QUARTA-FEIRA – 14/MAIO/2014

Em directo, 9h25: Audiência com o Papa Francisco.

S. MATIAS. Após a traição de Judas, Matias foi escolhido para ser o 12º Apóstolo.

Actos 1,15-17. 20-26 ; Sal 112,1-8 ; João 15, 9-17

Matias_DeitaramSortes“…A SUA PARTE DO NOSSO MINISTÉRIO.”  (Act.1,15-17.20-26).  Pedro quer reconstituir o grupo dos Doze que Jesus tinha chamado para estar com Ele em representação das Doze tribos de Israel. Mas Pedro evoca este papel em termos de serviço e de tarefa : “A sua parte do nosso ministério”, “a sua tarefa”. O primeiro termo é “diakonia”, que, em grego designa o serviço das mesas e da palavra ; o segundo é a “episkopè” que designa a supervisão e a vigilância. Só dois séculos mais tarde estes termos designarão esses ministérios. Nos primórdios da Igreja significavam “ser testemunhas da Sua ressurreição”. “FUI EU QUE VOS ESCOLHI…” (Jo.15,9-17). Confesso que já me interroguei muitas vezes sobre os critérios de escolha usados por Jesus. O apóstolo Matias, que hoje festejamos, certamente terá também levantado igual Questão : “Porquê eu ?” Com os Apóstolos, somos chamados a ser testemunhas da amizade de Deus para com todos os homens. Esta escolha advém do amor puramente gratuito dO Senhor, porque a amizade não busca tirar qualquer lucro da relação. Jesus já não nos chama servos, mas Seus amigos. Ele faz-nos entrar na Sua intimidade, no segredo do Seu Ser de Filho bem-amado. Mas o mesmo amor dO Pai e dO Filho é derramado nos nossos corações para também vivermos essa mesma amizade entre nós. Dizia o Ir.Cristovão de Tibhirine: “A amizade é a alegria do outro”. Façamos nossa a oração de STO Anselmo: “O meu ser pertence-Te inteiramente pela Tua criação; que ele Te pertença inteiramente também por amor”.

Meditações Bíblicas”, trad. das Irmãs Dominicanas de Notre-Dame de Beaufort  (Supl. Panorama,  Ed. Bayard, Paris). Selecção e apresentação: Jorge Perloiro.