Domingo XX do Tempo Comum Ano B – 26/AGOSTO/2015

SANTO ESTÊVÃO, rei da Hungria, +1038: Rei da Hungria, foi convertido por Adalberto, Bispo de Praga, e dedicou a vida a fazer de seu reino, tanto quanto possível, uma imagem do Reino dos Céus. Foi casado com a Gisela, irmã do imperador Henrique. Deixou por escrito normas de governo para seu filho e herdeiro, Américo, o qual não chegou a reinar pois faleceu antes do pai. A coroa real de Estêvão, oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.

S. ROQUE, peregrino, séc. XIV: Nascido no começo do século XIV, em Montpellier, na França, Roque ficou órfão de pai e mãe muito jovem e resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio e partindo em peregrinação para Roma. No decorrer da viagem, encontrou vários necessitados e ofereceu-se como voluntário na assistência dos doentes no local de tratamento, onde operou as primeiras curas milagrosas. Onde surgia um foco de peste, lá estava Roque ajudando, pela sua corajosa e activa caridade. Após muitos anos na Cidade Eterna, e de passagem por Placência, foi contagiado pela peste, aparecendo-lhe uma grande ferida numa perna, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência aos atingidos pelo mesmo mal. Para não contaminar ninguém isolou-se na floresta. Sempre vemos São Roque representado em trajes de peregrino com um cão que está a seu lado e lhe dá um pão. Esta gravura é inspirada numa passagem da sua vida, em que, atingido pela peste e fugindo para uma cabana, teria morrido de fome se um cachorro sem dono não lhe tivesse trazido diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água para lhe matar a sede. Ao chegar a Montpellier, foi preso e levado diante do governador, que era seu tio, mas não o reconheceu, tendo sido confundido com um espião; jogado numa prisão, ficou aí desfalecendo cerca de cinco anos, até que a morte o colheu, abandonado e esquecido por todos. Alguns biógrafos dizem que, segundo a tradição, a sua avó o teria reconhecido pela mancha que trazia no peito em forma de cruz.

Prov 9,1-6; Sal 34(33),2-3.10-11.12-13.14-15; Ef 5,15-20; Jo 6,51-58.

Comentário do dia
São Gaudêncio de Brescia (?-após 406), bispo
Homilia pascal; CSEL 68, 30

«Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.»

O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente a herança legada pelo seu novo testamento; Ele deixou-no-la na noite em que ia ser entregue para ser crucificado, como garante da sua presença. Ele é o viático da nossa viagem, o nosso alimento no caminho da vida, até chegarmos à outra Vida, depois de deixarmos este mundo. Era por isso que o Senhor dizia: «Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.» Ele quis que os seus benefícios permanecessem entre nós; quis que as almas resgatadas pelo seu sangue precioso fossem sempre santificadas à imagem da sua própria Paixão. Foi por essa razão que ordenou aos seus discípulos fiéis, que estabeleceu como primeiros sacerdotes da sua Igreja, que celebrassem estes mistérios de vida eterna. […] Com efeito, a multidão dos fiéis devia ter todos os dias diante dos olhos a representação da Paixão de Cristo; tendo-a nas mãos, recebendo-a na boca e no coração, ficaremos com uma recordação indelével da nossa redenção. É preciso que o pão seja feito com a farinha de numerosos grãos de fermento misturada com água, e que receba do fogo o seu acabamento. Aí temos, então, uma imagem semelhante ao corpo de Cristo, pois sabemos que Ele forma um só corpo com a multidão dos homens, que recebeu o seu acabamento do fogo do Espírito Santo. […] Do mesmo modo, o vinho do seu sangue é extraído de diversos cachos de uvas, isto é, de uvas da vinha plantada por Ele, esmagadas sob o peso da cruz; vertido no coração dos fiéis, aí borbulha pelo seu próprio poder. É este o sacrifício da Páscoa, que traz a salvação a todos os que foram libertados da escravatura do Egipto e do Faraó, isto é, do demónio. Recebei-o em união connosco, com a avidez de um coração religioso.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

SÁBADO – 15/AGOSTO/2015 – ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA – SOLENIDADE

Proud-hon_Pierre_Paul_L-Assomption_de_la_ViergeASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA: A morte da Virgem Maria chama-se dormição, porque foi sonho de amor. Não foi triste nem doloroso; foi o cumprimento dum desejo. É probabilíssimo e hoje bastante comum a crença de a Santíssima Virgem ter morrido antes que se realizasse a dispersão dos apóstolos. A tradição antiga localiza a sua morte no Monte Sião, na mesma casa em que seu filho celebrara os mistérios da Eucaristia e onde, em seguida, tinha descido o Espírito Santo sobre os apóstolos. Hoje, sobre a parte da área que a Basílica de Constantinopla ocupou, levanta-se a “igreja da Dormição”, magnífica rotunda de estilo gótico, consagrada em 1910, cujas pontiagudas torres se descobrem de todos os ângulos de Jerusalém. É lugar preferido por fiéis de todas as confissões cristãs para o seu último descanso na terra. Assim vê-se rodeada de cemitérios católico, grego, arménio e protestante anglicano. Por meio da Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, definiu Pio XII esta doutrina como dogma de fé. Dada em Roma, junto de S. Pedro, no ano do grande Jubileu, mil novecentos e cinquenta, no dia primeiro de Novembro, festa de todos os Santos.

Apoc 11,19a.12,1-6a.10ab;  Sal 45(44),10bc.11.12ab.16; 1 Cor 15,20-26; Lc 1,39-56

Comentário do dia
São João Damasceno (c. 675-749), monge, teólogo, doutor da Igreja
Segunda homilia sobre a Dormição Continue a ler SÁBADO – 15/AGOSTO/2015 – ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA – SOLENIDADE

Sexta-feira 14/AGOSTO/2015

San_Massimiliano_Maria_KolbeS. MAXIMILIANO MARIA KOLBE, presbítero, mártir, +1941: Nasceu na Polónia, em 1894. Morreu num campo de concentração nazista, oferecendo a sua vida em favor de um pai de família condenado à morte. Era franciscano conventual. Ensinou teologia em Cracóvia. Devotadíssimo de Nossa Senhora, fundou, na Polónia, a Milícia da Imaculada. E para maior divulgação da devoção à Imaculada, criou a Revista Azul, destinada aos operários e camponeses, alcançando, em 1938, cerca de 1 milhão de exemplares. A “Cidade da Imaculada” abrigava 672 religiosos e um vasto parque gráfico. Foi percursor das comunicações. Perto de Nagasaki fundou uma segunda Cidade da Imaculada com o seu boletim mariano e missionário, impresso em japonês. Regressado à Polónia, foi preso pelos nazistas devido à influência que a revista e publicações marianas exerciam. Foi dia 7 de Fevereiro de 1941, em Varsóvia. Dali foi levado para Auschwitz e condenado a trabalhos forçados. Exerceu um verdadeiro apostolado no meio dos companheiros de infortúnio, encorajando-os a resistir com firmeza de ânimo. Foi ali que se ofereceu para morrer no lugar de Francisco Gajowniczek. Único sobrevivente do grupo, no subterrâneo da morte, Maximiliano Kolbe resistiu Continue a ler Sexta-feira 14/AGOSTO/2015

Quinta-feira – 13/AGOSTO2015

San_PonzianoSTO. HIPÓLITO, presbítero, mártir, +235: Hipólito foi o mais importante escritor cristão do final do século III. Entre suas obras mais conhecidas estão as “Teorias Filosóficas”, o “Livro de Daniel” e “A tradição apostólica”, em que são retratados temas importantes como culto, disciplina e costumes cristãos da época. Lutou energicamente pela preservação da fé recebida dos Apóstolos. Foi martirizado juntamente com o Papa S. Ponciano.

S. PONCIANO, papa, mártir, +235: Ponciano foi eleito bispo de Roma em 231. Exilado em 235 pelo imperador Maximiano, cumpriu seu exílio juntamente com Hipólito, na Sardenha, onde abdiou do papado. Depois de sua morte no exílio, o corpo foi sepultado no cemitério da Via Tiburtina.

Js 3,7-10a.11.13-17;  Sal 114(113A),1-2.3-4.5-6; Mt  18,21-35.19,1

Comentário do dia: Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja, 1º sermão

«Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos» (Mt 5,12) Continue a ler Quinta-feira – 13/AGOSTO2015

Quarta-feira – 12/AGOSTO/2015

Beato_Amadeu_da_SilvaBEATO AMADEU DA SILVA, religioso, +1482 — Jovem nobre da corte portuguesa e irmão de Santa Beatriz da Silva, João da Silva terá nascido em Portugal (Campo Maior? Lisboa?) e emigrado para Espanha e Itália, aparentemente devido a uma paixão impossível pela filha do rei D. Duarte. Fez-se franciscano, onde tomou o nome de Amadeu, e foi ordenado sacerdote em 1459. Foi um dos responsáveis pela instalação dos Frades Menores em Roma, a pedido do Papa Sisto IV, ele próprio franciscano. Foi essencialmente um contemplativo e um reformador. O conjunto de conventos por ele reformados tomou o nome de “amadeísta”, tendo sido reagrupado à ordem por S. Pio, em 1568.

Dt  34,1-12;  Sal 66(65),1-3a.5a.8.16-17; Mt  18,15-20

Comentário do dia: Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense; Sermão 11

«Tudo o que ligares na terra será ligado no céu.» Continue a ler Quarta-feira – 12/AGOSTO/2015