BTA. MARIA-TERESA DE SOUBIRAN (1834-89). “Piedade, Meu Deus, tem piedade de mim! Em Ti eu procuro refúgio, um refúgio à sombra das Tuas asas” (Salmo 57,1): é a súplica do salmista que Maria-Teresa deveria ter pronunciado muitas vezes nas suas orações. Nascida em Castelnaudary, ela tinha, após muitas dificuldades e renúncias, fundado uma Congregação religiosa colocada sob a protecção de Maria Auxiliadora. Na segunda metade do séc. XIX, muitos jovens rurais chegavam à cidade para trabalhar nas fábricas e oficinas. Isolados, desenraízados, ficavam expostos a numerosos perigos. Teresa de Soubiran pretendia ajudá-los acolhendo-os em lares animados pela ternura das suas religiosas. Várias destas “casas de família” nasceram com sucesso, primeiro em Toulouse, depois em Amiens, Lião, Bourges, Paris, Angers… A acção apostólica das “lrmãs de Maria Auxiliadora” alimentava-se numa vida espiritual intensa, baseada na tradição ignaciana e na adoração eucarística. A sua superiora e fundadora, estranha a toda a duplicidade, não deu conta da maquinação tramada pela ambiciosa assistente madre Maria-Francisca. Em Fev. 1874, esta intriguista acusou-a de levar a congregação à ruína com o seu orgulho e má gestão. A Madre Maria-Teresa de Soubiran foi forçada a demitir-se e a abandonar a obra que tinha fundado! “Abandonada por todos !”, “regeitada sem asilo”, que lhe restava num tão grande revés ? “Só me restava Deus, só Ele me consolava na maré de amargura em que todo o meu ser parecia estar submerso…” Após vários meses de angústia e incerteza, Maria-Teresa foi recebida no mosteiro Eudista de “Nª Senhora da Caridade”, em Paris. Esquecida e ignorada, ela viveu os últimos 15 anos da sua vida numa humildade extrema e num abandono sempre mais confiante no amor de Cristo. Dois anos depois da sua morte foi re-habilitada pela sua congregação.
Êxodo 24,3-8 ; Sal 115,12-18 ; Hebreus 9,11-15 ; Marcos 12-16. 22-26 Continue a ler DOMINGO DO SANTíSSlMO CORPO E SANGUE DE CRlSTO – 7/JUNHO/2015


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