STA. JÚLIA SALZANO (1846-1929).“Ensinarei sempre o catecismo até ao meu último sopro de vida”, dizia esta italiana, fundadora da Congregação das “Irmãs Catequistas dO Sagrado Coração”. Designada pelo seu carisma como Mulher Profeta da Nova Evangelização foi canonizada em 2010.
Actos 13, 44-52 ; Sal 97,1-4 ; João 14, 7-14
“ELES EXPULSARAM-NOS DO SEU TERRITÓRIO.” (Act.13,26-33). Se quisermos qualificar o anúncio do Evangelho a partir dos dois textos, podemos falar de “novidade” mas também de “juventude”. A Boa Nova, radicalmente jovem, vem inserir-se num mundo cuja tendência é para a esclerose e o envelhecimento. Isto está na natureza humana; desde o nascimento que a criança caminha inexoravelmente para a velhice. Todos os valores, bons em si mesmos, são indispensáveis à nossa existência, mas quaisquer hábitos e costumes contêm em si o gérmen do envelhecimento o qual tem um cúmplice no nosso desejo de tranquilidade. Compreende-se a razão por a missão poder “tropeçar” na recusa das pessoas cujo universo mental e religioso está “emparedado”. Se os pagãos de Antioquia da Pisídia aderiam em massa à Boa Nova é porque O Espírito podia penetrar no seu coração ainda jovem ; mas igual esclerose estará sempre à sua espreita senão se antiverem em guarda contra a usura do tempo. O discurso de Jesus é um apelo à abertura do coração, mas mais importante que abri-lo é, depois, deixá-lo permanentemente aberto. Não se pode viver a novidade e juventude do Evangelho no passado, a Boa Nova é questão de “agora”. É neste exacto momento que vejo Jesus e, assim, descubro O Pai, é agora que eu acredito no que Ele me diz, que peço em Seu nome. Para retomar a expressão de Lucas, mas num sentido absolutamente oposto, é vivendo este “hoje” dO Espírito que eu expulso do coração tudo o que me envelhece.
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