TERÇA-FEIRA – 8/ABRIL/2014
BTA. CONSTANÇA DE ARAGÃO (1247-1300). Rainha de Aragão e mãe da rainha BTA. Isabel de Portugal. A sua bondade era grande e Dante colocou-a no “Paraíso” da “Divina Comédia”.
Números 21, 4-9 ; Sal 101, 2-3.16-21 ; João 8, 21-30
NÓS SOMOS ULTRAPASSADOS (Núm.21,4-9). A experiência do cristão, sabemo-lo, passa pelo deserto. Não um deserto de areia sobrevoado num avião a jacto ou percorrido no dorso dum camelo, mas o banal deserto da nossa existência quotidiana: um tempo – se meditássemos nisto ! – preenchido pelo diálogo e descoberta do outro. Já vivemos a experiência do que pode ser a vida sem Deus. E gritamos aO Senhor: “Não escondas a tua face no dia da minha angústia”. Então, ao ver nas feridas dO crucificado as nossas próprias feridas, descobriremos um dos traços mais perturbadores do Amor maravilhoso que nos possui e compreenderemos que o nosso pecado é, para Deus, um mal bem pior do que para nós. Nos momentos mais escuros em que me julgo nos antípodas do amor, afinal é quando Ele está mais próximo de mim do que eu do meu ser dividido… “Senhor, escuta a minha oração !”
A VERDADE TODA INTEIRA (João 8,21-30). A tensão cresce entre Jesus e as autoridades religiosas, com a Sua identidade a continuar-lhes escondida. Jesus vive esta tensão sem se desviar do Seu propósito porque está enraízado na Sua relação com O Pai, “que jamais O deixa sózinho”. Consigamos tempo para nos determos no laço que une o Pai aO Filho e peçamos aO Espírito Santo para nos levar à verdade toda inteira : a verdade de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que apenas o acontecimento pascal revela em plenitude. Sim !, o “Um da Trindade” assumiu, livremente e por amor, a nossa condição humana para nos reconduzir aO Pai !
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