S. LUíS – MARIA GRIGNION DE MONTFORT (1673‑1716). No séc. XVIII, como hoje, nem sempre era bem visto o desejo de viver o Evangelho com toda a autenticidade, com toda a radicalidade. Os que se empenhavam nesta via eram olhados como seres singulares, desorientados, excessivos. Foi o que sucedeu a Luís-Maria, filho de uma família bretã, ordenado sacerdote em 1700 depois de estudar no seminário de S. Sulpício, em Paris. Homem brilhante e ardente, tinha o desejo de “fazer amar NOSSO SENHOR e Sua santa Mãe” e de “ir, duma forma pobre e simples, catequizar os camponeses”. Mas o fervor e audácia apostólica valeram-lhe críticas, troças e exclusão. No ano 1700, o padre Montfort partiu para Roma a pé ; obteve uma audiência do papa Clemente Xl, que o desaconselhou ir evangelizar o Oriente, como era sua intenção: “Vós tendes um campo bem extenso em França para exercer o vosso zelo”, disse-lhe o papa, antes de o nomear “missionário apostólico”. Nos 10 anos seguintes o padre Luís-Maria Montfort tornou-se um prégador itinerante no oeste da França, com “a graça de tocar os corações” mais simples. Sentindo aproximar-se o fim da vida, para garantir a continuidade da sua acção, fundou duas congregações: os “Padres missionários da Companhia de Maria” e as “Filhas da Sabedoria” (com a BTA. Maria-Luísa Trichet). Luís-Maria morreu esgotado com 43 anos, com um crucifixo numa mão e a estatueta da Virgem na outra. Autor de cânticos populares, Monfort escreveu diversas obras de espiritualidade, incluindo o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”. Àqueles que julgavam ser excessiva a sua piedade mariana ele respondia, sem se perturbar, que a devoção à Santíssima Virgem é “um meio adequado e seguro para se encontrar Jesus-Cristo”.
Actos11,19-26 ; Sal 86,1-7 ; João 10, 22-30 Continue a ler TERÇA-FEIRA – 28/ABRIL/2015 →
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