede santos porque Eu Sou Santo”. S. Cesário d’Arles, monge e bispo de Arles durante 40 anos (503-543), que hoje também celebramos, influenciou a França meridional e a Espanha com as suas homilías simples e vibrantes expondo a doutrina dos Concílios a que presidiu. Dizia ele num sermão: “Que Cristo vos ajude, queridos irmãos, a acolher sempre a leitura da Palavra de Deus com um coração ávido e sedento : assim, a vossa obediência fidelíssima há-de saciar-vos de alegria espiritual”.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

TERÇA-FEIRA – 25/AGOSTO/2015

BTO. MIGUEL DE CARVALHO (1577-1624). Natural de Braga, este jesuíta, apesar da interdição aos missionários, conseguiu entrar no Japão disfarçado com o trage de soldado e, depois de aprender a língua, dedicou-se a confessar os cristãos japoneses. Descoberto, aceitou com alegria a sentença de morte e foi queimado em fogo lento com mais 3 sacerdotes e um irmão leigo.

BTO. TOMÁS KEMPIS (1379-1471) . É a este monge alemão, que viveu o essencial da sua vida no mosteiro do monte de S TA Inês, perto de Zwolle (Holanda), que hoje se atribui a redacção da célebre obra de devoção: “A Imitação de Cristo”.

1 Tessalonicenses 2, 1-8 ; Sal 138, 1-6 ; Mateus 23, 23-26

A PRÁTICA DO DISCERNIMENTO (1 Tessalonicenses 2,1-8) . Embora por vezes Paulo se louve a si mesmo (Cor.10, 33) não é o caso do 2o cap. da 1a Carta aos Tessalonicenses. Não deve ler-se a Escritura para se ficar transformado num “poço” de atitudes piedosas préviamente preparadas, mas sim para se aprender a praticar o discernimento. Isto pressupõe a existência de carácter, da presença que se tem perante a Palavra, perante a realidade, e perante nós-mesmos e de todos aqueles que nos rodeiam. Porque, embora não se trate nem de seduzir nem de enganar ninguém, devemos esforçar -nos por agradar “em tudo a todos”, sem procurar “o nosso próprio interesse, mas o interesse do maior número, afim de que eles sejam salvos”. Peçamos isto aO Espírito de Amor e de Verdade!

“AI DE VÓS ESCRIBAS E FARISEUS HIPÓCRITAS… ” ( Mateus 23,23-26). Este Evangelho não parece ser nada positivo ! Quem hoje fulmina os fariseus não é afinal O mesmo que Deus enviou ao mundo, não para o julgar mas para o salvar? (Jo.3,17). É importante constatar que o “Infelizes de vós…” de Jesus não é uma maldição mas sim uma dolorosa constatação. Mas como são duras estas palavras: Aquele que é a Vida condena os que levam à morte a relação com Deus. Então, a partir de hoje, oremos e actuemos com a graça divina para que um dia, como algo negro que se torna branco, o “infelizes…” se torne num “bem-aventurados…” E que nos acolham no céu os braços abertos com esta frase : “Feliz és tu, querido filho de Deus, porque seguiste o caminho da verdade e da vida; bem-aventurada és tu, querida filha de Deus, porque anunciaste o Meu Evangelho com as tuas palavras e a tua vida”. Feliz aquele que, ao reconhecer as suas falhas nos preceitos que a Lei tem de mais grave, renuncie à sua personalidade exterior e vá humildemente até aO Salvador: esse receberá um coração novo onde estará gravada a Nova Lei, impressa pelO Criador.

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 24/AGOSTO/2015

SaoBartolomeuS. BARTOLOMEU. Um dos Doze Apóstolos. Originário de Caná assistiu sem dúvida ao milagre das bodas de Caná onde se confirmou a sua fé primeira. Bartolomeu surge, no evangelho de João, com o nome de Natanael. Foi levado a Jesus pelo amigo Filipe e terá, segundo uma lenda do séc. XIII, sido esfolado vivo na Arménia.

Apocalipse 2, 9b-14; Sal 144, 10-13. 17-18; João 1, 45-51

A VlSÃO DE JOÃO (Apocalipse 2,9b-14). “Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa dO Cordeiro”. No silêncio irradiante em que se contempla a visão da Igreja dos últimos tempos, o Anjo parece estar a murmurar a S.João,
o teólogo: “Tu viste a esposa dO Cordeiro ? Tu viste O Espírito !” Iniciada em Cristo (Jo.1,32) a “visão” dO Espírito completa-se na realidade da Igreja. Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 24/AGOSTO/2015

21a SEMANA DO TEMPO COMUM 2015 (ANO B) XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/AGOSTO/2015

STA. ROSA DE LIMA (1586-1617). Oração, caridade e austeridade: 3 palavras que resumem vida desta Peruviana, terciária dominicana e primeira santa das Américas, canonizada pelo papa Clemente X, em 1671. Padroeira da América, Filipinas e Índias Orientais.

Josué 24, 1-2a. 15-18b ; Sal 33, 2-3.16-23 ; Efésios 5, 21-32 ; João 6, 60-69

“ESCOLHEI A QUEM DESEJAIS SERVIR…” ( Josué 24,1-2a. 15-18b) . Depois da morte de Moisés, foi Josué que dirigiu a entrada dos filhos de Israel na Terra Prometida. Mas a região era habitada pelos Cananeus e Filisteus que praticavam outras religiões: isto significava que a fidelidade ao Deus de seus pais iria ser posta a uma rude prova. Josué tinha pois a pesada tarefa de lhes recordar os compromissos assumidos no Sinai. Em cada etapa de avanço do povo, repetia-lhes o projecto de Deus: “Recordai-vos das palavras que vos disse Moisés, o servo dO Senhor : O Senhor vosso Deus concede-vos descanso; Ele deu-vos este país” (Josué 1,13). Assim, no final da sua vida, teve a preocupação de mais uma vez selar solenemente a união das tribos em torno da Aliança: “Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém”. E, ali, os filhos de Israel prometeram ser fiéis aO Senhor: “Mais vale morrermos do que abandonar O Senhor para servir outros deuses!” Por Deus Se ter revelado como Seu libertador e protector ao longo do percurso da liberdade, o Povo de Israel pôde ousar ter confiança no futuro: “É O Senhor nosso Deus que nos fez sair, a nós e a nossos pais, da casa de escravidão na terra do Egipto, é Ele que operou sob os nossos olhos todos estes grandes prodígios e nos protegeu ao longo do caminho que temos percorrido”.

UMA ESCOLHA PESSOAL (Jo. 6,60-69). Quem exagera ? Jesus com “estas palavras insuportáveis”? Ou os discípulos que tinham comido pão até à saciedade alguns dias antes? A comunidade que pôs por escrito a passagem proposta no evangelho de hoje testemunha uma experiência de fé significativa. Primeiro descobre que permanecer fiel a Cristo é uma graça. Na longa caminhada com O Mestre, as razões para O deixar têm sido numerosas. Quantas vezes os discípulos se afastaram iludidos de que podiam manter-se fiéis nas provações apenas com a sua vontade ? Até ao dia em que sentiram na própria carne que “é O Espírito que faz viver”. A partir daí, o seu anúncio é sem ambiguidade : ninguém pode vir a Cristo se isso não lhe for concedido pelO Pai. A seguir, depois da manhã da Páscoa, a comunidade cristã compreendeu que Cristo é O único Salvador. Durante muito tempo, essa salvação ficara obscura. Para alguns, ela viria numa restauração política, para outros, após um profeta que curaria as doenças e daria de comer ás multidões… Até ao dia em que a comunidade se apercebeu que as palavras de Jesus eram espírito e eram vida. Logo depois, centrada em Cristo, ela reconheceu que Ele tinha palavras de vida eterna. Finalmente, a 1a geração de cristãos constatou que a escolha para seguir Cristo pertence a cada um. Trata-se duma decisão pessoal, duma adesão livre e sem reservas. Partir ou ficar. Acolher o dom dO Pai ou batalhar com as po bres mãos. Viver… ou morrer. Para despertar a nossa atenção e o nosso amor, aprendamos a subir até à fonte, contemplando O Senhor ao longo de todo o Seu percurso terrestre. Ele é O Verbo feito carne, que Se dá em alimento. Porque, como escreveu Maurice Zundel: “A Eucaristia (…) é essa oferenda infinitamente real de uma Presença universal, que só pode juntar -Se a nós se nos tornarmos nós mesmos universais (…) A Eucaristia pressupõe que estejamos preparados para todos os despojamentos, para todas as humilhações, para todos os perdões que preparam o nosso reencontro com O Homem-Deus.”

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint-Martin de Mondaye (Suplemento Panorama, Edição Bayard, Paris). Selecção e síntese: Jorge Perloiro

Sábado da XX Semana – TC – Ano impar 22/AGOSTO/2015

Beata_Vergine_Maria_Regina_AJNOSSA SENHORA, RAINHA: A festa de hoje foi instituída por Pio XII, em 1955. Antecedida pela festa da Assunção de Nossa Senhora, celebramos hoje aquela que é a Mãe de Jesus, Cabeça da Igreja, e nossa Mãe. Pio XII assim fala de Nossa Senhora Rainha: “Procurem, pois, acercar-se agora com maior confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono de graça e de misericórdia da Rainha e Mãe Nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto … Há, em muitos países da terra, pessoas injustamente perseguidas por causa da sua profissão cristã, e privadas dos direitos humanos e divinos da liberdade … A estes filhos atormentados e inocentes, volva os seus olhos misericordiosos, cuja luz serena as tempestades e dissipa as nuvens, a poderosa Senhora das coisas e dos tempos, que sabe aplacar as violências com o seu pé virginal; e à todos conceda que em breve possam gozar da merecida liberdade … Todo aquele, pois, que honra a Senhora dos celestes e dos mortais, invoque-a como Rainha sempre presente, Medianeira de paz”.

Rute 2,1-3.8-11.4,13-17;  Sal 128(127),1-2.3.4.5;  Mt 23,1-12.

Comentário do dia
São Bento (480-547), monge, co-padroeiro da Europa Continue a ler Sábado da XX Semana – TC – Ano impar 22/AGOSTO/2015