TERÇA-FEIRA – 1/ABRIL/2014
BTO. CARLOS D’AUSTRIA (1887-1922). Eleito imperador da Áustria-Hungria, em 1916, tentou pôr fim à loucura mortífera da Primeira Guerra Mundial. Morreu exilado na ilha da Madeira. João-Paulo ll beatificou-o em 2004.
Ezequiel 47,1-9.12 ; Sal 45, 2-3. 5-6. 8-9 ; João 5,1-3a. 5-16
“SENHOR, NÃO TENHO NINGUÉM PARA ME LEVAR À PISCINA…” Era a “lei da selva”, pois até naquela multidão de doentes só os mais fortes podiam chegar primeiro e ser curados. Situação espantosa que, no meio de tanta fragilidade, ainda o poder se imponha ! Mas Jesus vê as coisas de outra maneira. Ele nâo tem necessidade de mergulhar o doente na água; é a Sua própria palavra que cura e dá a vida. A regra de“o primeiro a chegar, será o primeiro a servir-se” fica abolida. Numa sociedade onde só os fortes conseguem encon-trar um lugar ao sol, e à custa dos mais pequenos, este evangelho recorda-nos como “cada um tem o seu lugar” e quanto Jesus “cuida dos mais frágeis”. Aprendamos a ajudar-nos uns aos outros a pôr-nos de pé. “Toma a tua enxerga e caminha !” Para interiorizarmos bem a mensagem das leituras de hoje tentemos “experimentar” o mistério da água, mais com o corpo e o coração do que com a mente. Talvez ela nunca nos tenha verdadeiramente faltado. Talvez tenhamos tido sempre água suficiente para beber, para nos refrescar, lavar, mergulhar. No mundo em que vivemos esta resposta imediata da água a todas as nossas necessidades faz-nos esquecer a dependência vital que dela temos. “Nossa irmã água”, dizia S.Francisco ; nós podemos dizer: nossa mãe água. Não é por acaso O Espírito Santo se chama “Água viva” ; não é em vão que O Coração de Cristo está aberto para dele jorrar água viva.
Deverá estar ligado para publicar um comentário.