BTA. JOANA DE PORTUGAL (1452-90). Também chamada STA. Joana Princesa, embora oficialmente seja reconhecida pela Igreja Católica apenas como Beata, foi princesa portuguesa da Casa de Avis, filha do rei D.Afonso V e de sua 1ª mulher, a rainha D. Isabel. Recusou várias propostas de casamento e viveu a maior parte da sua vida no Convento de Jesus de Aveiro, de 1475 até à morte, seguindo a regra e estilo vida das monjas. Foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII.
Actos 11, 1-18 ; Sal 41, 2-3; 42, 3-4 ; João 10,11-18
O que diferencia o pastor do mercenário é que as ovelhas são sua propriedade. Eis o que pode ajudar-nos a meditar sobre a nossa pertença a Cristo : por causa, é certo, da Aliança Nova, selada na Páscoa, mas também por causa da Criação. Deus Pai, Filho e Espírito Santo está empenhado a nosso respeito; Seus “dons” e o Seu “chamamento” são “irrevogaveis” (Rom.11). É uma voz familiar, que soletra o nosso nome e reconhece cada um na sua personalidade. O Pastor tem autoridade: Ele é O Senhor. Para algumas análises sociológicas o conjunto das sociedades humanas caracteriza-se pela dialéctica dono/escravo, que opõe opressores e oprimidos numa luta sem fim. De facto, o problema do poder exercido por um homem – ou por um grupo – sobre outros homens, é sempre lastimável. Dominar, submeter os outros, crescer aos próprios olhos sem olhar a meios, obter poderio, tem um permanente fascínio a que poucos resistem. Na verdade, isto é a expressão concreta do orgulho que – depois da queda – marca em profundidade, de forma quase metafísica, o coração humano. Porém, o poder de Jesus tem outras características: baseia-se na humildade e não no orgulho; é poder desejado não para a própria exaltação e grandeza, mas como poder de serviço e sacrifício de Si próprio. Pedro (1Pe.2,23-25) descreve assim o papel de Cristo, autêntico pastor : “…ao ser maltratado, não ameaçava (…) pelas Suas chagas fostes curados (…) e agora voltastes aO Pastor que vos guarda”. A misteriosa poderosa autoridade que Jesus exerce sobre nós de que Ele é modelo, é a antítese perfeita da dialéctica dono/escravo presente no mundo: é a autoridade dO Senhor que Se faz escravo, do poder que Se transforma em “não-poder”, impotência radical – “kénose”, dizem os teólogos – respeito infinito pelo outro, na humildade e amor que abre espaço para a liberdade se desenvolver, e nutre o diálogo igualitário da amizade, onde cada um reconhece a voz do outro.
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