VII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/FEVEREIRO/2014

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM – 23/FEVEREIRO/2014

DIRECTO 11h, Angelus Domini:

DIRECTO 8h50, Santa Missa com os novos cardeais:

S.POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA (70-166). São Policarpo morreu com 96 anos, em Roma, mártir na fogueira.  Na época era conhecido como “pai dos cristãos”, inclusivé por aqueles que o não eram ; gozava de particular veneração por ter sido discípulo de S.João Evangelista.  Conta-nos STO. Eusébio que, três dias antes de o prenderem, teve a visão de uma almofada do seu leito a ser consumida pelas chamas.  Por isso, séculos mais tarde, passou a ser invocado nas dores de ouvidos. Depois da morte, seu corpo apresentava a cor de pão cozido e exalava um aroma de incenso e mirra.

Levítico19,1-2.17-18 ; Sal 102,1-4.10.12-13 ; 1Cor.3,16-23 ; Mat.5, 38-48

“TORNAR-SE LOUCO PARA SER SÁBlO…” (1 Coríntios 3,18).  Esta ordem expressa e formal de S.Paulo resume bem o ensino que Jesus nos dá hoje no evangelho, onde se substitui a lógica da razão pela loucura do amor, que nada tem de arbitrário e se justifica pela proximidade do reino de Deus e a sub-versão que esta vinda implica.  O sermão da montanha está marcado pela urgência.  A conversão não pode ser indefinidamente adiada porque chegaram os últimos tempos e Deus está prestes a instaurar o Seu reino, convicção que Jesus partilha com alguns dos contemporâneos. Neste contexto, Cristo, na linha dos profetas, afirma a preeminência da atenção ao outro sobre a prática cultual, como testemu-nham as Suas curas em dia de sábado ou o facto de Ele tocar um leproso em vez de Se proteger. Mas Jesus vai ainda mais longe do que os seus predecessores ao alargar a noção de “próximo” ao agressor, ao perseguidor, ao inimigo. Uma forma de dizer que o amor ou é incondicional ou não é amor. Ser perfeito ou “dar cumprimento” supõe pois abraçar o mistério pascal, morrer com Cristo para ressuscitar com Ele. É verdadade que não somos confrontados todos os dias com os inimigos, mas podemos consentir abrir-nos pouco a pouco à lógica do amor sem medida.  Mais do que obstinar-nos como  o profeta Jonas, certo de ter razão em irritar-se (Jonas 4), podemos tentar escutar o que Deus quer dizer-nos nesta ou naquela situação, já que a resposta à agressão nos vem expontâneamente.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris)