QUARTA-FEIRA – 2/Abril/2014

QUARTA-FEIRA – 2/Abril/2014

SaoFranciscoDePaulaS. FRANCISCO DE PAULA (1416-1507). Eremita aos 19 anos, amigo da solidão e de Deus, viveu 6 anos numa gruta e depois obteve licença do bispo para construir um mosteiro no “monte Paula”, origem da “Ordem dos Mínimos”. Este taumaturgo “eremita da Caridade”,dedicava-se inteiramente a socorrer o próximo. Em 1562, os calvinistas profanaram a sua sepultura e queimaram o seu corpo incorrupto.

S.FRANCISCO COLL (1812-75). Este irmão prégador catalão foi um grande evangeliza-dor, numa época violentamente anti-clerical. Fundou a congregação de ensino das “Dominicanas da Anunciação”. Canonizado pelo Papa Bento XVI em 2009.

Isaías 49, 8-15 ; Sal 144, 8-9.13cd-14.17-18 ; João 5,17-30

“MEU PAl TRABALHA CONTlNUAMENTE…” S.João inicia aqui uma longa meditação sobre o mistério de Jesus, na dimensão mais profunda da filiação divina, da relação de Jesus com O Pai no seio de uma distinção das Pessoas, não menos essencial. Cita uma parábola vivida pelo próprio Jesus ; a parábola do aprendiz e do mestre artesão : “O Meu Pai está sempre a trabalhar”. O verbo utilizado sugere o trabalho operário de um artesão. O mestre artesão ama o aprendiz, “mostra-lhe tudo o que ele faz” e ensina-lhe todos os segredos da sua profissão. O aprendiz “está sempre com ele”, imita tão perfeita quanto possível cada um dos gestos que vê fazer ao seu mestre e evita alterar seja o que for. “O Filho não pode fazer nada por Si próprio; Ele faz apenas o que vê fazer aO Pai”. É assim Jesus com O Seu Pai; recebe tudo d’Ele e age tão identificado com Ele que se torna igual a Ele : “O Pai ressuscita os mortos e dá-lhes a vida, O Filho também dá a vida a quem Ele quiser”. Jesus é verdadeiramente igual aO Pai e por isso Ele é “O Seu Enviado”. Aqui entramos no cerne do cristianismo, no centro do mistério profundo dO Deus manifestado ao mundo, da transcendência divina que se anula a Si mesma para, em Jesus, se tornar acessível : rosto do Abismo sem rosto, Palavra de homem, portadora dO Verbo criador do mundo. Jesus “trabalha” tal como O Pai, em união indizível com O Pai, e a Sua obra é a criação do mundo – mais ainda – a sua recriação. Senhor !, como és grande ! Como é maravilhosa a obra das Tuas mãos !

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort (Supl. Panorama, Ed. Bayard, Paris)