SEXTA-FEIRA – 11/ABRIL/2014
Jeremias 20,10-13 ; Sal 17, 2-7 ; João 10, 31-42
“AS OBRAS DE MEU PAI” (Jo.10,31-42). Jesus faz um raciocínio extenso e há que esforçar-nos para o compreender: a Escritura chama “deuses” a quem a Lei se dirige; logo, chama assim ao Povo de Israel que recebe e “cumpre” a Lei. As obras da Lei têm portanto um real valor de divinização. À “fortiori”, Aquele que, vindo de Deus, cumpre as “obras de Deus” pode duma forma absolutamente nova chamar-se Filho de Deus, sem que mereça censura por Se fazer Deus. O que se pedia aos Judeus era que reconhecessem o carácter divino daquilo que Jesus fazia – em termos de ensinamentos, de misericórdia e de milagres – a fim de discernirem, a partir dessas obras extraordinárias que transcendiam a lei (sem todavia abolir o significado da Aliança), a real divindade do Enviado. Ora este discernimento que Jesus propõe, também nós teremos que fazer relativamente às pessoas e ás actividades que, hoje, se reclamam ser do Evangelho. A atitude fundamental deve ser de conversão : não resistir à Verdade onde ela se apresentar, mesmo que ponha em questão este ou aquele aspecto da nossa vida, que sendo bom pode sempre ser melhor. Senhor não me deixes impedir o sopro dO Espírito !