1ª QUINTA-FEIRA – 3/Abril/2014
Êxodo 32, 7-14 ; Sal 105,19-23 ; João 5, 31-47
A POTÊNCIA DAS ESCRITURAS (João 5,31-47). Todos nós experimentamos a força das Escrituras e a sua veracidade escutando o que delas diz Cristo : elas anunciam, elas atestam, elas desvendam através de Si o que já traziam de maneira ainda escondida. Elas são, de facto, a adequação exacta entre o que Ele anuncia e o que nos revela. Ele é o fruto maduro daquilo que as Escrituras tinham em germe. A Quaresma é o tempo favoravel para reassumirmos a potência radical das Escrituras. Cristo está ao nosso lado quando as lemos, as escutamos e, especialmente, quando as pomos em prática com o socorro da Sua graça. Depois das leituras cheias de alegria e de esperança do início da semana, é difícil não se ficar impressionado com a litania de recriminações dirigidas por Jesus aos seus interlocutores:“Vós não escutais a Sua voz”; “Vós nunca vistes O Seu rosto”; “A Sua palavra não habita em vós”; “Vós não acreditais em quem Ele enviou”; “O amor de Deus não está em vós”; “Vós não vos preocupais nem procurais a glória que vem dO único Deus”. Tudo o que Ele faz, nós afinal não fazemos ! Tal como ouvimos e compreendemos as palavras de consolação de Cristo é preciso ouvirmos e compreendermos as Suas recriminações. Recordemos as palavras do evangelho de S. João (6, 29) : “A obra de Deus é que vós acrediteis n’Aquele que Ele enviou”. Porque somos filhos nO Filho, se entrarmos numa relação pessoal com Ele, tornar-nos-emos irmãos uns dos outros. No tempo desta Quaresma, aprendamos com Jesus a viver como filhos bem-amados, e como Ele, na Páscoa, ressuscitaremos.
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