DOMINGO DA EPIFANIA DO SENHOR – 5/JANEIRO/2014
Isaías 60,1-6; Sal 71, 2.7-8.10-13 ; Efésios 3, 2-3a. 5-6 ; Mateus 2,1-12
SEGUINDO A BELA ESTRELA (Mat.2,1-12). Todos deviam rir-se na cara dos magos, com a história da estrela. Esta história também nos torna alvo da chacota de tantos que, apesar de supersticiosos, se julgam superiores e dizem sem se darem conta da contradição : “Vêde em que fábulas se fundamenta a sua fé ! É espantoso !”. Porém, apesar dos falsos “espíritos fortes” que nunca hão-de faltar, a estrêla levanta-se, a estrêla está lá, “preciosa e bela” – como diz S.Francisco no seu cântico – arrastando atrás de si novos aventureiros. Os magos seguem a sua ideia, uma ideia que em vez de os imobilizar os conduz e expatria para longe – muito longe ! – do lugar onde vivem. Vão até à Terra Santa – felizes peregrinos ! – e, à sua chegada, não encontram nem marfim nem mármores, apenas terra batida. O ouro que dão aO Menino é já portanto consequência da estrela que, à força de lhes orientar o olhar e purificar os desejos, os desapossou de tudo. A luz, na terra e no céu, tornou-se o único fio condutor das suas vidas. A continuada situação de caminhantes ensinou-lhes que aquilo a que os homens razoaveis chamam experiência – com um misto de satisfação e amargura – pode não passar afinal de mero impasse e embuste. Os verdadeiros sábios são os sabem ultrapassar – noutro sentido – a idade da razão, pois, para se poder ir até aO Menino é necessário tomar com decisão caminhos diferentes. É difícil ter uma idéia clara sobre estes homens misteriosos que Mateus chama de “magos vindos do Oriente”. Portanto eles estão no centro da Epifania. No séc.VII, designaram-nos com os nomes de Melchior, Gaspar e Baltazar e atribuiram-lhes raças diferentes : Melchior seria branco, Gaspar amarelo e Baltazar negro. Mas para lá da lenda com que a tradição reveste os magos, é o seu itinerário que nos interpela. Abrindo o livro da natureza, eles descobrem uma estrela que os atrai e, ao segui-la, pegam no livro das Escrituras. Natureza e Escrituras conduzem-os até aO Menino-Jesus, enviado de Deus, O rei do mundo. Deus manifesta-Se aos pagãos, e eis-nos também convidados, tal como os magos, a uma atitude profunda : prosternar-nos com humildade para adorar a Deus e oferecer-lhE o que temos e o que somos. A Epifania é um apelo lançado aos homems de todos os continentes, de todas as culturas, de todos os modos de vida, a caminharem para Cristo. Peregrinos da fé, os magos tornaram-se para nós estrelas que brilham no céu da História e nos indicam o caminho.
“Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)
RECITAL DE NATAL E MISSA DA PARTILHA
Recital, na Igreja Paroquial, às 16h30 — folheto «Vimos a Sua estrela»
Missa da Partilha, na Igreja Paroquial, às 19h — a partilha destina-se a apoiar o Lar das Irmãzinhas dos Pobres (Rua de Campolide, Lisboa)
O PRESÉPIO, ESCOLA DE VIDA
As crianças que frequentam a Catequese paroquial realizaram, com as famílais e catequistas alguns presépios. Lembremos as palavras de Bento XVI sobre o presépio:
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