SEGUNDA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA – 21/ABRIL/2014
Actos 2,14. 22b-33 ; Sal 15, 5. 8-11 ; Mateus 28, 8-15
“…NÓS SOMOS TESTEMUNHAS”. Esta frase é simultâneamente a mais antiga e a mais nova do cristianismo. Nela concentra-se o essencial da primeira prégação apostólica : desde que os Apóstolos tiveram a convicção arreigada que esse Jesus com quem tinham vivido estava vivo para além da morte, eles sentiram-se invencivelmente impelidos a proclamarem-nO: em Jesus, Deus agiu duma forma única e definitiva, colocando um selo de veracidade no ensino dO Nazareno e, mais profundamente, revelada pela Sua condição de Filho. Após o anúncio inicial, a meditação da Igreja nunca deixou de voltar a este Mistério primordial para descobrir os seus aspectos e riquezas. Mesmo hoje, que traz o cristianismo ao mundo, que posso eu, cristão, dizer de único, senão que, pela Sua ressurreição de entre os mortos, Jesus Cristo está vivo? Mas como anunciar este Mistério se não O acreditar firmemente ? Hoje é talvez o dia de nos interrogarmos : bem no fundo, na minha consciência, no meu sistema de valores, na minha interpretação da vida e dos acontecimentos, qual é o papel do grito do cristianismo “Cristo está ressuscitado !”
À GLÓRIA DO PAI. Como é bela a saudação pascal dirigida pelO Senhor às mulheres que se afastam do Seu túmulo ! Saudação que é o prelúdio dum encontro inesperado. O supliciado, morto no madeiro da Cruz, aparece resplandecente com um brilho indizivel. A Sua carne entoa um cântico novo : “O meu coração alegra-se e a minha alma exulta (…). Tu não me entregarás à morte (…) Tu ensinar-me-ás o caminho da vida” (Salmo 15, 5. 8-11). Com Ele, cada um dos que acolhem a Boa Nova de uma vida mais forte que a morte pode cantar este hino à glória dO Pai. Não tenhamos medo, Cristo ressuscitou verdadeiramente. Não era possivel que a morte O retivesse. Cristo sai deste mundo como “vencedor”. Jesus é O único verdadeiro vencedor, porque Sua vitória sobre a morte é também a vitória de todos nós. A vitória do Ressuscitado na manhã da Páscoa está desde então escondida, mas, como uma semente, continua bem viva por toda a parte, mesmo nos nossos defeitos : os com que fazemos sofrer os outros, e aqueles, dos outros, que nos fazem sofrer.
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