QUINTA-FEIRA – 23/JULHO/2015

A_SantaBrigidaSTA. BRíGIDA (1302-73). Princesa da Suécia, mãe de 8 filhos. Em 1999 foi proclamada Padroeira da Europa, com Catarina de Sena e Edith Stein. Santa Brígida ouviu o apelo para levar uma vida próxima do seu povo, mas O Espírito alargou a todos os reinos da Europa o seu coração de mãe, e ela trabalhou sem descanso pela Igreja e pela paz entre as nações. Foi a fundadora da “Ordem do STO. Salvador”. Nesta hora problemática da Europa, peçamos-lhe que interceda também por todos os que, como ela, são chamados a uma actividade política.

Gálatas 2, 19-20 ; Sal 33, 2-11 ; João 15, 1-8

DARÁ CRISTO SENTIDO À NOSSA VIDA? (Gál.2,19-20). “Já não sou eu que vivo, é Cristo q ue vive em mim”. Uma frase de Paulo que se aplica à vida de STA. Brígida cuja contemplação e meditação se centrava em Cristo e no mistério da Sua Paixão. Motivo para hoje perguntar. Será que posso também dizer: “Para mim, a vida é Cristo”? Será Ele que motiva todas as minhas opções, ocupa os pensamentos do meu coração e dá sentido à minha vida? Que cada um responda com verdade, distinguindo entre como desejaria viver e como realmente vive. Sem nunca perder “a esp erança na Misericórdia de Deus”. Continue a ler QUINTA-FEIRA – 23/JULHO/2015

QUARTA-FEIRA – 22/JULHO/2015

A_NoliMeTangereSTA. MARIA MADALENA (sec. I). Natural de Magdala, era uma das mulheres dedicadas a Jesus e manteve-se ao pé da cruz no Gólgota durante a Sua paixão. Na alvorada do dia seguinte ela encontrou o túmulo vazio, viu Cristo ressuscitado , e correu a anunciar a notícia extraordinária aos discípulos.

Cântico 3, 1-4a ou 2 Coríntios 5, 14-17 ; Sal 62, 2-6. 8-9 ; João 20, 1. 11-18

“NÃO ME DETENHAS, POIS AINDA NÃO SUBI PARA O PAI” (Jo. 20,1.11-18). “Ela voltou-se e viu Jesus de pé, mas não sabia que era Ele”. Gregório Magno convida-nos a contemplar Maria Madalena, agitada como nós entre o amor e a dúvida: “Observemos como Maria, que ainda duvidava da Res surreição dO Senhor, teve que voltar-se para ver Jesus. Porque a dúvida lhe tinha, por assim dizer, feito voltar as costas aO Senhor: ela não acreditava nem um p ouco q ue Jesus tivesse ressuscitado. Mas porque amava e duvidava ao mesmo tempo, via-O sem O reconhecer : o amor mostrava-O, a dúvida escondia-O…” Se Maria Madalena Continue a ler QUARTA-FEIRA – 22/JULHO/2015

TERÇA-FEIRA – 21/JULHO/2015

S. LOURENÇO DE BRINDISI (1559-1619). Capuchino, um dos mais notáveis adversários do seu tempo do protestantismo. Pregou 20 anos na Itália. É Doutor da Igreja.

Êxodo 14, 21–15,1 ; Êxodo 15, 8-10. 12-13. 27 ; Mateus 12, 46-50

A PÉ ENXUTO (Êxodo 14,21–15,1). Moisés, mandado por Deus estende a mão, separa as águas e faz aparecer o leito ; os filhos de Israel podem entrar e marchar, através do mar para a vida. Isto corresponde ao acto criador do cap. l do Livro do Génesis: Deus separa as águas do alto das águas de baixo para fazer aparecer a terra enxuta e emergir a vida. Os sacerdotes de Israel que escreveram os dois relatos em paralelo quizeram celebrar O Deus único, simutâneamente criador e salvador. Eles ajudam-nos a compreender que a criação é da parte de Deus um acto de salvação: Deus cria, ao salvar o mundo do abismo e do caos; mas eles dizem também que a salvação que Deus nos oferece é criação para uma vida nova, através do mar, através da morte. S. Gregório de Nissa interpreta a passagem do Mar Vermelho como uma imagem do baptismo: “Todos os que passam pela água sacramental do baptismo devem fazer morrer nessa água o exército de todos os vícios que lhes declaram guerra, como são a avareza, os sentimentos de vaidade e de orgulho, os ataques de violência, de cólera, de rancor e de inveja, para romper assim a continuidade da engrenagem do mal”. Numa primeira leitura, isto pode parecer-nos muito voluntarista. Mas ela é útil para nos dar consciência do empenhamento indispensável da nossa vontade e nos recordar que Deus, se não quisermos ser salvos, não pode salvar -nos.

“QUEM FAZ A VONTADE DE MEU PAI É PARA MIM UM IRMÃO, UMA IRMÃ…” (Mat. 12,46-50). Esta declaração de Jesus pode destabilizar o nosso sentido de família: ao designar aqueles que O escutam como parentes, O Senhor parece quebrar os laços legítimos. Ora, Jesus só afirma aqui que aos olhos de Deus, o valor decisivo de uma pessoa não reside nos laços de uma filiação carnal, mas na sua disposição espiritual para acolher a vontade de Deus. Deus ama-nos na medida da nossa santidade. Mas O Senhor é sempre O primeiro a amar-nos. Lembremo-nos que na fonte da intimidade com Cristo, está o conhecimento dO Pai, e também que Jesus recebe como irmãos os que, como Ele, e n´Ele, se colocam à Sua escuta. Atitude filial que encontrou em Maria a expressão perfeita. “Que os outros sejam a paixão e a chaga pelas quais Deus possa irromper nas forticações da nossa suficiência, para aí fazer nascer uma humanidade nova e fraterna”. Que este desejo de Pierre Claverie (1938-96), bispo de Oran assassinado na Argélia, seja o nosso!

Meditações Bíblicas”, tradução dos Irmãos Dominicanos da Abadia de Saint -Martin de Mondaye. Selecção e síntese: Jorge Perloiro.

SEGUNDA-FEIRA – 20/JULHO/2015

A_SantoApolinarioSTO. ELIAS (séc. IX a.C.). Profeta judeu, venceu os profetas de Baal no monte Carmelo.

STO. APOLINÁRlO (séc. I d.C.). Primeiro bispo de Ravena, torturado e mártir da fé.

Êxodo 14, 5-18 ; Êxodo 15, 1-6 ; Mateus 12, 38-42

“PERMANECEI FIRMES E VEDE A SALVAÇÃO QUE O SENHOR FARÁ PARA VÓS HOJE…” (Êx.14,5-18). Face às recriminações dos Hebreus, Moisés promete uma intervenção espectacular de Deus: o mar vai retirar-se para lhes abrir uma passagem e submer gir os Egípcios. Exortação para se ouvir quando os dias difíceis parecem não ter fim. Num mundo onde, à nossa volta, tudo anda demasiado depressa, sentimos muita dificuldade em aceitar o tempo de maturação necessário à vida humana e espiritual. Não nos admiremos portanto por continuar ainda centrados nas angústias, medos e tentações de várias espécies. Aprendamos a “perseverar até ao fim” (Mat. 24,13), seguros que Deus há-de levar a bom termo o trabalho de libertação interior que iniciou quando despertou em nós o desejo pelO Seu Reino. Continue a ler SEGUNDA-FEIRA – 20/JULHO/2015

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JULHO/2015

A_JesusEnsinaABeiraMarJeremias 23, 1-6; Sal 22, 1-6; Efésios 2, 13-18; Marcos 6, 30-34

“AI DOS PASTORES QUE DISPERSAM E EXTRAVIAM O REBANHO…” (Jer.23,1-6). Muito antes de Israel já os povos vizinhos comparavam os reis a pastores, e os seus ceptros a caj ados. Cerca de 1750 a.C., o famoso rei Hamurabi da Babilónia dizia: “Eu sou o pastor que salva e cujo ceptro é j usto”. Após David, pastorzinho de Belém tornado rei, a metáfora era naturalmente usada em Israel. Infelizmente, o sonho dum “bom pastor” que cuidasse de todos os habitantes do reino e especialmente dos mais pobres continuou a ser um sonho. Passadas as belas promessas da sagração, os interesses pessoais sobrepunham- se lo go ao interesse público e voltava-se à idolatria do dinheiro, do poder e às guerras cruéis. Porém, sem desistir, Deus enviava profetas a chamar à ordem os reis. Jeremias, a pregar durante o exílio na Babilónia – para onde Deus “dispersara Israel” – diz ao Povo que Deus vai retomar o controlo da situação e, o que os reis não tinham feito até ali, Ele o irá realizar dando ao Povo pastores dignos desse nome. Continue a ler XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 19/JULHO/2015