TERÇA-FEIRA – 21/JULHO/2015

S. LOURENÇO DE BRINDISI (1559-1619). Capuchino, um dos mais notáveis adversários do seu tempo do protestantismo. Pregou 20 anos na Itália. É Doutor da Igreja.

Êxodo 14, 21–15,1 ; Êxodo 15, 8-10. 12-13. 27 ; Mateus 12, 46-50

A PÉ ENXUTO (Êxodo 14,21–15,1). Moisés, mandado por Deus estende a mão, separa as águas e faz aparecer o leito ; os filhos de Israel podem entrar e marchar, através do mar para a vida. Isto corresponde ao acto criador do cap. l do Livro do Génesis: Deus separa as águas do alto das águas de baixo para fazer aparecer a terra enxuta e emergir a vida. Os sacerdotes de Israel que escreveram os dois relatos em paralelo quizeram celebrar O Deus único, simutâneamente criador e salvador. Eles ajudam-nos a compreender que a criação é da parte de Deus um acto de salvação: Deus cria, ao salvar o mundo do abismo e do caos; mas eles dizem também que a salvação que Deus nos oferece é criação para uma vida nova, através do mar, através da morte. S. Gregório de Nissa interpreta a passagem do Mar Vermelho como uma imagem do baptismo: “Todos os que passam pela água sacramental do baptismo devem fazer morrer nessa água o exército de todos os vícios que lhes declaram guerra, como são a avareza, os sentimentos de vaidade e de orgulho, os ataques de violência, de cólera, de rancor e de inveja, para romper assim a continuidade da engrenagem do mal”. Numa primeira leitura, isto pode parecer-nos muito voluntarista. Mas ela é útil para nos dar consciência do empenhamento indispensável da nossa vontade e nos recordar que Deus, se não quisermos ser salvos, não pode salvar -nos.

“QUEM FAZ A VONTADE DE MEU PAI É PARA MIM UM IRMÃO, UMA IRMÃ…” (Mat. 12,46-50). Esta declaração de Jesus pode destabilizar o nosso sentido de família: ao designar aqueles que O escutam como parentes, O Senhor parece quebrar os laços legítimos. Ora, Jesus só afirma aqui que aos olhos de Deus, o valor decisivo de uma pessoa não reside nos laços de uma filiação carnal, mas na sua disposição espiritual para acolher a vontade de Deus. Deus ama-nos na medida da nossa santidade. Mas O Senhor é sempre O primeiro a amar-nos. Lembremo-nos que na fonte da intimidade com Cristo, está o conhecimento dO Pai, e também que Jesus recebe como irmãos os que, como Ele, e n´Ele, se colocam à Sua escuta. Atitude filial que encontrou em Maria a expressão perfeita. “Que os outros sejam a paixão e a chaga pelas quais Deus possa irromper nas forticações da nossa suficiência, para aí fazer nascer uma humanidade nova e fraterna”. Que este desejo de Pierre Claverie (1938-96), bispo de Oran assassinado na Argélia, seja o nosso!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint -Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 20/JULHO/2015

A_SantoApolinarioSTO. ELIAS (séc. IX a.C.). Profeta judeu, venceu os profetas de Baal no monte Carmelo.

STO. APOLINÁRlO (séc. I d.C.). Primeiro bispo de Ravena, torturado e mártir da fé.

Êxodo 14, 5-18 ; Êxodo 15, 1-6 ; Mateus 12, 38-42

“PERMANECEI FIRMES E VEDE A SALVAÇÃO QUE O SENHOR FARÁ PARA VÓS HOJE…” (Êx.14,5-18). Face às recriminações dos Hebreus, Moisés promete uma intervenção espectacular de Deus: o mar vai retirar-se para lhes abrir uma passagem e submer gir os Egípcios. Exortação para se ouvir quando os dias difíceis parecem não ter fim. Num mundo onde, à nossa volta, tudo anda demasiado depressa, sentimos muita dificuldade em aceitar o tempo de maturação necessário à vida humana e espiritual. Não nos admiremos portanto por continuar ainda centrados nas angústias, medos e tentações de várias espécies. Aprendamos a “perseverar até ao fim” (Mat. 24,13), seguros que Deus há-de levar a bom termo o trabalho de libertação interior que iniciou quando despertou em nós o desejo pelO Seu Reino. Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 20/JULHO/2015

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JULHO/2015

A_JesusEnsinaABeiraMarJeremias 23, 1-6; Sal 22, 1-6; Efésios 2, 13-18; Marcos 6, 30-34

“AI DOS PASTORES QUE DISPERSAM E EXTRAVIAM O REBANHO…” (Jer.23,1-6). Muito antes de Israel já os povos vizinhos comparavam os reis a pastores, e os seus ceptros a caj ados. Cerca de 1750 a.C., o famoso rei Hamurabi da Babilónia dizia: “Eu sou o pastor que salva e cujo ceptro é j usto”. Após David, pastorzinho de Belém tornado rei, a metáfora era naturalmente usada em Israel. Infelizmente, o sonho dum “bom pastor” que cuidasse de todos os habitantes do reino e especialmente dos mais pobres continuou a ser um sonho. Passadas as belas promessas da sagração, os interesses pessoais sobrepunham- se lo go ao interesse público e voltava-se à idolatria do dinheiro, do poder e às guerras cruéis. Porém, sem desistir, Deus enviava profetas a chamar à ordem os reis. Jeremias, a pregar durante o exílio na Babilónia – para onde Deus “dispersara Israel” – diz ao Povo que Deus vai retomar o controlo da situação e, o que os reis não tinham feito até ali, Ele o irá realizar dando ao Povo pastores dignos desse nome. Continue a ler XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JULHO/2015

SÁBADO – 18/JULHO/2015

A_BeatoFreiBartolomeuDosMartiresBTO. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES (1514-1590). Arcebispo de Braga, foi notável no Concílio de Trento.

Êxodo 12, 37-42; Sal 135, 1. 23-24.10-15; Mateus 12, 14-21

“UMA NOITE DE VlGíLlA…”(Êx.12,37-42). O cap.12 do Êxodo apresenta uma longa série de prescrições para a celebração da Páscoa. No centro dos elementos legislativos, alguns versículos relatam o acontecimento e concluem com um apelo a “guardar” a memória viva de geração em geração. O termo “vigília” é tirado deste verbo “guardar”. E ele aplica-se primeiro aO Senhor para O qual é “uma noite de vigília”, e depois, como num eco, aos filhos de Israel que continuarão a observá-la de geração em geração. Continue a ler SÁBADO – 18/JULHO/2015

SEXTA-FEIRA – 17/JULHO/2015

B.TOS lNÁCIO DE AZEVEDO e 39 CC (1570). Foram martirizados a caminho do Brasil, às mãos dos calvinistas.

S.TO ALEIXO (séc. V). Filho de um senador romano, tornou-se um sacerdote peregrino de Deus.

Êxodo 11,10–12.14; Sal 115,12-13. 15-18; Mateus 12,1-8

AS MARAVILHAS DE DEUS ESCAPAM-NOS (Êx.11,10–12.14). O “Poema das 4 noites” – trad. do aramaico no cap.12 do Êxodo – relaciona as noites constitutivas da história: da Criação (Gén.1), da amarração de Isaac para o sacrifício (Gén.22), da saída do Egipto (Êx.12–14) e da vinda dO Messias no fim dos tempos. Compreendemos assim que as maravilhas de Deus, sejam elas do nascimento ou da salvação, sempre escaparão à nossa compreensão. Aprendamos portanto a viver as noites da nossa vida não apenas como tempos de prova, mas também como premissas duma criação e duma libertação. Não pertencem elas aO Senhor, amigo dos homens (Sal.74)? Continue a ler SEXTA-FEIRA – 17/JULHO/2015